Râguebi: Lobos querem provar que têm lugar entre a “alcateia” mundial

Arquivo Rugby Photos by Luís Cabelo – Seleção portuguesa, que vai participar pela 2.ª vez na fase final, foi a última das 20 equipas presentes no Mundial de França2023 a conseguir a qualificação
O râguebi português está de volta aos grandes palcos mundiais. 16 anos depois, os “lobos” voltam a estar presentes na fase final do Campeonato do Mundo e avançam para a segunda participação lusa na principal prova de seleções (10.ª edição do Mundial). Tal como em 2007, França volta a acolher a fase final e, desta vez, Portugal está no grupo C, juntamente com a Austrália, as Ilhas Fiji, a Geórgia e o País de Gales.
É precisamente diante dos “dragões” galeses que Portugal faz a estreia na prova. A partir das 16H45 deste sábado, os comandados de Patrice Lagisquet sobem ao relvado do Allianz Riviera, em Nice, para mostrar que o râguebi português merece estar representado entre as nações mais fortes do planeta.
O desafio dos “lobos” (16.º lugar na hierarquia mundial) para ganhar estatuto dentro de uma “alcateia” com muita qualidade começa hoje frente ao atual 10.º classificado do ranking mundial.
Se Portugal faz a estreia, o País de Gales vai já para a segunda partida em França. A seleção comandada por Warren Gatland bateu as Ilhas Fiji, 32-26, e está no 2.º lugar do grupo com os mesmo cinco pontos da líder Austrália (os “wallabies” ganharam 35-15 à Geórgia).
“Lobos” mais europeus
A formação britânica vai fazer várias alterações para o duelo com Portugal. O ala Louis Rees-Zammit e o número oito Taulupe Faletau são os únicos, da vitória sobre as Ilhas Fiji, que permanecem no 15 inicial.
Já do lado português, com a lesão do 2.º linha José Madeira avança para a equipa inicial Samuel Marques. O conimbricense e ex-jogador da Académica, atualmente no Direito, Manuel Picão, não está nos 23 eleitos para a ficha de jogo (a seleção nacional tem 33 atletas).
“Temos de tentar jogar o nosso melhor, mostrar que melhorámos no “scrum”, nos alinhamentos, nos “mauls”, nas áreas decisivas do jogo. Temos de jogar com a nossa identidade e veremos o que acontece. Mas se pudéssemos ganhar, julgo que seria talvez com muita sorte”, admitiu Patrice Lagisquet.
Portugal tem alguns argumentos, mas o País de Gales parte com favoritismo ( a segunda maior derrota de Portugal aconteceu diante dos galeses-102-11, em 1994). Portugal tem um grupo composto por 23 jogadores nascidos em Portugal e dez luso-descendentes.
No tabuleiro clubístico, 16 atuam em clubes portugueses e 17 mostram-se nos campeonatos secundários gauleses. A partir das 16H45, os “lobos” querem uivar mais alto e domar os “dragões” galeses. A partida pode ser acompanhada em direto na RTP2 e na Sporttv3.
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