Gonçalo Lopes luta por uma AAC combativa
Quais as principais bandeiras do projeto que lidera?
O projeto Estudantes Pri-meiro não tem bandeiras mas razões que nos fizeram apresentar a candidatura. Razões essas apoiadas quer nas dificuldades que os estudantes passam nesta fase da vida nacional, com o aumento do custo de vida devido à espiral inflacionista, com a falta de ação social escolar, com a manutenção da propina e com a falta de bolsas, mas também porque consideramos que as últimas Direções Gerais não colocaram os estudantes em primeiro. Somos um projeto que surge para dar resposta aos problemas dos estudantes, com base na proximidade, na unidade e na combatividade.
Apesar de última edição da Queima das Fitas ter tido um lucro bastante favorável, quais as suas ideias para tornar a AAC mais robusta financeiramente?
Parte-se sempre da pre-missa que a AAC deve funcionar como algo que tem de obter lucros anuais, quando não é isso que deve acontecer. Naturalmente, consideramos que a única fonte de financiamento da AAC deve ser o finan-ciamento público, quer através do contrato-programa com a Uni-versidade de Coimbra, mas também a partir de apoios públicos da tu-tela do ensino superior e de outros ministérios, mas também apoios públicos que decorram de determinados fundos de apoio à cultura e ao desporto. Consideramos que a AAC deve abandonar também a concessão a privados do seu espaço, quer do bar, mas também dos espaços comerciais do piso zero.
As cantinas rosas voltaram a ter refeição social, mas a falta de apoios sociais em Coimbra para estudantes universitários continua a ser criticada. Quais os problemas sociais que se compromete a resolver?
Os problemas subsistem e os estudantes continuam a perder 30 a 40 minutos para almoçar. Este é um dos problemas que nos propomos resolver, a par da nossa posição de fim do sistema de propinas, taxas e emolumentos, da nossa posição relativamente à ação social escolar que passa pelo reforço financeiro dos SASUC. Consideramos também que é premente resolver a questão das repúblicas, nomeadamente nas questões da alimentação e condições materiais.
A saída da AAC do Encontro Nacional de Dirigentes Associativos marcou a última Magna. Como pensa unir as associações universitárias do país?
Consideramos que a saída da AAC do ENDA é um rude golpe na unidade do movimento associativo estudantil a nível nacional e que vai ter influência negativa no poder reivindicativo dos estudantes. Propomos uma participação ativa da AAC no ENDA, algo que a AAC nunca fez. Nenhum estudante concorda com a ideia que uma não união no movimento associativo estudantil o irá beneficiar e e essa unidade é possível através do ENDA.


