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Colóquio em Cantanhede reflete sobre “Ética, Cidadania, Governança e Corrupção”

21 de às 15h23
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Na efervescência dos dias que passam o nosso quotidiano é invadido por notícias que marcam pela dimensão, e pela frequência, com que se negam valores fundamentais numa sociedade democrática. Uma das patologias que mais nos agride, e afeta, coletivamente, é a criminalidade económica e financeira e nesta avulta a centralidade da corrupção.

Efetivamente, no nosso país e nas áreas denominadas de risco, onde estão em causa grandes interesses económicos e decisões de enorme relevância na vida coletiva, que deviam ser pautadas unicamente pelo bem comum, pululam os indícios duma submissão a outras lógicas.

O fenómeno da “patrimonialização” da coisa pública, e da captura do Estado por interesses privados, apresenta hoje a característica fundamental da sua extensão e permanência. Subverte o regime democrático, e, perdendo a natureza de uma mera deriva conjuntural, assume-se como estrutural.

Importa, assim, reavivar a importância da ética nos comportamentos e nas lideranças e equacionar um tema que é fundamental para o nosso futuro coletivo. Esse o objetivo do colóquio “Ética, Cidadania, Governança e Corrupção” que irá decorrer no Centro Social S. Pedro, em Cantanhede, na próxima quinta-feira, pelas 21H15, organizado pelo Município de Cantanhede e pela Comissão Diocesana Justiça e Paz de Coimbra

Serão intervenientes Joana Marques Vidal, Emérita Procuradora Geral da República e o Juiz Conselheiro no Tribunal de Contas José António Mouraz Lopes. O moderador será Manuel Castelo Branco, professor do ISCAC.

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