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“O valor de uma biblioteca não é o seu espaço físico”

29 de às 11h38
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FOTO DB/ANA CATARINA FERREIRA

Não foi a primeira vez que Alberto Manguel visitou a Biblioteca Joanina. Fê-lo há 10 anos, mas a sumptuosidade do espaço voltou a surpreendê-lo.
Ontem, contudo, o ensaísta – e, acima de tudo, leitor – frisou que o valor de uma biblioteca não é o espaço físico. “Neste caso, é como uma pessoa de uma beleza extraordinária que também tem um espírito. Mas um espírito não se pode conhecer porque os livros estão encaixotados”, disse, sorrindo.
Alberto Manguel, que ontem encerrou o colóquio “Bibliotecas Icónicas da História da Humanidade”, disse também que “há sempre um perigo de transformar algo em sagrado, seja um livro, seja uma biblioteca. (…) Porque nunca poderemos fazer um diálogo com esse sagrado. A adoração não é um exercício intelectual e a leitura tem que ser um exercício intelectual”.
O bibliófilo, que falava aos jornalistas no final do colóquio, salientou também o papel dos tradutores – “cujos nomes deveriam vir nas capas dos livros, ao lado dos nomes dos escritores”.

Notícia completa nas edições impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS

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