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Agrupamento de escolas da Lousã faz primeira interrupção letiva

02 de às 11h32
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As famílias da Lousã com jovens a estudar no respetivo agrupamento de escolas vão ter que se adaptar ao novo regime de organização do ano letivo, que, a partir do corrente ano, passou a ser por semestres.
O primeiro embate deste formato na organização da vida familiar vai acontecer já dentro de uma semana, com uma interrupção escolar que acontece entre 9 e 11 de novembro (de quarta-feira a sexta-feira), em consequência das reuniões intercalares dos docentes.
Assim, os alunos vão ficar em casa, ou então – para os que têm idades entre os seis e os 14 anos – frequentar as “Férias Ativas” que o município promove, pela primeira vez em novembro, a exemplo do que já faz há vários anos nas férias do Natal, Páscoa e verão. Refira-se que em consequência deste formato letivo, os períodos de férias tradicionais tornam-se, desta forma, mais reduzidos.

Inscrições a decorrer
As inscrições dos jovens neste programa autárquico de ocupação de tempos livres está agora a decorrer, com limitação a 60 crianças e jovens. O custo é de 20 euros, com atividades e refeições, podendo beneficiar de grandes descontos, de acordo com o escalão de ação social escolar a que pertence.
Mais tarde, como volta a haver uma interrupção letiva no Agrupamento de Escolas da Lousã entre 2 e 4 de abril de 2023 (de segunda-feira a quarta-feira, para novas reuniões intercalares de docentes), a autarquia voltará a promover nessa altura outro período de “Férias Ativas”.

Lei passou a dar mais autonomia às escolas
O regime de organização do ano letivo por semestres resulta da publicação do Decreto-Lei n.º 55/2018, que confere autonomia às escolas para reorganizarem turmas, horários, matriz curricular, programas e calendário escolar, com substanciais alterações em relação ao modelo clássico de três períodos letivos.
Entretanto, um estudo promovido pela Direção-Geral da Educação avalia favoravelmente os resultados de sucesso da organização semestral, com maior “articulação entre disciplinas” e “flexibilidade na gestão do currículo”. Há ainda uma menor fadiga dos alunos, que podem gerir melhor o seu tempo face à redução dos momentos de avaliação a que são sujeitos.
Embora sem dados atualizados, o número de agrupamentos de escolas que aderiram até agora ao regime de organização por semestres deverá rondar a centena de um total de mais de 800 existentes no país.

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