Candidaturas da Casa dos Pobres recusadas
A presidente da direção da Casa dos Pobres de Coimbra, Luísa Carvalho, lançou ontem um apelo aos “amigos” da instituição. Numa intervenção algo emocionada, após consignar as obras de ampliação do atual edifício, a responsável referiu que não têm garantia de disporem de fundos financeiros para concretizar esta intervenção da ordem dos dois milhões de euros. “As candidaturas feitas ao Programa PARES e ao PRR não foram bem sucedidas”, afirmou. Apesar deste contratempo, Luísa Carvalho referiu que essa situação “não nos pode impedir de continuar este nobre objetivo”.
Uma das visadas neste pedido de ajuda foi a diretora do Centro Distrital de Coimbra da Segurança Social, Manuela Veloso. Dirigindo-se diretamente a ela, Luísa Carvalho deixou um apelo para que ajude a instituição a encontrar novas formas de financiamento para a ampliação do atual edifício.
Manuela Veloso reconheceu que o chumbo das candidaturas apresentadas pela Casa dos Pobres lhe deixou “um amargo de boca”, mas garantiu que estará cá “sempre para ajudar, pois é um projeto que tem de ser acarinhado”. “Farei todos os possíveis para que este projeto obtenha o merecido financiamento”, frisou.
A obra vai arrancar em outubro, irá custar dois milhões de euros e deverá estar pronta em 2024. O novo edifício irá duplicar o número de quartos da instituição e ficará preparado para, numa próxima fase, dispor de novas valências: hidroterapia, fisioterapia e ginásio.


