{"id":234800,"date":"2022-03-25T10:40:53","date_gmt":"2022-03-25T10:40:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=234800"},"modified":"2022-03-25T10:40:53","modified_gmt":"2022-03-25T10:40:53","slug":"opiniao-viva-odessa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-viva-odessa\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Viva Odessa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/paulo-almeida-opi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-226292\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/paulo-almeida-opi.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>Vi na televis\u00e3o uma reportagem sobre a cidade de Odessa, prestes a ser invadida pelos russos comandados por Putin. Na pe\u00e7a jornal\u00edstica, real\u00e7ava-se o contraste entre o sarcasmo que os mun\u00edcipes de Odessa dedicam aos soldados russos e a tristeza de duas mulheres que disseram nunca na vida terem imaginado a possibilidade de serem refugiadas. Mesmo em tempos de guerra, o humor \u00e9 uma \u201carma\u201d. Se algum dia formos invadidos, nunca seremos refugiados, ao contr\u00e1rio dos ucranianos. A \u00fanica fronteira terrestre portuguesa \u00e9 com Espanha, pelo que seremos, no m\u00e1ximo, n\u00e1ufragos, nunca refugiados. E como pouco ou nenhum humor temos, arma alguma teremos para atirar ao inimigo. Estamos \u201cfeitos ao bife\u201d.<br \/>\nA \u00fanica maneira de nos safarmos, se formos invadidos, ser\u00e1 pelo desenrascan\u00e7o, a \u00fanica e genu\u00edna arma portuguesa. A alta virtude do desenrascan\u00e7o \u00e9, em primeiro lugar, usar as mesmas letras da palavra \u201calta\u201d (que pouco tem a ver com o povo portugu\u00eas) e transform\u00e1-la em \u201clata\u201d, a faculdade de agirmos desobrigados de quaisquer liga\u00e7\u00f5es morais. H\u00e1 que desenrascar a qualquer custo, e a moral nem pre\u00e7o tem.<br \/>\nSe falharmos em demonstrar a priori a fraude de qualquer invas\u00e3o, pois ningu\u00e9m imagina o que um pa\u00eds invasor pode querer de Portugal, teremos de avan\u00e7ar em for\u00e7a na publicidade do constrangimento do invasor, evidenciando que se enganou, que obviamente n\u00e3o alcan\u00e7ou nenhum dos seus objectivos, porque alicer\u00e7ados em falsas premissas.<br \/>\nSeremos, contudo, tolerantes. Negociaremos a sua sa\u00edda como se de uma rendi\u00e7\u00e3o nossa se tratasse. Pura poesia da apar\u00eancia, sob pena de nos tornamos \u201cchatos como a potassa\u201d, pois n\u00e3o temos por onde fugir, nunca seremos refugiados. Colocar-se-\u00e1 ent\u00e3o a quest\u00e3o ao invasor: ou \u201csai de fininho\u201d, ou tem de \u201cnos gramar\u201d. A nossa capacidade de sermos insuport\u00e1veis ultrapassa qualquer h\u00e1bito casamenteiro, n\u00e3o tem v\u00e1lvula de escape, nenhuma compensa\u00e7\u00e3o m\u00ednima. Seremos o pior dos terrores para o invasor.<br \/>\nE quando nos deixarem, voltaremos \u00e0s nossas tricas e intrigas, aos nossos segredos mais bem guardados que despertam a paix\u00e3o dos nossos sentidos. Exaltaremos ent\u00e3o, mais uma vez, o nosso amor por Portugal, o amor que sem hesitar despreza qualquer lei para sobreviver. Da mesma forma devem sentir os ucranianos pela sua p\u00e1tria. Um amor que todos dev\u00edamos sentir para impedir o desaparecimento da humanidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Opini\u00e3o de Paulo Almeida. &#8220;Vi na televis\u00e3o uma reportagem sobre a cidade de Odessa, prestes a ser invadida pelos russos comandados por Puti&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":226292,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[458],"class_list":["post-234800","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-paulo-almeida"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/234800","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=234800"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/234800\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=234800"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=234800"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=234800"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}