{"id":229554,"date":"2022-01-10T12:49:11","date_gmt":"2022-01-10T12:49:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=229554"},"modified":"2022-01-10T12:49:11","modified_gmt":"2022-01-10T12:49:11","slug":"opiniao-viramos-a-pagina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-viramos-a-pagina\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o- Viramos a p\u00e1gina?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Christophe-Coimbra-opi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-213596\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Christophe-Coimbra-opi.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>A grande velocidade, algo perdidos num combate onde n\u00e3o h\u00e1 \u00e1rbitro nem VAR, pass\u00e1mos por 2021 e chegamos a 2022 esperan\u00e7osos que o conhecimento que j\u00e1 levamos do advers\u00e1rio ao fim de mais de dois anos nos permita finalmente ganhar esta luta.<\/p>\n<p>\u00c9 este o meu desejo, e s\u00ea-lo-\u00e1 certamente o da maioria de v\u00f3s.<\/p>\n<p>Que tenhamos todos um excelente 2022.<\/p>\n<p>Deposit\u00e1mos em 2021 a esperan\u00e7a desse poder ser o ano da recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, t\u00ea-lo-\u00e1 sido?<\/p>\n<p>Depois de um 2020 de \u201cnormal\u201d desastre do ponto de vista econ\u00f3mico, com o PIB nacional a ter trimestres com quebras de 16% face ao per\u00edodo hom\u00f3logo, 2021 tinha que nos permitir recuperar.<\/p>\n<p>Come\u00e7ar 2021 (primeiro trimestre) em confinamento n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o permitiu essa recupera\u00e7\u00e3o como ainda agravou o cen\u00e1rio. Mas da\u00ed em diante, o que \u00e9 que \u00e9 poss\u00edvel ler na economia real do nosso pa\u00eds?<\/p>\n<p>Retrato-vos a minha experi\u00eancia, a experi\u00eancia da economia real (n\u00e3o da economia acad\u00e9mica ou da economia governativa), da economia de uma empresa portuguesa como tantas outras em que todos os seus quadros trabalharam no seu limite, horas a fio na luta pela sobreviv\u00eancia do nosso bem comum, a entidade que nos emprega a todos.<\/p>\n<p>E sim, com muitas limita\u00e7\u00f5es, com muito sacrif\u00edcio e at\u00e9 com algum sofrimento, a recupera\u00e7\u00e3o iniciou-se.<\/p>\n<p>O segundo semestre de 2021 foi efetivamente um per\u00edodo de reposi\u00e7\u00e3o de alguma normalidade na vida das pessoas e consequentemente nos neg\u00f3cios e na actividade empresarial.<\/p>\n<p>E \u00e9 aqui que considero que encontramos um ponto-chave necess\u00e1rio \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica do nosso pa\u00eds: normalidade.<\/p>\n<p>Afirmo a normalidade como uma necessidade absoluta no processo de recupera\u00e7\u00e3o e n\u00e3o apenas no contexto pand\u00e9mico.<\/p>\n<p>Afirmo normalidade como uma necessidade tamb\u00e9m no contexto pol\u00edtico.<\/p>\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o encetada pela economia nacional nos \u00faltimos meses n\u00e3o teve outra origem que n\u00e3o a resili\u00eancia das nossas empresas, das suas lideran\u00e7as e dos seus muito dedicados trabalhadores, dado que o apoio governativo teve incid\u00eancia quase em exclusivo para a fase de confinamento, esquecendo por completo a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica p\u00f3s confinamento (pelo menos para a maior parte dos sectores).<\/p>\n<p>Se neste processo, por a\u00e7\u00e3o governativa, outro apoio n\u00e3o houver, que haja a t\u00e3o necess\u00e1ria normalidade. E \u00e9 daqui que adv\u00e9m uma recente preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quem se apresenta a elei\u00e7\u00f5es tem que apresentar as suas ideias. Ideias que naturalmente adv\u00eam (ou deveriam advir) da sua ideologia pol\u00edtica, mas nunca esquecendo o estado e o momento que o pa\u00eds atravessa.<\/p>\n<p>Preocupa-me bastante, enquanto cidad\u00e3o e enquanto empres\u00e1rio, que cada vez mais se assista a uma evolu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica da promessa f\u00e1cil, aquela que de forma aparente trar\u00e1 \u201capenas\u201d melhores resultados nas urnas.<\/p>\n<p>Quando precisamos de recuperar a economia e precisamos de recuperar muitas das nossas empresas (sabendo que a amea\u00e7a das insolv\u00eancias est\u00e1 bem presente e os dados do empreendedorismo &#8211; cria\u00e7\u00e3o de novas empresas &#8211; demonstram estarmos muito longe dos valores pr\u00e9-pand\u00e9micos), entender que a prioridade \u00e9 colocar a sufr\u00e1gio promessas de sal\u00e1rios m\u00ednimos nacionais de 900\u20ac e semanas de trabalho a 4 dias no horizonte de 4 anos faz-me achar que\u2026bem, nem sei o que achar.<\/p>\n<p>Tanto se fala em populismo.<\/p>\n<p>Talvez caiba aqui um tanto desse populismo.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o concorde com fazer \u201cevoluir\u201d o estudo desse modelo de trabalho, que ter\u00e1 obviamente vantagens, apenas acho que o momento n\u00e3o \u00e9 de todo o adequado.<\/p>\n<p>Semanas de trabalho de 4 dias, at\u00e9 os sindicatos concordam n\u00e3o ser uma prioridade. Menos dias de trabalho e mais tempo em fam\u00edlia?<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o aprova?<\/p>\n<p>Qualquer empres\u00e1rio o aprovar\u00e1 facilmente (porque tamb\u00e9m tem fam\u00edlia), desde que haja forma das empresas se manterem competitivas e rent\u00e1veis.<\/p>\n<p>No momento oportuno, com uma economia pujante e em crescimento, coisa t\u00e3o pouco vista no nosso pa\u00eds, talvez possamos discutir o assunto.<\/p>\n<p>Ou melhor, teremos todo o interesse em discutir o assunto.<\/p>\n<p>Se a p\u00e1gina seguinte do livro for a do crescimento econ\u00f3mico, este e outros assuntos poder\u00e3o ter o seu destaque.<\/p>\n<p>Se assim n\u00e3o for, tudo n\u00e3o passar\u00e1 de promessas em tempos de elei\u00e7\u00f5es e de promessas estamos todos fartos. Por mim, viro a p\u00e1gina!<\/p>\n<p>*Por decis\u00e3o pessoal, o autor do texto n\u00e3o escreve segundo o novo Acordo Ortogr\u00e1fico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o concorde com fazer \u201cevoluir\u201d o estudo desse modelo de trabalho, que ter\u00e1 obviamente vantagens, apenas acho que o momento n\u00e3o \u00e9 de todo o adequado<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":213596,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[6725,6726,30,6727],"class_list":["post-229554","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-acao-governativa","tag-christophecoimbra","tag-economia","tag-modelo-de-trabalho"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/229554","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=229554"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/229554\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=229554"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=229554"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=229554"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}