{"id":233689,"date":"2022-03-09T12:51:13","date_gmt":"2022-03-09T12:51:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=233689"},"modified":"2022-03-09T12:51:13","modified_gmt":"2022-03-09T12:51:13","slug":"opiniao-sns-volta-a-niveis-pre-pandemia-mas-falta-iniciar-as-reformas-estruturais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-sns-volta-a-niveis-pre-pandemia-mas-falta-iniciar-as-reformas-estruturais\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o &#8211; SNS volta a n\u00edveis pr\u00e9-pandemia, mas falta iniciar as Reformas Estruturais"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/2021\/01\/opiniao-covid-19-confinamento-obrigatorio-mas-evitavel\/joao-rodrigues-opi\/\" rel=\"attachment wp-att-209417\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-209417\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Joao-Rodrigues-opi.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade (SNS) conseguiu voltar, em finais de 2021 (dados do <a href=\"https:\/\/www.sns.gov.pt\/transparencia\/\">portal da transpar\u00eancia<\/a>), aos n\u00edveis pr\u00e9-pandemia ( 2019 ), a n\u00edvel hospitalar com mais de 613 mil cirurgias e 12,4 milh\u00f5es de consultas hospitalares, mas faltou recuperar o que a pandemia de covid-19 suspendeu em 2020.<br \/>\nNas consultas hospitalares a realidade n\u00e3o foi toda igual: comparando o ano passado com o ano de 2019, houve menos primeiras consultas (-48.223 ) e s\u00f3 se conseguiu fazer chegar o valor total ao n\u00edvel da pr\u00e9-pandemia com as consultas subsequentes ( 8.898.576 em 2021, mais 53 mil).<br \/>\nNos Centros de Sa\u00fade, a quebra tamb\u00e9m foi abrupta no primeiro ano de pandemia. Todavia, em 2021 os servi\u00e7os j\u00e1 conseguiram fazer mais, mas, por exemplo, nas consultas presenciais os n\u00fameros ainda est\u00e3o longe dos valores pr\u00e9-pand\u00e9micos: em 2019 os dados oficiais apontam para mais de 20,7 milh\u00f5es de consultas presenciais, enquanto em 2021 este valor se ficou pelos 14,5 milh\u00f5es. Contudo, esta diferen\u00e7a foi compensada pelas consultas n\u00e3o presenciais, que mais do que duplicaram em dois anos de pandemia: em 2019 fizeram-se 9,2 milh\u00f5es e em 2021 foram mais de 20,1 milh\u00f5es, consultas essas que a pandemia demonstrou serem necess\u00e1rias, mesmo sem pandemia, mudando o paradigma do acesso aos Centros de Sa\u00fade.<br \/>\nH\u00e1 movimentos que se iniciaram com a pandemia, ganharam for\u00e7a e j\u00e1 n\u00e3o poder\u00e3o voltar para tr\u00e1s como por exemplo, o <a href=\"https:\/\/www.sns24.gov.pt\/\">Centro de Contacto do SNS 24<\/a> que foi um instrumento poderoso na pandemia, quer na orienta\u00e7\u00e3o de doentes, quer para a marca\u00e7\u00e3o de testes e na desburocratiza\u00e7\u00e3o (envio autom\u00e1tico de certificados).<br \/>\nAprendemos por isso, na necessidade de continuar a apostar na simplifica\u00e7\u00e3o de processos, apostando no atendimento telef\u00f3nico com recurso a intelig\u00eancia artificial e na elimina\u00e7\u00e3o de burocracias.<br \/>\nDeve acabar-se com o limite de 12 dias nas baixas iniciais e de 30 dias nas outras baixas. Nos Servi\u00e7os de Urg\u00eancia deve ser poss\u00edvel emitir baixas, assim como, nos Hospitais quando n\u00e3o h\u00e1 respostas internas deve ser poss\u00edvel emitir tratamentos de medicina f\u00edsica e reabilita\u00e7\u00e3o no ambulat\u00f3rio, entre outros.<br \/>\nApostar na transforma\u00e7\u00e3o digital centrada no cidad\u00e3o, come\u00e7ando por generalizar o <a href=\"https:\/\/www.spms.min-saude.pt\/2020\/07\/registo-de-saude-eletronico\/\">Registo de Sa\u00fade digital \u00fanico<\/a>, independentemente dos doentes estarem nos hospitais, Centros de Sa\u00fade e\/ou cuidados continuados, gerindo de forma eficaz e integrada o percurso dos utentes com a cria\u00e7\u00e3o de bases de dados integradas que sejam interoperacionais e permitam evitar a duplica\u00e7\u00e3o de exames, perdas de efici\u00eancia, desperd\u00edcio de recursos e falta de respostas atempadas.<br \/>\nOutra reforma estrutural que urge acelerar \u00e9 a do Hospital de hoje com a cria\u00e7\u00e3o dos centros de responsabilidade integrada (CRI), modelo que permite introduzir diversidade dentro dos hospitais, premiando o desempenho dos melhores.<br \/>\nReformar o hospital: menos urg\u00eancias, mais hospitais de dia e consultas abertas, mais consultas dentro do hospital e na comunidade, centros de diagn\u00f3sticos no ambulat\u00f3rio com postos de colheita pr\u00f3ximo das popula\u00e7\u00f5es, hospitaliza\u00e7\u00e3o domicili\u00e1ria, cirurgias de ambulat\u00f3rio e ter mais especialistas a partilhar territ\u00f3rio num trabalho em rede.<br \/>\nUma das amea\u00e7as mais graves \u00e9 a desnata\u00e7\u00e3o de recursos humanos m\u00e9dicos com uma sangria brutal para a Medicina Privada e para o estrangeiro, sendo por isso, recomendado eleger como reforma principal do SNS a promo\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas que motivem os profissionais de sa\u00fade a todos os n\u00edveis do SNS.<br \/>\nO \u00faltimo relat\u00f3rio <a href=\"https:\/\/www.oecd.org\/health\/health-at-a-glance\/\">\u201cHealth at a Glance\u201d da OCDE<\/a> tra\u00e7a de negro a realidade salarial dos m\u00e9dicos e enfermeiros portugueses no SNS e no privado.<br \/>\nA situa\u00e7\u00e3o \u00e9 m\u00e1 com profissionais \u201cpresos\u201d anos a fio nas mesmas categorias remunerat\u00f3rias, mesmo ap\u00f3s terem feito especializa\u00e7\u00f5es.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 SNS sem recursos humanos satisfeitos e compensados. O SNS n\u00e3o conseguir\u00e1 manter a sua vitalidade, nomeadamente atrav\u00e9s da reten\u00e7\u00e3o dos profissionais que forma, sem uma reforma das carreiras profissionais e sem a generaliza\u00e7\u00e3o, \u00e0 semelhan\u00e7a do sistema retributivo misto que existe no modelo B das Unidades de Sa\u00fade Familiar (USF), onde h\u00e1 um vencimento-base, incentivos financeiros e n\u00e3o financeiros que premeiam o bom desempenho qualitativo e quantitativo desses profissionais.<br \/>\nEm suma, o tempo \u00e9 de valoriza\u00e7\u00e3o dos recursos humanos do SNS assente em tr\u00eas pilares: carreiras e sistema retributivo misto, SIMPLEX na Sa\u00fade e mais autonomia com mais responsabilidade das unidades de sa\u00fade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Rodrigues, M\u00e9dico de Fam\u00edlia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":209417,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[932,454,35,433],"class_list":["post-233689","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-covid-19","tag-politica","tag-saudedb","tag-sns"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/233689","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=233689"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/233689\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=233689"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=233689"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=233689"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}