MetroBus vai custar três a quatro milhões por ano
O Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), que deverá entrar em funcionamento em 2024, terá um custo de três a quatro milhões de euros por ano, revelou o presidente da Metro Mondego, entidade que vai gerir o serviço.
A Metro Mondego encontra-se a calcular o custo da operação e a verba anual que terá de ser transferida pela administração central, estimando-se um valor entre “três a quatro milhões de euros por ano”, disse o presidente da empresa, João Marrana.
O contrato de serviço público a ser assinado “ainda não está estabilizado”, com a Metro Mondego a fazer, de momento, uma “atualização dos estudos anteriores e a afetação dos recursos e turnos que serão necessários” para a operação.
Esse contrato irá estabelecer o pagamento anual por parte da administração central para suportar a operação do SMM.
Mais apoio estatal, melhor serviço
João Marrana explicou que, caso haja uma maior disponibilidade por parte do Estado, o SMM pode ter “uma oferta melhor” e, se houver menos, existirá “uma oferta mais contida”.
“É também preciso perceber até onde devemos ir e até que horas o sistema deverá estar a funcionar e isso leva a obrigações de serviço público diferentes”, aclarou.
Relativamente à entidade gestora do sistema intermodal de transportes da região de Coimbra – AGIT, o responsável da Metro Mondego afirmou que o despacho para a criação da estrutura “aguarda publicação” e que os documentos associados estão a ser estabilizados.
Esta entidade “tem de estar em funcionamento” antes do início da operação do SMM, visto que vai determinar a repartição das tarifas entre os vários operadores de transportes na região de Coimbra, com a Metro Mondego a ter como expectativa “não ter tarifa própria”, mas antes uma tarifa intermodal, referiu.
“É necessário que exista uma tal entidade que faça essencialmente pelo menos uma coisa, que é a repartição de receitas que não pode ser feita por nenhuma das partes”, salientou.
Expansão a Condeixa com bons olhos
Apesar de já ter recusado por várias vezes participar na discussão sobre a expansão do SMM, João Marrana vê com bons olhos a criação de uma linha que sirva a margem esquerda do Mondego e Condeixa-a-Nova.
“Dos resultados apresentados, julgo que Condeixa parecia ser o mais promissor, quer em termos de procura, quer em termos de volume de investimento. Acho que faz todo o sentido pensar em expandir o sistema, mas agora estamos focados, sobretudo, em pôr o sistema a funcionar”, vincou.
Questionado sobre a credibilidade do SMM, João Marrana reconheceu a descredibilização do projeto face às duas décadas de “promessas incumpridas”.
“Estou convencido de que vai demorar algum tempo [até o sistema atingir a velocidade de cruzeiro], mas, a partir do momento em que estiver em operação, as pessoas vão aderir, porque vão reconhecer que é um sistema de alta performance bastante diferente do que estão habituados”, referiu.


