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Novotecna e Fablab prestam homenagem a José Viana

03 de às 15h06
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A Novotecna e o Fablab prestaram ontem homenagem póstuma a José Viana, atribuindo o seu nome ao espaço onde está instalado o Laboratório de Prototipagem Rápida e Fabricação Digital do FabLab Coimbra.
O evento, que decorreu nas suas instalações, no Centro Tecnológico de Coimbra, contou com a presença da viúva, Ana Costa, e do presidente da União das Freguesias de Eiras e São Paulo de Frades, Luís Correia.
De acordo com Pina Prata, “falar de José Viana é falar de um nome incontornável no associativismo empresarial e tecnológico”, tanto a nível regional como nacional.
O engenheiro e ex-diretor do Fablab, que faleceu no passado dia 11 de novembro era um profissional dotado de “um enorme dinamismo, para quem não existiam impossíveis”. realçou.

Currículo de José Viana
José Viana era licenciado em engenharia mecânica pela Universidade de Coimbra e “foi uma peça chave na dinamização da Associação Comercial e Industrial de Coimbra, dirigindo o Departamento de Feiras e Exposições. Foi responsável pela organização da CIC, tendo também criado o Gabinete de Apoio à indústria do Distrito de Coimbra” relembra Pina Prata.
Foi ainda diretor-geral da expoCoimbra – Unidade de negócio da AEP – Associação Empresarial de Portugal e ACIC, membro do Fórum Educação para a Cidadania, entre outros cargos.
Já Luís Correia, presidente da União das Freguesias de Eiras e São Paulo de Frades, evidenciou o lado humano de Viana, recordando que era uma daquelas pessoas que “quando precisava, estava”. Para além disso, lembra, “divergíamos muito de opinião, mas essa divergência levava-nos sempre a meios termos”, acabando por ser construtiva.
A viúva, Ana Costa, visivelmente emocionada com o evento, agradeceu o gesto, daquela que considera ser uma “homenagem justa”. E lembrou que o companheiro durante 39 anos era “um apaixonado pelo trabalho. Era uma pessoa que se apaixonava pelas coisas e fazia. Era assim que ele era”.
Apesar do trabalho lhe ter tirado muito tempo, adianta, na altura em que, por doença, ela e o filho precisaram, o marido assumiu o papel de cuidador informal e esteve presente. “Tinha a capacidade de conciliar os diferentes aspetos da vida”, afirmou.
“O meu marido teve sempre intervenção cívica a vários níveis”, salientou. “Fez parte da associações onde morava, de associações nacionais, foi presidente da mesa da assembleia das mulheres do século XXI. Ele apoiava-me nas minhas lutas, e isso são pormenores que pouca gente sabe”, acrescentou.

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