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Trabalho silencioso “tem que chegar aos cidadãos”

06 de às 09h22
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DB/Foto de António Cerca Martins

A eurodeputada socialista Maria Manuel Leitão Marques “abriu as portas” do Parlamento Europeu para conversar com a comunicação social sobre as principais dificuldades que enfrenta enquanto deputada e traçou alguns objetivos para o resto do mandato.
A convite da eurodeputada, o DIÁRIO AS BEIRAS voou até Bruxelas e conversou com Maria Manuel Leitão Marques. Depois de uma visita ao Parlamento Europeu, a eurodeputada vincou a necessidade de se conseguir transmitir melhor as políticas europeias.
“Nós temos dificuldade em passar os ideais europeus. Acho que o facto de estarmos mais distante e ser mais difícil perceber como é que a Europa está governada, há dificuldade em perceber o impacto que as medidas que tomamos aqui têm no dia-a-dia das pessoas”, disse.
Para Maria Manuel Leitão Marques, a distância é um entrave, mas também o tipo de trabalho que se realiza.
“Explicar esta mensagem não tem sido fácil, porque o trabalho que fazemos é muito distante e silencioso. É um trabalho que tem muitas vezes intermediários nacionais. Se fosse fácil as pessoas votariam mais para as eleições europeias”, vincou.

União Europeia ajuda de maneira muito direta

A eurodeputada esclareceu que apesar de a Europa ajudar “de uma maneira muito direta”, as pessoas “ainda não perceberam bem” a importância que as políticas europeias têm no seu dia-a-dia.
Maria Manuel Leitão Marques deu mesmo alguns exemplos em que a Europa é fundamental.
“Se olharmos para o financiamento que vem da União Europeia é logo uma grande ajuda. Por outro lado, 70% da legislação aprovada em Portugal é aprovada primeiramente aqui”, afirmou.

IPN é exemplo de ajuda europeia

Tendo sido eleita em 2019 por Coimbra, a deputada socialista relembrou dois apoios fundamentais a instituições do distrito.
“O nosso primeiro-ministro costuma dizer que em Coimbra nós temos uma grande pérola escondida. O Instituto Pedro Nunes é das melhores incubadoras a nível mundial. Grande parte da investigação do IPN e a sua própria construção foi feita com dinheiro europeu. O Biocant é também um grande exemplo”, frisou.
Um dos trabalhos para o qual a eurodeputada está agora a trabalhar poderá também ser fundamental para a cidade.
“Há um projeto que estamos a trabalhar agora que pode ajudar muito a Coimbra. Estamos a trabalhar no espaço europeu de dados de saúde. Foi muito evidente durante a pandemia que não há um cruzamento dos dados dos pacientes. Eu sou paciente dos Hospitais de Coimbra, faz sentido, se tiver um problema em Bruxelas, que os hospitais aqui tenham acesso à minha ficha de saúde”, salientou.

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