{"id":231046,"date":"2022-02-02T10:33:29","date_gmt":"2022-02-02T10:33:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=231046"},"modified":"2022-02-02T10:33:29","modified_gmt":"2022-02-02T10:33:29","slug":"opiniao-cantares-de-polybio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-cantares-de-polybio\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: \u201cCantares\u201d de Polybio"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Jorge-Castilho.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-206925\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Jorge-Castilho.jpg\" alt=\"\" width=\"1213\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>Polybio \u00e9 um nome pouco comum.<\/p>\n<p>De origem grega, significa entre outras coisas, que goza de abund\u00e2ncia, que \u00e9 rico.<\/p>\n<p>Um dos mais famosos Polybios da Hist\u00f3ria nasceu na cidade grega de Megal\u00f3polis no ano de 203 antes de Cristo, foi ge\u00f3grafo e historiador. Outro nasceu em Penacova a 20 de Maio de 1928, \u00e9 m\u00e9dico e um excelente contador de hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Ora \u00e9 deste \u00faltimo que aqui venho tratar hoje, a pretexto de um novo livro que acaba de escrever e que vai ser lan\u00e7ado em Coimbra no s\u00e1bado da pr\u00f3xima semana (dia 12 ).<\/p>\n<p>Come\u00e7o por referir que o nome raro se lhe aplica na perfei\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que ele \u00e9 um homem riqu\u00edssimo em amigos e admiradores e senhor de uma invej\u00e1vel abund\u00e2ncia de juventude de esp\u00edrito, de dinamismo e de talentos v\u00e1rios \u2013 que v\u00e3o desde a m\u00fasica ao versejar.<\/p>\n<p>Polybio Serra e Silva veio para Coimbra h\u00e1 quase nove d\u00e9cadas, com apenas 5 anos. Conclu\u00eddo o ensino secund\u00e1rio, matriculou-se em Engenharia.<\/p>\n<p>Mas um triste acontecimento viria a alterar-lhe o rumo: pouco depois dessa matr\u00edcula, faleceu sua M\u00e3e, que acalentava o sonho de ter um filho m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Consternado com a perda da M\u00e3e, o jovem Polybio quis homenage\u00e1-la concretizando esse sonho, pelo que abandonou a Engenharia e foi matricular-se em Medicina.<\/p>\n<p>Em boa hora o fez, pois assim se iniciou uma extraordin\u00e1ria carreira como m\u00e9dico e como Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra \u2013 de que \u00e9 Catedr\u00e1tico jubilado.<\/p>\n<p>Antes disso, conseguiu conciliar a exig\u00eancia dos estudos de Medicina com uma intensa e diversificada participa\u00e7\u00e3o na vida acad\u00e9mica e no movimento associativo.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m de outras actividades, no \u00faltimo dos seis anos da licenciatura foi, simultaneamente, Delegado de Curso, Vice-Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Acad\u00e9mica de Coimbra (AAC), Presidente da Tuna Acad\u00e9mica da Universidade de Coimbra (TAUC), Presidente da Comiss\u00e3o Central da Queima das Fitas e membro de um grupo de fados e guitarradas.<\/p>\n<p>Tudo isto sem prejudicar o seu desempenho escolar na Faculdade de Medicina!<\/p>\n<p>De toda esta actividade deve destacar-se a sua participa\u00e7\u00e3o, a 4 de Abril de 1954, na \u201cac\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria\u201d que ficou conhecida como a \u201cTomada da Bastilha II\u201d.<\/p>\n<p>Dessa ousada iniciativa, que esteve prestes a ser reprimida com viol\u00eancia pela pol\u00edcia, viria a resultar a constru\u00e7\u00e3o da nova sede da Associa\u00e7\u00e3o Acad\u00e9mica de Coimbra (incluindo o Teatro Acad\u00e9mico de Gil Vicente).<\/p>\n<p>\u00c9 S\u00f3cio Honor\u00e1rio da Tuna Acad\u00e9mica da Universidade de Coimbra (TAUC) e Presidente Honor\u00e1rio da Associa\u00e7\u00e3o dos Antigos Tunos da Universidade de Coimbra (AATUC), da qual foi cofundador.<\/p>\n<p>Com o seu invulgar sentido de humor, mas tamb\u00e9m com indisfar\u00e7ado orgulho, assume-se como \u201cbandoleiro\u201d da Tuna, numa alus\u00e3o ao facto de nela tocar bandola. Quando a TAUC celebrou os 130 anos homenageou-o, distinguindo-o com o t\u00edtulo de \u201cTuno ad aeternum\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 membro da AAEC desde a sua funda\u00e7\u00e3o, presidindo ao respectivo Conselho Geral desde 2018.<\/p>\n<p>N\u00e3o vou focar a sua carreira como m\u00e9dico, professor e investigador, pois seriam precisas v\u00e1rias p\u00e1ginas deste jornal para esse efeito.<\/p>\n<p>Quanto ao livro que vai ser lan\u00e7ado no dia 12, intitula-se \u201cCantares \u2013 Para gostar de envelhecer\u201d, est\u00e1 escrito em verso e tem ilustra\u00e7\u00f5es do pintor Victor Costa.<\/p>\n<p>A sess\u00e3o de lan\u00e7amento do livro decorrer\u00e1 no Pavilh\u00e3o Centro de Portugal, a partir das 15 horas, estando a apresenta\u00e7\u00e3o a cargo do Prof. Doutor Jo\u00e3o Nuno Calv\u00e3o da Silva, Vice-Reitor da Universidade de Coimbra.<\/p>\n<p>Haver\u00e1 ainda momentos musicais, de que me permito salientar um que entrar\u00e1 na hist\u00f3ria da Can\u00e7\u00e3o de Coimbra: Napole\u00e3o Amorim \u2013 que, quase a completar uns magn\u00edficos 98 anos, \u00e9 o mais veterano dos int\u00e9rpretes \u2013, ir\u00e1 cantar, acompanhado \u00e0 guitarra por Sim\u00e3o Mota, um dos mais jovens e virtuosos executantes actuais da guitarra coimbr\u00e3.<\/p>\n<p>\u00c0 viola estar\u00e1 um veterano consagrado, Humberto Matias, e haver\u00e1 ainda outra voz de reconhecido m\u00e9rito, a de Nuno Oliveira.<\/p>\n<p>Resta sublinhar que, por causa da pandemia, a entrada (que \u00e9 gratuita), ser\u00e1 limitada a cem pessoas e obedecer\u00e1 \u00e0s determina\u00e7\u00f5es da Direc\u00e7\u00e3o-Geral da Sa\u00fade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Come\u00e7o por referir que o nome raro se lhe aplica na perfei\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que ele \u00e9 um homem riqu\u00edssimo em amigos e admiradores e senhor de uma invej\u00e1vel abund\u00e2ncia de juventude de esp\u00edrito, de dinamismo e de talentos v\u00e1rios \u2013 que v\u00e3o desde a m\u00fasica ao versejar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":206925,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[7036,259,7037],"class_list":["post-231046","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-cantares","tag-jorge-castilho","tag-polybio"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/231046","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=231046"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/231046\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=231046"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=231046"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=231046"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}