Filarmónica de Quiaios tem nova sede
Já foram inauguradas as novas instalações da Filarmónica Quiaense, resultantes da ampliação da Casa do Povo de Quiaios, à qual pertence. A partir de agora, todas as atividades da banda realizam-se no mesmo espaço, incluindo a escola de música e audições, exceto os concertos.
As novas instalações têm uma sala polivalente, com um auditório com capacidade para 160 pessoas, e outros três espaços para atividades da Casa do Povo de Quiaios. Ficou, assim, concluído o projeto de ampliação das instalações da instituição particular de solidariedade social, iniciado há mais de 10 anos, tendo sido realizado por fases.
As obras mais recentes estavam previstas para 2020, mas a pandemia adiou o início para o ano seguinte, tendo ficado concluídas um ano depois, dentro do prazo previsto. O processo implicou a espera que dois imoveis da Casa do Povo de Quiaios que estavam arrendados ficassem disponíveis e a aquisição, por um valor simbólico, de outros dois, estes, propriedade dos herdeiros do antigo mastro da Filarmónica Quiaense José da Costa Maia.
Antiga sede continua na Casa do Povo
“Finalmente [as obras estão concluídas], mas dentro dos tempos. Não é um processo completamente concluído, porque faltam os arranjos exteriores, que o estado do tempo não permitiu concluir, mas serão feitos quando o tempo o permitir”, ressalvou o presidente da direção da Casa do Povo, Augusto Marques. Foi este dirigente quem impulsionou e concluiu as obras.
“Estamos a cumprir aquilo que a história nos foi ditando, e, finamente, chegámos a bom porto”, acrescentou aquele responsável. Com a nova sede, defendeu Augusto Marques, a banda passa a ter “melhores instalações e melhores condições de trabalho”.
A cerimónia da inauguração contou com a participação dos presidentes da Câmara da Figueira da Foz e da Junta de Quiaios, Santana Lopes e Ricardo Santos, respetivamente, tendo Augusto Marques como anfitrião. Foi um momento marcante para a banda e para a instituição a que pertence.
Entretanto, a direção da Casa do Povo de Quiaios vai reabilitar a antiga sede da Filarmónica Quiaense. “Há um conjunto de ideias para dinamizar as antigas instalações da banda. Não se trata de vendê-las. Poderão servir para arrendar, mas será sempre um património da instituição, que será recuperado, para criar mais uma fonte de receitas”, garantiu Augusto Marques.
Banda conserva autonomia
A Filarmónica Quiaense foi fundada em maio de 1824. Em 1977, num período em que a sua continuidade estava em risco, foi integrada na Casa do Povo de Quiaios. Um dos moradores que procuravam evitar o fim da banda pertencia a esta e à instituição de solidariedade, o que acabou por facilitar o processo.
Não obstante a sua integração na Casa do Povo de Quiaios, a banda manteve o nome e a autonomia diretiva. Ou seja, funciona como uma secção autónoma da instituição.


