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“Doentes do CHUC não têm problemas de acesso aos medicamentos”

08 de às 09h26
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O bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Hélder Mota Filipe, garantiu ontem que “os doentes do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) não têm problemas de acesso aos medicamentos”.
“Este é um tema que nos preocupa a todos, há um número de medicamentos em falta, mas em Portugal ainda não tivemos nenhum problema que pusesse em risco o tratamento dos doentes”, afirmou, ontem, o bastonário, nas declarações prestadas aos jornalistas, no final da visita aos CHUC.

CHUC previne a falta de medicamentos

Hélder Mota Filipe esteve acompanhado por José Feio, diretor dos Serviços Farmacêuticos dos CHUC, com quem teve a oportunidade de falar sobre este tema.
“Nós, no CHUC, pela forma como adquirimos os medicamentos, pela forma como vigiamos a utilização dos medicamentos, vamos tendo sinais (da falta de medicamentos) e a nossa estratégia é prevenir e antecipar medidas”, refere José Feio.

Analisar alternativas aos medicamentos em falta

O diretor dos Serviços Farmacêuticos do hospital afirmou que “há dificuldades no fornecimento de alguns medicamentos porque há guerra, há falta de matéria-prima, há problemas que os laboratórios têm e os custos. O que fazemos é antecipar o problema”.Assim, “juntamente com a Comissão de Farmácia Terapêutica vemos quais são as alternativas que existem, com os médicos verificamos quais são os doentes que podem usar essas alternativas e vamos mitigando a situação”, disse Jossé Feio.

Objetivos da visita

O objetivo da deslocação do bastonário da Ordem dos Farmacêuticos ao hospital “era, por um lado, visitar os serviços farmacêuticos e também o Serviço de Patologia Clínica de um hospital de referência na rede do Serviço Nacional de Saúde (SNS) como é o caso do CHUC”.
Por outro lado, “quisemos discutir com os colegas os aspetos positivos e negativos da profissão, quer na farmácia hospitalar, quer nas análises clínicas, e ao mesmo tempo, visitar os residentes farmacêuticos que iniciam agora a sua formação na especialidade”, afirmou o bastonário.
Ao todo são sete residentes, divididos entre a Farmácia Hospitalar e o Serviço de Patologia Clínica.
“Estivemos a ouvi-los, dar-lhes apoio e transmitir-lhes o quanto é importante esta nova realidade da residência farmacêutica”, referiu o bastonário.

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