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Lajetas da rua Manuel Rodrigues estão cada vez piores

28 de às 09h07
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DB/Foto de Miguel Almeida

A rua Manuel Rodrigues, via que liga a rua da Sofia à rotunda da Cindazunda, tem o piso cada vez mais danificado, um ano depois de ter sido requalificado. Em março de 2021, a via entrou em obras para melhorar a mobilidade pedonal e rodoviária, tendo aberto ao trãnsito no últimestre do ano passado.
Dado o elevado número de viaturas ligeiras e pesadas (SMTUC pararam muito tempo ali enquanto a rua João Machado esteve em obras), as lajetas de pedra estão cada vez mais partidas. Neste momento, é já perigoso para as próprias viaturas circularem na via, correndo o risco de furar um pneu.
Apesar desta obra e de uma posterior requalificação, em outubro do mesmo ano, os comerciantes da rua assumem que a via terá que ser melhorada, mas um possível corte do trânsito automóvel preocupa.
José Manuel, funcionário há 34 anos numa loja de material elétrico, salientou a preocupação com uma possível intervenção que faça abrandar o comércio. “A rua já está muito danificada. Corremos o risco da rua ter de ser intervencionada e que, devido ao encerramento, as pessoas deixem novamente de vir cá”, esclareceu.
Já Pedro Servolo, proprietário há três anos da papelaria e tabacaria Arquivo, contestou a forma pouco profissional como a obra foi feita.
“Isto não se admite. Como é que uma obra que era suposto durar 10,15 anos dura somente três, quatro meses? Depois de uma intervenção que durou oito meses e nos deu muitos prejuízos, a rua já está toda partida”, salientou.

Lajetas de pedra foram erro do anterior executivo

O atual executivo camarário, na passada reunião de câmara de 17 de outubro de 2022, frisou que há, no entanto, uma solução para resolver a situação, não deixando de criticar a decisão da colocação das lajetas de pedra.
“A curto prazo, a Câmara Municipal tem de reverter a solução de lajetas de pedra para calçada em cubos de granito, como aliás foi proposto em fase de anteprojeto por parte dos serviços técnicos, solução rejeitadas por decisão política infundamentada”, afirmou, na altura, a vereadora Ana Bastos.
A vereadora com o pelouro da Reabilitação Urbana reiterou que será necessária outra intervenção na via, mostrando-se, ainda assim, preocupada com o custo da mesma e com as consequências que os comerciantes poderão sofrer.
“Esta decisão política terá consequências graves para todos, já que para além do custo extraordinário desta solução, as obras arrastam-se no tempo, com particular desgaste para os comerciantes locais que tardam em ver estas obras concluídas”, disse. A obra representou um investimento de mais de um milhão de euros. Neste momento, ainda não há qualquer prazo para o início da requalificação da via.
Também a rua João Machado, paralela à Manuel Rodrigues, tem o mesmo sistema com base nas lajetas de pedra e começa já a ter sinais de deterioração. esta artéria da zona do Arnado foi aberta na totalidade à circulação automóvel no passado dia 22 de outubro.

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