Lousã: CURA abriu portas à música portuguesa
CURA é o lugar da Música Portuguesa a Gostar Dela Própria (MPAGDP), com sede em Serpins.
Este novo espaço foi inaugurado no fim de semana e tem como objetivo “combater a escassez da oferta cultural na zona centro do país, promover a diversidade artística, revelar tradições, e acima de tudo celebrar a mestria dos nossos anciãos, lutando contra o idadismo, são traves mestras na edificação de uma nova geografia que terá, em Serpins, as suas fundações”.
A CURA conta com um espaço multifunções equipado com sistema de som e projetor de vídeo onde serão exibidos filmes, debates, espetáculos de música ou de dança ou participar em oficinas. Foi também inaugurado a “Tasca Digital” que se apresenta como um espaço de convívio com uma mesa digital interativa, onde se pode assistir aos vídeos do espólio da MPGDP, enquanto se provam vinhos e queijos de várias regiões do país, permitindo uma fruição e um conhecimento interativo do país.
Tratando-se de um espaço físico, a CURA permite o contacto com o outro lado menos visível da Associação MPAGDP, as suas edições, uma revista semestral, Serpins Magazine que pode ser lida e adquirida, tal como os mapas ilustrados por diversos ilustradores.
Na CURA o público vai poder usufruir do espólio único da MPAGDP onde mais de 7.000 vídeos registam as raízes da música portuguesa.
“O projeto precisava de regeneração, de partilha, de escuta presencial. Trazemos assim para um edifício simbólico para a vila, visível de todo o lado e à beira da ponte, o país todo através de parte da sua memória coletiva gravada”, refere Tiago Pereira, diretor artístico da MPAGDP. “Este é um espaço que já foi adega, espaço de aprendizagem de costura, loja de móveis e muitas outras coisas”, acrescentou.
Foram três dias de celebrações das tradições, da oralidade, da música portuguesa onde se destaca a “Parada Musical2 com mais de 300 músicos vindos de todo o país, de Trás-os-Montes ao Alentejo.


