{"id":234841,"date":"2022-03-25T16:52:14","date_gmt":"2022-03-25T16:52:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=234841"},"modified":"2022-03-25T16:52:14","modified_gmt":"2022-03-25T16:52:14","slug":"rastreio-e-terapeuticas-podem-explicar-mortalidade-por-cancro-gastrico-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/rastreio-e-terapeuticas-podem-explicar-mortalidade-por-cancro-gastrico-em-portugal\/","title":{"rendered":"Rastreio e terap\u00eauticas podem explicar mortalidade por cancro g\u00e1strico em Portugal"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_220199\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/04-consultas-hospital-DR.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-220199\" class=\"wp-image-220199\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/04-consultas-hospital-DR.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"773\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-220199\" class=\"wp-caption-text\">DR<\/p><\/div>\n<p data-uw-styling-context=\"true\">O rastreio precoce e as opera\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas usadas na fase inicial do cancro g\u00e1strico explicam a diferen\u00e7a entre a mortalidade em Portugal e na Coreia do Sul, conclu\u00edram investigadores do Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade, no Porto.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">Em comunicado, o Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade da Universidade do Porto (i3S) explica hoje que o estudo visava perceber porque \u00e9 que a mortalidade por cancro g\u00e1strico em Portugal \u00e9 \u201celevada\u201d e \u201cest\u00e1 a aumentar\u201d e na Coreia do Sul, apesar do \u201cn\u00famero de casos ser dos mais elevados do mundo\u201d, a mortalidade \u00e9 \u201cmuito mais baixa e est\u00e1 a diminuir\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">Para responder a esta quest\u00e3o, os investigadores avaliaram coortes de doentes com cancro g\u00e1strico dos dois pa\u00edses, tanto a n\u00edvel molecular, como a n\u00edvel de abordagem terap\u00eautica e cir\u00fargica.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">A investiga\u00e7\u00e3o, publicada na revista International Journal of Cancer, concluiu que o rastreio precoce e as opera\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas e cir\u00fargicas usadas na Coreia do Sul, numa fase inicial do tumor, \u201cfazem a diferen\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">Recorrendo a amostras de tumores g\u00e1stricos de 170 doentes n\u00e3o sujeitos a quimioterapia do Centro Hospitalar Universit\u00e1rio de S\u00e3o Jo\u00e3o (CHUSJ) e de 367 doentes da Coreia do Sul, a investiga\u00e7\u00e3o tentou encontrar alguma diferen\u00e7a a n\u00edvel molecular que \u201cjustificasse a maior agressividade dos tumores de doentes portugueses e a alta mortalidade\u201d, refere, citada no comunicado, a primeira autora do artigo, Carla Pereira.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">\u201cVerificamos que nas amostras de doentes portugueses que tinham a caderina-E alterada e a prote\u00edna CD44v6 muito elevada, os doentes tinham pior sobrevida e isso revelou-se particularmente evidente nos estadios I e I, causando taxas de mortalidade mais elevadas do que as esperadas nestes estadios iniciais\u201d, salienta a coautora do artigo, Gabriela Almeida.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">Os tumores com estas caracter\u00edsticas, que em Portugal se manifestaram em 12,4% dos doentes e na Coreia do Sul em 11,9%, \u201crevelaram-se particularmente agressivos\u201d ao invadir \u201cmais profundamente\u201d a parede g\u00e1strica e permeando \u201cmais frequentemente\u201d a vasculatura e os nervos.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">Depois de analisar as amostras dos doentes sul-coreanos e portugueses, os investigadores verificaram que, a n\u00edvel molecular, os tumores eram igualmente agressivos, mas que quanto ao n\u00edvel de sobrevida a diferen\u00e7a era \u201cabismal\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">\u201cOs doentes da Coreia do Sul com cancros em estadios iniciais e caderina-E alterada e a prote\u00edna CD44v6 muito elevada quase n\u00e3o morrem\u201d, observa o comunicado.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">Segundo Carla Oliveira, tal pode ser explicado porque \u201cna Coreia do Sul existe um rastreio de cancro do est\u00f4mago que permite detetar muitos casos precocemente\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">\u201cEm m\u00e9dia, os estadios precoces na Coreia do Sul s\u00e3o detetados 10 anos antes dos portugueses\u201d, afirma, adiantando que tamb\u00e9m os coreanos s\u00e3o \u201cmuito mais agressivos nas cirurgias\u201d, mesmo em casos em fases iniciais.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">\u201cOs doentes coreanos inclu\u00eddos neste estudo foram sujeitos a remo\u00e7\u00e3o de um n\u00famero maior de n\u00f3dulos linf\u00e1ticos do que os doentes portugueses, que estariam possivelmente metastizados, diminuindo os riscos associados \u00e0 agressividade dos tumores com express\u00e3o anormal de caderina-E e express\u00e3o muito alta de CD44v6\u201d, esclareceu.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">A investigadora salienta ainda que em Portugal \u201cfazem-se cirurgias mais conservadoras em estadios precoces\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">O estudo contou com a colabora\u00e7\u00e3o do CHUSJ, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), do Instituto Polit\u00e9cnico de Coimbra, da Universidade de Uppsala (Su\u00e9cia), do Hospital Universit\u00e1rio de Seoul, da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de Seul e do Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o em Cancro de Seoul.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em comunicado, o Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade da Universidade do Porto (i3S) explica hoje que o estudo visava perceber porque \u00e9 que a mortalidade por cancro g\u00e1strico em Portugal \u00e9 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