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Várias mulheres queixam-se de que é curto o prazo para denúncias no CES

16 de às 15h51
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Um grupo de mulheres criticou, ontem, o curto prazo para apresentação de denúncias de assédio que terão ocorrido no Centro de Estudos Sociais (CES) de Coimbra, depois de ter demorado quatro meses a constituir uma comissão independente.
Em nota de imprensa enviada à agência Lusa o coletivo de mulheres mostrou-se surpreendido por a comissão independente, criada pelo CES da Universidade de Coimbra – que iniciou funções a 1 de agosto – ter estipulado que as denúncias de alegadas situações de assédio deveriam ser submetidas até 30 de setembro.
“Salienta-se à imprensa a surpresa do coletivo [de mulheres] em atestar que, depois do longo tempo levado para instituir a comissão [independente], o CES tenha fixado um período tão exíguo para apresentação de denúncias”, referiu.

Três investigadoras que passaram pelo CES da Universidade de Coimbra denunciaram situações de assédio num capítulo do livro intitulado “Má conduta sexual na Academia – Para uma Ética de Cuidado na Universidade”, o que levou a que os investigadores Boaventura Sousa Santos e Bruno Sena Martins acabassem suspensos de todos os cargos que ocupavam no CES.
Segundo o grupo de mulheres, as vítimas de assédio terão apenas um mês útil para preparar e submeter as suas denúncias, uma vez que a comissão independente foi criada “em pleno início do período de férias”.

Toda a informação na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS da edição de amanhã, quinta-feira

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