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Santana Lopes reclama Hub Azul para a região

20 de às 09h53
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DR/Jot’Alves

O presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, aproveitou, ontem, a realização de dois seminários sobre economia azul na cidade para reclamar, em ambos, ao Governo, que olhe para a região com outros olhos. Isto a propósito de o Baixo Mondego ter ficado de fora da rede Hub Azul, apesar de ter três concelhos com ligação ao mar.
Os seminários foram promovidos pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC) e pela Associação de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego (AD ELO). O primeiro foi presidido pelo secretário de Estado do Mar, José Maria Costa, e o segundo pela secretária de Estado das Pescas, Teresa Coelho. O seminário da ED ELO continua hoje, com a participação de 120 pessoas, a maioria estrangeiras.
Santana Lopes manifestou, a ambos os membros do Governo e em público, “um pouco” da sua “ira”, considerando que o “esquecimento desta região [da CIM-RC] é inadmissível”. E reclamou para a Figueira da Foz o desenvolvimento do porto, medidas de mitigação da erosão costeira e “uma marina como deve ser”. Esta, disse aos jornalistas, pode crescer para a praça da Europa e para o Cabedelo.

“Uma causa que nos une”
A rede Hub Azul, promovida pelo Governo, com 87 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência, destina-se a estimular a economia azul em toda a sua extensão, incluindo a produção de eletricidade através das ondas do mar e indústrias associadas. A aplicação das medidas será feita através de polos de inovação e desenvolvimento, envolvendo o ensino superior e entidades públicas e privadas. Até agora, foram contempladas as zonas portuárias de Lisboa, Oeiras, Peniche, Aveiro, Porto Matosinhos e Algarve.
Santana Lopes frisou que a Figueira da Foz terá em breve um campus da Universidade de Coimbra, deixando as portas abertas para também poderem entrar na cidade outras instituições de ensino superior. Por isso, reúne os requisitos para receber um Hub Azul.
O autarca figueirense concluiu afirmando que ele e a CIM-RC têm “esperança na capacidade do Governo” para reverter a ostracização da região. Aos jornalistas, garantiu que vai continuar a reivindicar a Lisboa mais atenção para a região. Até porque, na CIM-RC, havia dito na intervenção pública: “É uma causa que nos une”.
Solidariedade da CIM-RC
e empenho de governantes
“Eu e os [restantes] presidentes de câmara da CIM-RC estamos sempre solidários consigo e com a sua preocupação com as questões do Porto da Figueira da Foz e da marina”, garantiu Emílio Torrão, presidente daquela comunidade de municípios. Por outro lado, também contestou o “esquecimento” a que esta região tem sido votada “ao longo dos anos”. Frisou ainda que a criação de um Hub Azul na região é “uma questão incontornável”.
José Maria Costa garantiu que o desiderato de Santana Lopes e da CIM-RC contará com o seu “empenho e ativa participação”. Por sua vez, a sua homóloga das Pescas, Teresa Coelho, disse aos jornalistas que “as preocupações” de Santana Lopes “são legítimas e têm todo o fundamento”.

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