{"id":229920,"date":"2022-01-17T11:27:43","date_gmt":"2022-01-17T11:27:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=229920"},"modified":"2022-01-17T11:27:43","modified_gmt":"2022-01-17T11:27:43","slug":"opiniao-e-a-politica-de-consumidores-tal-como-aos-costumes-os-partidos-dizem-nada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-e-a-politica-de-consumidores-tal-como-aos-costumes-os-partidos-dizem-nada\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: E \u00e0 pol\u00edtica de consumidores, tal como aos \u201ccostumes\u201d, os partidos dizem \u201cNADA\u201d?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/mario-frota-opi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-207804 size-full\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/mario-frota-opi.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>Se quiserem afugentar o investimento, apostem nas pol\u00edticas de consumidores! Pol\u00edtica de consumidores\u2026 \u00e9 coisa que os pol\u00edticos devem execrar!\u201d<\/p>\n<p>(De um antigo Governador Civil da \u00e1rea socialista)<\/p>\n<p>As pol\u00edticas de consumidores, em Portugal, ou inexistem ou t\u00eam uma express\u00e3o residual, meramente circunstancial.<br \/>\nSeria curial que os cidad\u00e3os elegessem os partidos pelas propostas contidas em programas que privilegiassem<br \/>\ntamb\u00e9m tais pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m do que a n\u00edvel europeu se desenha na Nova Agenda do Consumidore (um Plano de Ac\u00e7\u00e3o para o Quinqu\u00e9nio 2021\/2025 ), a saber, medidas articuladas no que tange \u00e0 transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o digital, \u00e0s espec\u00edfi cas necessidades de consumidores hipervulner\u00e1veis e a uma efectiva aplica\u00e7\u00e3o dos direitos, elementar seria se voltassem para a realidade nacional e contemplassem os eixos fundamentais de uma qualquer pol\u00edtica neste dom\u00ednio, assente em pontos fulcrais, a saber:<br \/>\n&#8211; Edif\u00edcio legislativo<br \/>\n&#8211; Edif\u00edcio Institucional<br \/>\n&#8211; Educa\u00e7\u00e3o e Forma\u00e7\u00e3o para o Consumo<br \/>\n&#8211; Informa\u00e7\u00e3o para o Consumo<br \/>\n&#8211; Protec\u00e7\u00e3o do Consumidor<\/p>\n<p>I. EDIF\u00cdCIO LEGISLATIVO: \u201clegislar menos, legislar melhor\u201d<br \/>\nProver \u00e0 edi\u00e7\u00e3o de:<br \/>\n1. C\u00f3digo de Contratos de Consumo<br \/>\n2. C\u00f3digo Penal do Consumo<br \/>\n3. C\u00f3digo do Direito Agro-Alimentar<br \/>\n4. C\u00f3digo de Processo Colectivo<br \/>\n5. Revis\u00e3o do C\u00f3digo da Comunica\u00e7\u00e3o Comercial<br \/>\n5. Estatuto das Associa\u00e7\u00f5es de Consumidores (em vista de uma rigorosa separa\u00e7\u00e3o de<br \/>\n\u00e1guas entre empresas que operam nesta \u00e1rea e institui\u00e7\u00f5es aut\u00eanticas, aut\u00f3nomas e genu\u00ednas)<br \/>\n6. Fundo de Apoio \u00e0s Institui\u00e7\u00f5es de Consumidores (revis\u00e3o do regime em vigor, j\u00e1 que o<br \/>\nactual modelo assenta nas cau\u00e7\u00f5es n\u00e3o resgatadas dos servi\u00e7os p\u00fablicos e n\u00e3o serve como<br \/>\nsuporte permanente das institui\u00e7\u00f5es, nos termos da lei)<\/p>\n<p>II. INSTITUI\u00c7\u00d5ES: N\u00cdVEIS NACIONAL, REGIONAL E MUNICIPAL<br \/>\n1. Cria\u00e7\u00e3o de uma Provedoria do Consumidor (\u00e0 semelhan\u00e7a dos pa\u00edses n\u00f3rdicos, estruturas<br \/>\nfuncionais com \u00edndices de operacionalidade invej\u00e1veis)<br \/>\n2. Cria\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os Municipais de Consumo, com um leque de atribui\u00e7\u00f5es e