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(Re)abertura da Coimbra Editora cheia de nostalgia

14 de às 11h03
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DB/Foto de Ana Catarina Ferreira

A “Exposição 232.º Celsius” esteve este fim de semana patente na Coimbra Editora. O antigo edifício abriu portas para receber 70 trabalhos das várias áreas da arte.
Dentro dos mais de quatro mil metros quadrados há trabalhos nas áreas da pintura, escultura, vídeo, desenho ou instalações. Durante os dois dias houve ainda espaço para performances. Todas estas expressões de arte estavam relacionadas com o livro “Fahrenheit 451” e com a antiga tipografia e editora.
O promotor deste evento, o Coletivo Pescada n.º 5 , fez, ao DIÁRIO AS BEIRAS, um balanço muito positivo.
“Foi um fim de semana muito intenso mas que correu muito bem. No sábado tivemos mais de 1.500 pessoas e hoje (ontem) tivemos também muita gente. Foi uma oportunidade única para todos. As pessoas encantaram-se com o espaço e com o trabalho aqui desenvolvido. A própria Critical Software ficou muito satisfeita com o que fizemos”, revelou Inês Moura.

Antigos trabalhadores emocionaram-se
A representante do Coletivo Pescada n.º 5 não teve qualquer dúvida em anunciar o momento alto do fim de semana.
“A visita com os antigos Funcionários da Coimbra Editora foi um momento muito intenso. Nós quisemos contar a interpretação do espaço na exposição e eles contaram-nos histórias antigas do local. Falou-se com muita nostalgia, mas com muita tristeza pela empresa ter acabado. Dou o exemplo de um senhor que começou aqui a trabalhar quando tinha 14 anos e que, se a empresa ainda estivesse aberta, faria 53 anos de casa. Ao realizar a visita viu fotografias suas no espaço e emocionou- -se”, assumiu.
Inês Moura explicou, no entanto, o motivo para a exposição só ter ficado patente neste fim de semana.
“É uma exposição muito grande com muita logística e um orçamento que dificultam que fique patente mais do que dois dias. Mas esta fugacidade da exposição atrai mais as pessoas que sabem que só têm uma oportunidade para a ver”, salientou.
O Coletivo Pescada n.º5, segundo Inês Moura, está já a pensar noutro projeto para 2023. “Nós estamos a começar a pensar uma próxima nova exposição, noutro local em Coimbra, em 2023”, anunciou.

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