“Um hospital novo na Figueira da Foz é uma inevitabilidade, porque o atual está numa zona de proteção ambiental que vai ter de ficar livre”
Além do novo Bloco Operatório, que legado deixou no Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF)?
Não fizemos tudo aquilo que gostaríamos de ter feito, mas fizemos obras significativas, e não apenas as visíveis. É claro que a do Bloco Operatório é a obra mais visível, mas fizemos muitas outras obras de remodelação e beneficiação. E fizemos algo de muito importante, que também não é visível, que foi praticamente uma remodelação tecnológica completa. Foram compradas novas tecnologias ou repostas as antigas por outras mais modernas. Foi feita uma renovação tecnológica do hospital que é muito importante e estrutural. Outra área importante que eu acho que houve um grande trabalho foi a reformulação administrativa. Posso dizer que, neste momento, o HDFF é completamente diferente nesta área do que era há quatro anos.
Saiu com sentimento do dever cumprido?
Saí com o sentimento do dever cumprido e fiz, sempre, o melhor que pude. Decidi sempre em função do que eu achava, na altura, que era o mais importante para o hospital. E também posso dizer que não me arrependi das decisões que tomei.
Pela sua proximidade a Coimbra e por existirem boas acessibilidades rodoviárias entre as duas cidades, chegou a temer–se que o HDFF pudesse fechar, como aconteceu com a Maternidade. No entanto, tem vindo a ganhar força e afirmar-se como um hospital de referência na região. A que é que se deve esta dinâmica?
Deve-se a vários fatores. Obviamente que as administrações têm sempre muito influência nestas situações. Mas deve-se a algo muito importante, que é o espírito de grupo. As pessoas que trabalham no HDFF, genericamente, gostam do seu hospital e, por isso, trabalham para que o seu hospital faça boa figura. É um hospital com história, um hospital com alma. Isso é muito importante. Depois, houve um fator muito importante que, às vezes, as pessoas não valorizam, que foi a implosão – acho que posso chamar-lhe assim – do Hospital dos Covões, que acabou por ser benéfica para o HDFF, porque servia muito esta área a sul do Mondego.
Ler entrevista completa na edição impressa do DIÁRIO AS BEIRAS em 26/07/2022


