CoimbraGeral

Programação do Convento São Francisco marca “momento de viragem”

06 de às 09h20
0 comentário(s)

DB/Foto de Patrícia Cruz Almeida

A programação do 1.º semestre do Convento São Francisco (CSF) pretende ser uma viragem no panorama cultural da cidade. E isso foi visível ontem, na apresentação da programação, que decorreu na antiga Igreja do CSF, e que conseguiu reunir vários agentes e estruturas da cidade, artistas, produtores. Prova de que, como referiu Paulo Pires, diretor do Departamento de Cultura da Câmara de Coimbra e diretor artístico do Convento, a intenção é “marcar uma transição significativa, do ponto de vista da identidade e estratégia culturais”.

Numa conferência de imprensa pontuada por momentos musicais a cargo de Leonor Quinteiro e José Rebola, Filipe Gouveia Melo e Beatriz Villar, e que contou também com a presença de Pedro Abrunhosa e Ricardo Ribeiro, o presidente da câmara destacou o facto de a programação ser disponibilizada, “de forma inédita”, com uma agenda a seis meses (de janeiro a junho), apontando “já vários caminhos de futuro que vão para lá desse período temporal”.

“Este é um momento de viragem no Convento, com uma nova programação, com novos objetivos e com novas vontades de se ser mais eclético e, ao mesmo tempo, mais único, e afirmar este equipamento fantástico”, afirmou José Manuel Silva. Assim, na música, o destaque vai para a continuidade do ciclo “Saudades do Brasil em Coimbra”. Logo a 6 e 7 de janeiro, o Grande Auditório recebe Camané, Ricardo Ribeiro e António Zambujo com poetas brasileiros e acompanhados do ensemble da Orquestra Clássica do Centro (OCC); a 23 e 24 de abril, Seu Jorge e Daniel Jobim revisitam a obra de António Carlos Jobim em formato acústico; a 24 de maio, Adriana Calcanhotto faz a estreia mundial do seu novo disco em Coimbra; e a 11 de junho, Criolo e A Garota Não apresentam–se no Grande Auditório.

“Santos de casa fazem milagres”

A estreia em Coimbra de novos discos de reputados músicos é outro elemento diferenciador da programação. E já há três concertos confirmados: Carolina Deslandes (26 e 27 de março); Jorge Palma com convidados – Rui Reininho e Manuela Azevedo (6 e 7 de maio) e The Black Mamba (14 de maio).

Destaque ainda para o ciclo programático “Carta Branca a…”, que vai acolher Leonor Quinteiro com Rui Massena e a Academia de Música de Coimbra (12 de março); e Filipe Gouveia Melo (piano) com Filipe Raposo e convidados (18 de junho).
Já o ciclo “Santos de casa fazem milagres” vai levar à Sala D. Afonso Henriques os seguintes nomes: Beatriz Villar (18 de fevereiro); Filipa Biscaia (29 de janeiro); Peixinhos da Horta (5 de maio); Coro das Mulheres da Fábrica (1 de junho) e Susana China (29 de junho).

A 15 de janeiro, a Sala D. Afonso Henriques acolhe Manuel de Oliveira (um dos mais renomados guitarristas nacionais), Carles Benavent, Jorge Pardo, Carlos Garcia, Miguel Veras e Quiné Teles, acompanhados do ensemble da OCC; e a 16 de março é a vez de Olga Kern (uma das maiores pianistas mundiais) acompanhada da Orquestra Filarmónica Portuguesa.

Ainda na área musical, mantêm-se os concertos do ciclo “Café Curto”, em parceria com a Blue House, às terças-feiras, às 19H00, no Café-Concerto do Convento. Soma-se o regresso do Festival Lux Interior, pela Lux Records, ao CSF, nos dias 17, 18 e 19 de março.

Na vertante do teatro, a 21 e a 22 de janeiro, Ruy de Carvalho apresenta “Ruy – um retrato autobiográfico”; a 4 e 5 de fevereiro, Ivo Canelas apresenta “Todas as coisas maravilhosas”; a 14 de abril, o CSF acolhe uma comédia de Shakespeare “Noite de Reis”, com encenação de Ricardo Neves-Neves; e a 20 de maio, Virgílio Castelo e Maria Elisa Domingues apresentam “Love Letters”.

Criação de uma estrutura profissional de dança

A dança ganha também uma nova expressão, já que o CSF pretende incrementar a oferta nesta área artística, e “promover a breve trecho, com vários agentes culturais do concelho, a criação de uma estrutura profissional de dança em Coimbra”. Realce para “Romeu & Julieta”, pelo Quorum Ballet com a OCC (23 de fevereiro); o Festival “Abril Dança em Coimbra”; “A hora em que não sabíamos nada uns dos outros”, pela Companhia Olga Roriz (4 de junho); ou “Symphony of Sorrows/Cantata”, pela Companhia Nacional de Bailado (29 de julho).

Projeto “Mil Pássaros”

A par da programação, destaque para o Festival Política, que vai contar com um warm up a 10 e 11 de fevereiro com a participação de Dino D’Santiago (conversa com a comunidade escolar e concerto), de Tiago Pereira, e de Hugo van der Ding. Já o projeto “Mil Pássaros”, da Companhia de Música Teatral, chega a Coimbra, abrangendo o universo pré-escolar do concelho na área da arte para a infância, com ações de formação, oficinas, conferências e espetáculos. No universo expositivo, destaque para a exposição “Primaveras Estudantis: da crise de 1962 ao 25 de Abril”, que inaugura já no sábado, dia 10.
A programação completa pode ser consultada aqui

Autoria de:

Deixe o seu Comentário

O seu email não vai ser publicado. Os requisitos obrigatórios estão identificados com (*).


Coimbra

Geral