CHUC aposta na melhoria dos resultados clínicos
O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) está apostado em alargar as respostas às necessidades dos doentes. Para concretizar esse objetivo, a unidade hospitalar procedeu ontem à inauguração oficial de duas novas unidades que juntam diversas especialidades no Polo do Hospital Geral (Covões). Tratam-se das Unidades de Reabilitação Cardiorrespiratória – envolve os serviços de Pneumologia, Reabilitação e Cardiologia – e Funcional do Pé Diabético – reúne especialidades como Ortopedia, Endocrinologia, Cirurgia e Podologia. Para o presidente do Conselho de Administração do CHUC, Carlos Santos, estas unidades têm como foco “a criação de valor na prestação dos serviços que prestam”. “Sem esquecer a satisfação dos profissionais”, frisou.
Em declarações aos jornalistas, o administrador hospitalar afirmou ainda que o objetivo passa “pela melhoria dos resultados clínicos”, os quais só serão possíveis de alcançar através da colaboração multidisciplinar e profissional como acontece com estes serviços.
Um dos dados mais preocupantes diz respeito ao pé diabético, onde só a região do Alentejo tem “resultados piores” que o Centro. “Temos que tentar melhorar os nossos números”, referiu na cerimónia o coordenador da Unidade do Pé Diabético, Pedro Ribeiro. O especialista recordou que este problema tem consequências nefastas para o doente, ao ponto de poderem levar à amputação dos membros inferiores. “A mais valia desta unidade será a multidisciplinariedade eficaz e atempada. Se um pé está isquémico, ele tem de ser tratado nesse mesmo dia. Se isso não acontecer, corre-se o risco da amputação”, lembrou o coordenador Pedro Ribeiro.
Antes, a comitiva descerrou uma placa para assinalar a entrada em funcionamento da Unidade de Reabilitação Cardiorrespiratória. No piso 0 do edifício principal, estão a ser tratados semanalmente 30 doentes com patologias respiratórias crónicas. Naquele espaço, os utentes são submetidos a exercícios de controlo respiratório e técnicas de cinesiterapia com componente educacional. “Tudo isto permite ao doente melhorar o seu dia a dia e com menos limitações”, afirmou Cidália Rodrigues.
Esta unidade acolheu um elevado número de doentes com sequelas relacionadas com a covid-19. Para além das sequelas pulmonares, estes doentes sofreram problemas ao nível da mobilidade. A especialista reconheceu que os resultados pós-tratamento foram bastante positivos. No futuro, a aposta passará pela integração nesta unidade da nutrição, psicologia e cessação tabágica, de forma a melhorar ainda mais a prestação de cuidados de saúde.


