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Novas instalações na Psicologia só em 2024

09 de às 10h32
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DR/Foto de Ana Catarina Ferreira

Paula Paixão, diretora da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC), salientou ontem a preocupação com a falta de instalações que a faculdade enfrenta.
“Neste momento somos confrontados diariamente com dificuldades físicas. As obras começaram finalmente no segundo edifício, apesar do atraso por parte da aprovação no Tribunal de Contas”, vincou.
Na cerimónia de aniversário dos 42 anos da FPCEUC, Paula Paixão revelou a atual situação logística da faculdade. “Tivemos que realizar uma requalificação intensa e rápida no antigo Colégio das Artes, sem que o local estivesse preparado. Temos também algumas valências distribuídas na antiga Faculdade de Medicina, no Polo I”, esclareceu.
A diretora da faculdade assumiu que o edifício requalificado junto ao Centro Cultural D. Dinis só poderá estar concluído em 2024.
“As obras estavam, inicialmente, previstas para um ano, mas com esta guerra é bem capaz que as novas instalações só fiquem prontas daqui um ano e meio”, assumiu.
Amílcar Falcão, reitor da Universidade de Coimbra, também marcou presença na cerimónia e esclareceu que estas dificuldades logísticas eram impossíveis de evitar. “Ou havia obras e temos dificuldades durante esse tempo ou não há obras e não se requalifica nada. Temos que nos habituar”, vincou.

Número de docentes também preocupa
Paula Paixão revelou ainda as dificuldades que a faculdade terá com o número de docentes que irão reformar-se.
“Nos próximos 10 anos, 31 professores vão-se reformar. Até 2028, há 13 que vão sair. Aliás, há um ano em que se vão reformar seis docentes. Tem que haver uma mudança pensada para que o impacto destas saídas seja mitigado”, reforçou.
O reitor da Universidade de Coimbra concordou com a preocupação unindo-a à investigação e à oferta formativa das faculdades.
“Essas saídas que acontecerão (na UC vão reformar-se um terço dos docentes até 2023) vão ser uma oportunidade para que as faculdades se renovem, mudem as ofertas formativas e as áreas de investigação. Espero que a FPCEUC tenha um planeamento a 20 anos para se continuar a comparar com as melhores faculdades do Mundo”, disse.
Amílcar Falcão frisou ainda a importância que a investigação tem que ter um papel fulcral nas faculdades da Universidade de Coimbra, deixando uma bicada às escolas superiores…
“A FPCEUC ganhou uma dimensão diferente na última década na investigação e é já um exemplo na UC. O cerne das universidades deve ser a investigação para passar esses novos conteúdos aos seus alunos. Depois há as escolas superiores onde só se dão aulas…”, comparou.

Investigação reconhecida internacionalmente
Ainda sobre a investigação, a diretora da faculdade assinalou positivamente a forma como se tem conseguido obter financiamento.
“Temos tido investigação diversificada e sustentável. É sustentável porque, nos últimos anos, conseguimos obter financiamento nacional e europeu para desenvolvermos a investigação que tem sido reconhecida internacionalmente”, disse.
Durante a sessão comemorativa dos 42 anos da FPCEUC foram ainda homenageados funcionários que se reformaram este ano, os melhores estudantes do ano e ainda alguns projetos.
Como todas as festas, houve direito a bolo e espumante e a atuação da Tuna Desconcertuna.

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