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“Nascer em Coimbra” manifesta-se contra violência obstétrica

25 de às 09h32
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O movimento “Nascer em Coimbra” realiza, no próximo dia 6 de novembro, uma manifestação em frente à Maternidade Dr. Daniel de Matos, como “ação simbólica de solidariedade com todas as mulheres que sofreram (e sofrem) violência obstétrica em Coimbra e pelo país.”
A iniciativa, com inicío marcado para as 17H00, junta-se às ações promovidas pelo Observatório de Violência Obstétrica e prevista para esse dia.
O movimento exigue “autonomia, individualidade e liberdade da mulher no parto”, o “reconhecimento do que é violência obstétrica” e a “recolha de dados sobre a realidade do parto em Portugal”. “Pretende, ainda uma “reformulação do modelo de acompanhamento de gravidez, parto e pós-parto no Serviço Nacional de Saúde” e a “garantia do acesso à saúde a todas as famílias, apostando no SNS”.
Após um ano de formação do movimento EuViVO (e depois de o mesmo se ter constituído como Observatório da Violência Obstétrica), o OVOpt volta às ruas. E fá-lo – refere – “para lutar contra a indiferença com que o Ministério da Saúde, a DGS, demais decisores políticos e a Ordem dos Médicos têm ignorado todas as reivindicações feitas pelas mulheres neste último ano – em continuidade de anos anteriores, desde 2004, data dos primeiros passos do movimento pela humanização do parto em Portugal”.
O Observatório, uma associação sem fins lucrativos, é formada por utentes e profissionais do sistema de saúde, insiste também na multidisciplinaridade dentro do SNS, designadamente no envolvimento dos profissionais não médicos, considerando que “desta forma é possível melhorar os cuidados prestados e, simultaneamente, retirar a atual pressão sobre a classe médica”.

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