{"id":233111,"date":"2022-03-02T10:51:04","date_gmt":"2022-03-02T10:51:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=233111"},"modified":"2022-03-02T10:51:04","modified_gmt":"2022-03-02T10:51:04","slug":"opiniao-ha-sempre-alguem-que-resiste-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-ha-sempre-alguem-que-resiste-2\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: H\u00e1 sempre algu\u00e9m que resiste"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/transferir.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-233116\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/transferir.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>Neste m\u00eas de mar\u00e7o, em que se celebra o Dia do Estudante, completam-se 60 anos da crise acad\u00e9mica de 1962.<\/p>\n<p>Ao olhar para a hist\u00f3ria das lutas estudantis, entre as quais as crises de 1962 e de 1969, identifica-se a preponder\u00e2ncia do papel da Academia de Coimbra.<\/p>\n<p>Em 1962, quando a rela\u00e7\u00e3o entre os estudantes universit\u00e1rios e o Estado Novo se foi agravando e a tens\u00e3o foi aumentando, os estudantes n\u00e3o se calaram.<\/p>\n<p>Mesmo sob repress\u00e3o, as Associa\u00e7\u00f5es Acad\u00e9micas n\u00e3o pararam.<\/p>\n<p>Mesmo quando proibidas de o fazer, assinalaram o Dia do Estudante a 24 de mar\u00e7o, acabando por ver os seus esfor\u00e7os travados pelas for\u00e7as policiais.<\/p>\n<p>Mas algo que na altura n\u00e3o parava, e agora tamb\u00e9m n\u00e3o parar\u00e1, \u00e9 a irrever\u00eancia e a vontade de serem ouvidos.<\/p>\n<p>\u00c9 isto que caracteriza o movimento estudantil.<\/p>\n<p>Em tempos, como resposta \u00e0 opress\u00e3o, realizavam-se greves, conv\u00edvios e manifesta\u00e7\u00f5es de rua que eram duramente reprimidas.<\/p>\n<p>Existe atualmente uma ideia generalizada de que o movimento estudantil se encontra enfraquecido.<\/p>\n<p>Cabe a todo o movimento estudantil mostrar que isso n\u00e3o \u00e9 verdade.<\/p>\n<p>Muitas s\u00e3o as causas pelas quais temos de lutar, em conjunto, com for\u00e7a: por mais a\u00e7\u00e3o social, pela redu\u00e7\u00e3o da propina, por mais acessibilidades, mais habita\u00e7\u00e3o digna, mais apoio \u00e0 sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>O nosso papel \u00e9 tamb\u00e9m o da interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica na sociedade.<\/p>\n<p>De forma genu\u00edna, interessada e consciente, o nosso papel enquanto estudantes \u00e9 o de agentes da mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>A nossa irrever\u00eancia deve, tamb\u00e9m, ser canalizada para a\u00e7\u00f5es solid\u00e1rias.<\/p>\n<p>O conflito entre a R\u00fassia e a Ucr\u00e2nia \u00e9 algo demasiado premente para n\u00e3o receber a nossa aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m aqui que a Associa\u00e7\u00e3o Acad\u00e9mica de Coimbra interv\u00e9m, de forma solid\u00e1ria, simb\u00f3lica e pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u00c9 tempo de mostrar que o movimento estudantil est\u00e1 forte, quer ser valorizado e \u00e9 tempo de unir for\u00e7as para o bem dos estudantes.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma causa de todo o movimento estudantil.<\/p>\n<p>A revitaliza\u00e7\u00e3o do movimento estudantil depende de n\u00f3s estudantes.<\/p>\n<p>A defesa das lutas estudantis depende de n\u00f3s, estudantes.<\/p>\n<p>No m\u00eas em que se celebram 60 anos da crise acad\u00e9mica de 1962, o m\u00eas do Dia do Estudante, o m\u00eas em que se realiza um Encontro Nacional de Dire\u00e7\u00f5es Associativas, este pode ser um momento de reafirma\u00e7\u00e3o de todo o movimento estudantil.<\/p>\n<p>Os tempos mudam e as causas tamb\u00e9m, mas o que n\u00e3o pode mudar \u00e9 a vontade de fazer diferente, de fazer melhor.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que o movimento estudantil, com o papel vital que tem, resiste.<\/p>\n<p>E tem de resistir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Opini\u00e3o de Jo\u00e3o Pedro Caseiro. &#8220;Ao olhar para a hist\u00f3ria das lutas estudantis, entre as quais as crises de 1962 e de 1969, identifica-se a preponder\u00e2ncia do papel da Academia de 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