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Académica: Triunfo a abrir o ano em jogo de loucos

09 de às 09h28
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FPF

A Académica entrou com o pé direito em 2023. No primeiro desafio do ano, realizado no sábado, os estudantes voltaram a sorrir depois de baterem o Amora fora de portas por 4-3, em jogo relacionado com a 13.º jornada da Série B da Liga 3.
O técnico da Briosa, Zé Nando, não foi de modas e logo no primeiro jogo do ano fez entrar dois dos três novos reforços no onze inicial. O central Kevin Ibouka e o avançado Juan Perea chegaram, viram e jogaram.
À partida para esta jornada, o Amora tinha apenas 10 golos sofridos, os mesmos que a Académica tinha marcados. Previa-se um adversário duro de atingir, e o jogo iniciou-se mesmo com essa sensação negativa para as hostes academistas. Era o Amora que estava por cima e foi Hidalgo que manteve o nulo naquela que foi a primeira grande oportunidade do desafio. Mancha do guardião ao remate de Caleb.
Num sistema de 4-5-1, os estudantes optaram por um jogo muito objetivo. Após a recuperação da bola, o ataque rápido era a arma utilizada, dando assim alguns problemas à defesa do Amora quando estava descompensada.
Mesmo a jogar assim, a Briosa desfez o nulo de forma diferente. De bola parada. Canto do lado esquerdo de David Caiado e Paulo Marcelo a enganar-se na direção do desvio. Um autogolo que soltou a Académica no jogo.
A equipa orientada por Zé Nando começou a ter confiança para ter bola e quando não a tinha, conseguia ser traiçoeira no momento da transição. Hugo Seco era o porta-voz dessa mesma confiança.
O extremo era uma dor de cabeça para a formação do município do Seixal, causando vários desequilíbrios. Aos 35’, Hugo Seco, confirmava a boa exibição com o segundo golo da Briosa. Rodrigo Guedes abriu o livro com um passe magistral que isolou Vasco Gomes. Este percebeu que Hugo Seco só teria que encostar e por isso deu ao lado. Os adeptos ficaram em êxtase.

Fazer aquilo que Hidalgo pediu

Faltava agora fazer aquilo que Hidalgo pediu na conferência de imprensa de antevisão ao jogo: “Muitas vezes estamos a jogar bem e por cima no resultado e depois uma desconcentração, um erro coletivo ou individual torna-se fatal. Temos que melhorar esse aspeto emocional”.
Pois bem. O Amora reduziu à beira do intervalo, trazendo alguns fantasmas para o reatamento da 2.ª parte.
A verdade é que a Briosa reagiu aos 53’. A contratação de inverno Kevin Ibouka aproveitou uma defesa incompleta do guardião do Amora para aumentar a vantagem. A Briosa não podia ter começado melhor a 2.ª parte.
Estavam encaminhados os três pontos até que num espaço de três minutos, a equipa da casa conseguiu marcar dois golos, empatando assim a contenda. Paulo Marcelo de cabeça redimiu-se do autogolo e Caleb através de uma grande penalidade fez a igualdade.

Briosa foi buscar forças

Esperava-se o desânimo completo no lado estudantil mas a equipa uniu-se e foi em busca dos três pontos que pareciam ser uma realidade depois do 3-1.
E foi numa grande jogada coletiva que a Académica garantiu os três pontos. Combinação entre Hugo Seco e David Teles e o primeiro a fazer um cruzamento de trivela sensacional. O recém-entrado Diogo Ribeiro vestiu a capa de herói e fuzilou para o fundo das redes. A Briosa regressou assim aos triunfos num jogo de loucos.

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