“O número de engenheiros é preocupante”
O diretor do Departamento de Engenharia Eletrotécnica (DEEC) da FCTUC, Rui Cortesão, alertou para a necessidade de se formar o máximo de engenheiros nesta área do saber.
“A ela estão ligadas todas as mudanças a que estamos a assistir mundialmente, como a energia, as telecomunicações, os computadores e a robótica”, afirmou Rui Cortesão.
O responsável, que intervinha no encerramento das comemorações dos 50 anos do DEEC, elogiou os muitos investigadores “da casa” que têm contribuído para o sucesso. “A engenharia eletrotécnica e de computadores”, disse Rui Cortesão, “é extremamente relevante para a sociedade e para as próximas décadas”. Este é o momento de formar o máximo de engenheiros nesta área do saber”, conclui.
Na mesma sessão, também Isabel da Lança, presidente regional da Ordem dos Engenheiros da Região Centro, disse que “o número de engenheiros é preocupante”.
Já o reitor da Universidade de Coimbra deixou o recado: “Só é possível ultrapassar as atuais dificuldades se estivermos unidos na procura de trajetórias ascendentes”.
Sá Furtado, professor catedrático jubilado do DEEC, que esteve na origem do departamento e que formou várias gerações de engenheiros, falou à plateia sobre a história do departamento desde a sua constituição.
A sessão culminou com uma apresentação em vídeo de alguns dos trabalhos feitos no DEEC, que incluiu mensagens de antigos alunos que atualmente estão em lugares de destaque em instituições como a Força Aérea Portuguesa, as universidades do Minho e de Oxford, a DeepMind Tecnologies, uma das duas maiores empresas na área da inteligência artificial a nível mundial, ou a Goldman Sachs, um dos principais bancos de investimento a nível global.


