Obras de abastecimento de água ajudam o turismo das Aldeias do Xisto
As casas das cinco Aldeias do Xisto da Lousã vão ter água de melhor qualidade nas torneiras. Assim será após a conclusão da empreitada que ontem teve início com a assinatura do auto de consignação. Será um investimento de 320 mil euros, realizado pela Empresa Intermunicipal de Ambiente do Pinhal Interior (APIN), responsável pela área de abastecimento de água e saneamento de 11 concelhos da região.
São obras que beneficiam de um financiamento de dinheiros da Europa em 85 por cento, após candidaturas aprovada ao PO SEUR . Trata-se de um conjunto dos trabalhos que vão ser feitos em aldeias onde praticamente não reside ninguém, mas que registam um forte investimento turístico de alojamento local, o que justifica a melhoria do serviço e da qualidade da água de abastecimento, de forma a “responder às exigências dos operadores turísticos, bem como à população residente, mesmo que em número reduzido”, justificou o presidente do Município da Lousã, Luís Antunes.
A maior das aldeias – Candal – terá um investimento de 82 mil euros, incluindo uma Estação de Tratamento de Água local, infraestrutura também a construir nas restantes aldeias: Talasnal, com de 80 mil euros; Cerdeira, com 72,4 mil euros; e Casal Novo/Chiqueiro, com 85,5 mil euros no conjunto.
O presidente do conselho de administração da APIN, João Miguel Henriques, referiu que os trabalhos que se vão agora iniciar cumprem “o plano de investimentos previsto executar pela APIN” que, no total dos 11 municípios, ascende a 30 milhões de euros, com financiamento comunitário. A conclusão do plano, gizado há cerca de cinco anos, estava agendada para dentro de um ano, mas poderá ser prorrogada por alguns meses. Em causa está a dificuldade das empresas contratadas cumprirem os prazos, atendendo à escassez de mão de obra, mas também de materiais de construção e preços. São empreitadas em todos os concelhos abrangidas pela APIN nos setores do abastecimento de água e saneamento, quatro milhões dos quais no combate às perdas e desperdício de água.
Pedro Batalhão, diretor executivo do APIN, revelou que as perdas de água na rede de abastecimento sob gestão da empresa é de 50 por cento, menos dois por cento do que era registado antes de a empresa assumir esta competência.

