Patrick: Diamante de Coronel Xavier Chaves
Na Liga 3 é fácil acompanhar os jogos, pela internet. Como é que a sua família e amigos têm seguido a sua carreira?
Nossa… eles ficam muito felizes! A minha mãe manda mensagens toda orgulhosa. E isso me dá mais motivação ainda. Ficam muito felizes lá. Os meus amigos a partilhar e toda a gente feliz. Isso deixa-me mais motivado ainda, mesmo estando aqui cheio de saudade, mas sei que vai valer a pena um dia.
O que lhe dizem cada vez que marca um golo?
Mandam muitas mensagens. Toda a gente da minha cidade me está a acompanhar, pedem-me os links para ver o jogos. Deixa-me muito feliz.
É mineiro…?
Não, eu sou carioca, mas fui para Minas muito novo, com sete anos.
Como se chama a sua cidade?
Coronel Xavier Chaves.
É uma cidade que foi criada por paulistas e portugueses que procuravam o ouro… Conhecia alguma coisa de Portugal, vê alguma coisa de semelhante?
O clima é semelhante. Aqui é mais frio no inverno e mais quente no verão, mas a comida é muito parecida.
O que gostou mais na gastronomia portuguesa?
Gosto muito dos pastéis de nata, ou pastéis de Belém.
Em Portugal quando um jogador tem potencial para ser trabalhado diz-se que é um diamante em bruto. Vindo de Minas Gerais, uma zona em que os portugueses exploraram ouro e diamantes, sente-se também um diamante em bruto? Acha que tem potencial para mais?
Continuo a trabalhar todos os dias para melhorar, claro!
O que está a achar de Portugal?
Acho muito bom, é um país aconchegante. Passei pelo Porto mas aqui é bem mais tranquilo do que era em Matosinhos, onde eu estava.
Pesquisou alguma coisa sobre Portugal antes de vir?
Sim, pesquisei sobre Matosinhos, que era a cidade para onde eu ia. Descobri que tinha praia, mas foi tudo uma surpresa para mim.
E de Oliveira do Hospital? Como foi a adaptação? Os colegas brasileiros ajudaram?
Todos me receberam muito bem, desde início. As pessoas na rua perguntam-me pelos jogos…
Já o conhecem na rua?
Sim, alguns falam comigo e dão-me os parabéns pelos golos.
Imagino que estes golos tenham feito com que algumas portas se abrissem…
Sim, lógico que aumenta a visibilidade. Toda a gente sabe que as oportunidades aparecem. É sinal de que estou no caminho certo e que, se continuar a trabalhar, as coisas vão aparecer.
E para o clube, o que prevê para esta temporada?
Houve alguns altos e baixos, mas é normal em todos os clubes. Se Deus quiser, tudo vai correr bem e vamos conseguir os nossos objetivos ao longo da época.
É um bom grupo? Como tem sido lutar pelo lugar no “onze”?
Tem de haver concorrência. Isso é importante para todos evoluírem. É um grupo muito bom, toda a gente se ajuda e independentemente do que aconteça é toda a gente muito unida. É isso que vai fazer com que dê certo.
E a relação com o treinador?
É boa. Não falamos muito a não ser antes dos treinos e dos jogos, mas está sempre a ajudar toda a gente e a faz a gente ser melhor…


