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“Um hospital novo na Figueira da Foz é uma inevitabilidade, porque o atual está numa zona de proteção ambiental que vai ter de ficar livre”

26 de às 10h16
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Além do novo Bloco Operatório, que legado deixou no Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF)?
Não fizemos tudo aquilo que gostaríamos de ter feito, mas fizemos obras significativas, e não apenas as visíveis. É claro que a do Bloco Operatório é a obra mais visível, mas fizemos muitas outras obras de remodelação e beneficiação. E fizemos algo de muito importante, que também não é visível, que foi praticamente uma remodelação tecnológica completa. Foram compradas novas tecnologias ou repostas as antigas por outras mais modernas. Foi feita uma renovação tecnológica do hospital que é muito importante e estrutural. Outra área importante que eu acho que houve um grande trabalho foi a reformulação administrativa. Posso dizer que, neste momento, o HDFF é completamente diferente nesta área do que era há quatro anos.

Saiu com sentimento do dever cumprido?
Saí com o sentimento do dever cumprido e fiz, sempre, o melhor que pude. Decidi sempre em função do que eu achava, na altura, que era o mais importante para o hospital. E também posso dizer que não me arrependi das decisões que tomei.

Pela sua proximidade a Coimbra e por existirem boas acessibilidades rodoviárias entre as duas cidades, chegou a temer–se que o HDFF pudesse fechar, como aconteceu com a Maternidade. No entanto, tem vindo a ganhar força e afirmar-se como um hospital de referência na região. A que é que se deve esta dinâmica?
Deve-se a vários fatores. Obviamente que as administrações têm sempre muito influência nestas situações. Mas deve-se a algo muito importante, que é o espírito de grupo. As pessoas que trabalham no HDFF, genericamente, gostam do seu hospital e, por isso, trabalham para que o seu hospital faça boa figura. É um hospital com história, um hospital com alma. Isso é muito importante. Depois, houve um fator muito importante que, às vezes, as pessoas não valorizam, que foi a implosão – acho que posso chamar-lhe assim – do Hospital dos Covões, que acabou por ser benéfica para o HDFF, porque servia muito esta área a sul do Mondego.

Ler entrevista completa na edição impressa do DIÁRIO AS BEIRAS em 26/07/2022

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