Coimbra: Devolver a esperança com um corte de cabelo
Aristides tenta disfarçar, mas a voz torna-se trémula quando fala sobre o caminho que o levou até ali. “Ali” – às ruas, à solidão e aos dias vazios que o fazem “deambular durante o dia”.
“À noite sinto-me um sem-abrigo”, diz.
O homem, de 57 anos, natural de Seia, ficou sem emprego há sete meses.
“Era cozinheiro no Estabelecimento Prisional de Coimbra, onde tinha 14 reclusos a meu cargo”, conta. Tinha sido contratado por uma empresa de trabalho temporário e, de um dia para o outro, viu-se sem emprego e sem chão. Nestes sete meses tem sido acompanhado pela Associação Integrar – chegou a estar no Centro de Acolhimento e Inserção Social, mas o desejo que mantém é bem maior: “conseguir um emprego na minha área”.
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