Perto do fim o julgamento de fraude em hotel abandonado
Os advogados de defesa da construtora Soares da Costa e de dois ex-responsáveis do mesmo grupo empresarial pediram ontem a absolvição dos seus clientes no caso de uma alegada fraude na construção de um hotel – que não chegou a concretizar-se – na Praia da Tocha, concelho de Cantanhede.
Na continuação das alegações finais do processo que decorreu no Tribunal de Coimbra – cuja leitura da sentença está marcada para 16 de janeiro de 2023 – os advogados dos três arguidos (construtora, ex-administrador e ex-diretor financeiro da empresa) consideraram que não foi produzida qualquer prova do alegado conluio com os promotores do hotel, de que apenas resta um esqueleto de pilares e vigas.
No âmbito deste processo, é pedida a restituição de 1,2 milhões de euros obtidos através de um programa de apoio da Turismo de Portugal.
Defesa recusa colocar “todos no mesmo saco”
A defesa da construtora Soares da Costa criticou a acusação por pôr todos os arguidos – promotores e construtora – “no mesmo saco”, considerando que “a acusação ruiu como um castelo de areia”, notou, referindo que nem a construtora nem os ex-responsáveis da empresa tinham conhecimento de que o projeto teria apoio financeiro da Turismo de Portugal quando a obra foi consignada.
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