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Tiago Picão quer estrear quartel em 2024 em Condeixa-a-Nova

10 de às 10h36
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DB/Foto de Ana Catarina Ferreira

Tiago Picão, de 36 anos, toma posse como novo comandante dia 1 de dezembro – nas comemorações do 45.º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Condeixa-a-Nova (AHBVC).
Comandante em substituição, após a demissão de Rui Panão, desde 1 de setembro, foi escolhido no final da semana passada pela direção da AHBVC.
“Já em 2020, quando o comandante Fernando Gonçalves saiu apresentei um projeto, mas depois acabei por aceitar ficar como adjunto do Rui Panão e a minha proposta convergiu com a dele. Felizmente conseguimos concretizar algumas ideias”, contou ao DIÁRIO AS BEIRAS.
Adjunto de comando desde 2018, ano em que passou a sub-chefe, Tiago Picão é Técnico Emergência Pré-Hospitalar do INEM desde 2007 e bombeiro desde 2003. O mandato é para cinco anos e os objetivos passam pelo “desafio contínuo de motivar o corpo ativo e corpo de funcionários; por manter o corpo ativo bem equipado e preparar o lançamento do novo quartel”, que está para breve (ver texto em baixo).
Após o cumprimento do mandato, o novo comandante pretende “ter o quartel implementado e a trabalhar sem restrições” e “ter iniciado a renovação da frota”, que começa a ficar obsoleta. Dá como exemplos “o veículo de desencarceramento com 20 anos e o de combate a incêndios urbanos industriais, que faz 17”.
Durante os próximos cinco anos, o novo comando quer “reforçar as parcerias com juntas de freguesia e empresas do concelho; reforçar a coesão do corpo ativo; reativar a fanfarra, que parou com a covid; continuar a renovação dos equipamentos de proteção individual (EPIs) e alguns equipamentos; apoiar a juvebombeiros nas suas atividades; apoiar o motoclube dos bombeiros e projetar a imagem e a qualificação dos bombeiros na região e no país”.

Renovação do pessoal
A covid trouxe uma redução acentuada “de 110 ou 115 para 71 bombeiros” e, apesar de “já ter recuperado para 92”, um dos objetivos do novo comando passa por “ter uma contínua renovação e acréscimo do pessoal bombeiro”.
Por estes dias está a terminar mais uma escola de estagiários e “já há 10 candidatos” para o próximo curso. E “ainda este mês” deve começar a ser preparada a próxima “Escola de Cadetes e Infantes”, para jovens até aos 16 anos.
Para além dos voluntários, o corpo ativo dos BVC conta com duas Equipas de Intervenção Permanente (EIP), com cinco elementos cada, que o novo comandante gostaria de ver reforçadas.
“Estas duas equipas trouxeram-nos um grande reforço e temos o serviço assegurado por funcionários das 07H00 às 20H00 enquanto todo o serviço noturno é assegurado por voluntários – exceto a central, que funciona 24 sobre 24 horas – o que representa custos menores para a associação”, diz.
“Ter duas equipas é bom, mas o ideal era que pudessem ter seis ou sete elementos, porque se há um elemento de baixa ou de férias estas ficam curtas”, refere Tiago Picão.
Condeixa reconhece
importância dos bombeiros
A pergunta “para um milhão de dólares” é o que leva alguém a querer ser bombeiro. Mas Tiago Picão admite que “altruísmo e espírito de ajuda ao próximo” são as maiores motivações.
Em Condeixa, a autarquia reforçou, ainda este ano, os benefícios sociais para bombeiros voluntários e claro que isto “ajuda” a motivar. No entanto, o comandante defende que “esses benefícios deveriam partir do Estado Central e não dos municípios”.
“Tenho um casal de bombeiros que vive na fronteira entre os concelhos de Condeixa e Soure. Têm abastecimento de água pelo concelho de Condeixa, que lhes dá 50 por cento de desconto na fatura. Mas como o imóvel tem a maioria da sua implantação no concelho de Soure não têm o benefício da redução de 50 por cento do IMI que Condeixa oferece aos bombeiros”, explica.
O reconhecimento “tanto por parte do município como por parte dos munícipes existe”, e um bom exemplo foi a dotação por via do Orçamento Participativo, de 50 mil euros para compra de EPIs. “Seria muito difícil para a AHBVC fazer esse investimento e, com esta ajuda, fomos a primeira corporação de bombeiros nacional a ter este EPI que traz grande capacidade operacional. E claro que isto motiva”, diz Tiago Picão.

“Criado” no quartel
“O meu pai foi para sub-chefe um mês antes de eu nascer e fui criado aqui”, conta. “Quando era criança conhecia os carros de bombeiros pelo barulho do rolar dos pneus ou pela sirene. Cá dentro cresci tanto a nível pessoal como profissional”, continua.
Aos 36 anos, o novo comandante conta com “18 de experiência de bombeiro” e uma experiência a vários níveis.
Fez o curso de Tripulante de Ambulância de Socorro em 2005, com 19 anos. “Era um miúdo que já assumia alguma responsabilidade e fui conhecendo novas realidades e quis aprender mais”.
E foi enquanto trabalhava na ambulância de Suporte Imediato de Vida, em Cantanhede, que começou o curso de Engenharia de Proteção Civil em Castelo Branco.

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