compet\u00eancias que ora inexistem nos simulacros dos gabinetes residualmente existentes (onde<br \/>\nexistem: cerca de 70 estruturas \u201cmal amanhadas\u201d em 308 munic\u00edpios, para al\u00e9m do herc\u00faleo<br \/>\nlabor dos seus servidores)<br \/>\n3. Cria\u00e7\u00e3o dos Conselhos Municipais de Consumo, tal como o prev\u00ea a Lei h\u00e1 mais de 25 anos<br \/>\n4. Recria\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional do Consumo (com Comiss\u00f5es como a da Seguran\u00e7a do<br \/>\nConsumo, a da Seguran\u00e7a Infantil, a da Comunica\u00e7\u00e3o Comercial\u2026)<\/p>\n<p>III. EDUCA\u00c7\u00c3O E FORMA\u00c7\u00c3O PARA O CONSUMO<br \/>\n1. Defini\u00e7\u00e3o de um Programa Nacional de Forma\u00e7\u00e3o de Formadores<br \/>\n2. Adequa\u00e7\u00e3o dos programas dos diferentes ramos e graus de ensino \u2013 de modo transversal<br \/>\n\u2013 \u00e0s exig\u00eancias do figurino da educa\u00e7\u00e3o para o consumo<br \/>\n3. Defini\u00e7\u00e3o de Programas de Forma\u00e7\u00e3o para o Consumo para Consumidores Seniores e para Institui\u00e7\u00f5es de Forma\u00e7\u00e3o de Adultos e bem assim de Programas de Forma\u00e7\u00e3o para Empres\u00e1rios<\/p>\n<p>IV. INFORMA\u00c7\u00c3O PARA O CONSUMO<br \/>\n1. Programas de Informa\u00e7\u00e3o ao Consumidor no Servi\u00e7o P\u00fablico de Radiodifus\u00e3o \u00c1udio e Audiovisual (RDP), previstos<br \/>\nna lei h\u00e1 mais de 25 anos e sem concretiza\u00e7\u00e3o<br \/>\n2. Campanhas institucionais de informa\u00e7\u00e3o sempre que o ordenamento sofra altera\u00e7\u00f5es<br \/>\n3. Edi\u00e7\u00e3o de manuais explicativos dos direitos em vista da sua difus\u00e3o pelas escolas e pela comunidade em geral<\/p>\n<p>V. PROTEC\u00c7\u00c3O DO CONSUMIDOR:<br \/>\nV. I. A ESCRUPULOSA GARANTIA DA LEGALIDADE<\/p>\n<p>1. Pela consequente interven\u00e7\u00e3o das Autoridades com efectiva interven\u00e7\u00e3o no Mercado<br \/>\n2. Sistem\u00e1tico expurgo do ordenamento jur\u00eddico de leis in\u00fateis, excrescentes, sobrepostas, de molde a reduzir o<br \/>\nacervo normativo, para al\u00e9m da codifica\u00e7\u00e3o, ali\u00e1s, j\u00e1 aventada, de base compilat\u00f3ria, do regime jur\u00eddico dos contratos de<br \/>\nconsumo<br \/>\n3. Instaura\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de ac\u00e7\u00f5es colectivas pelas entidades p\u00fablicas dotadas de legitimidade em ordem \u00e0 tutela<br \/>\nde interesses individuais homog\u00e9neos, colectivos e difusos<\/p>\n<p>V. II. VIAS ALTERNATIVAS DE RESOLU\u00c7\u00c3O DE LIT\u00cdGIOS<br \/>\n4. Reflex\u00e3o em torno das sobreposi\u00e7\u00f5es tribunais arbitrais\/julgados de paz<br \/>\n5. Eventual defini\u00e7\u00e3o de um s\u00f3 modelo: compet\u00eancia gen\u00e9rica e compet\u00eancia especializada com o alargamento em<br \/>\nraz\u00e3o no valor \u00e0 al\u00e7ada da segunda inst\u00e2ncia ( 30 000\u20ac)<br \/>\n6. Prover \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o global do territ\u00f3rio com estruturas que dirimam conflitos do jaez destes para tornar os cidad\u00e3os<br \/>\niguais perante a lei.<br \/>\nSeria elementar que, para al\u00e9m da inser\u00e7\u00e3o no programa, os eventuais prop\u00f3sitos a tal prop\u00f3sito manifestados se<br \/>\ncumprissem deveras quando fossem Governo.<br \/>\nDe outro modo, os consumidores ser\u00e3o sempre uma carta fora do baralho, como parece convir, ali\u00e1s!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se quiserem afugentar o investimento, apostem nas pol\u00edticas de consumidores! 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