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Manuel Pizarro: “Importante sinal de solidariedade com o povo ucraniano”

11 de às 09h15
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DB/Foto de Pedro Ramos

“É um importante sinal que a Ordem dos Médicos (OM) e que o País no seu conjunto dão de solidariedade com o povo ucraniano”. Foi desta forma que Manuel Pizarro classificou ontem o curso “Advanced Critical Care Transfer Simulation Course”, que pretende melhorar o desempenho das equipas de resposta rápida ucranianas, promovendo a melhoria do seu desempenho no transporte das vítimas de guerra entre o local da ocorrência e as unidades de saúde ou entre instituições hospitalares.
O ministro da Saúde esteve no Centro de Simulação Biomédica (CSB) do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra para assistir à sessão de encerramento da formação, que resulta de uma parceria com o Gabinete de Apoio Humanitário da OM.
O curso está a formar médicos portugueses e luso-ucranianos, que depois transmitirão os conhecimentos adquiridos a profissionais de saúde ucranianos.
As formações são realizadas com recurso a simuladores (manequins de alta tecnologia que simulam doentes reais) e pacientes simulados, “o que permite uma experiência realista, com maior envolvência e mais eficácia na aquisição dos conhecimentos e das competências abordadas”, explica o CHUC em comunicado.

Bandeiras assinadas acompanham missões

Depois de visitar as instalações do CSB e assistir a alguns dos exercícios a que os formandos foram sujeitos, o ministro e Vitalyi Krylyuk (coordenador da medicina de catástrofe do Ministério da Saúde ucraniano) assinaram duas bandeiras do país de leste, que agora vão acompanhar as equipas que vão para o terreno.
No final da visita, e em declarações aos jornalistas, Manuel Pizarro agradeceu à OM e ao “grupo humanitário, que tem funcionado desde o início da guerra na Ucrânia”. “É nossa obrigação criarmos condições para levarmos até à Ucrânia esta capacidade de formação que aqui exercitamos de médicos e outros profissionais de saúde, para atuarem em situação de catástrofe, porque é mesmo isso que se vive na guerra no território do martirizado povo ucraniano”, sublinhou.
A terminar, o responsável garantiu que “este é um compromisso claro entre a OM e o Governo português para concretizarmos a ida até ao território ucraniano de equipas de profissionais capazes de formar profissionais ucranianos”, visto que, justificou, “é reconhecida a altíssima diferenciação das estruturas de saúde portuguesas e dos profissionais de saúde, com os médicos à cabeça”.

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