{"id":235430,"date":"2022-04-04T11:03:08","date_gmt":"2022-04-04T10:03:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=235430"},"modified":"2022-04-04T11:03:08","modified_gmt":"2022-04-04T10:03:08","slug":"opiniao-invasao-da-ucrania-pela-russia-marca-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-invasao-da-ucrania-pela-russia-marca-2022\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: &#8220;Invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia pela R\u00fassia marca 2022&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Arnaldo-Coelho-opi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-207318\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Arnaldo-Coelho-opi.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>A invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia pela R\u00fassia (n\u00e3o lhe chamo uma guerra porque se trata, de facto, de uma invas\u00e3o), veio marcar, da pior forma poss\u00edvel, o ano de 2022. Para al\u00e9m da devasta\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds soberano, para al\u00e9m de 40 milh\u00f5es de Ucranianos com as suas vidas suspensas (infelizmente, muitas delas perdidas), ela veio trazer mudan\u00e7as t\u00e3o profundas \u00e0 vida das pessoas em geral e ao cen\u00e1rio internacional, que muitos falam j\u00e1 de uma nova ordem mundial. Na verdade, n\u00e3o s\u00e3o antecip\u00e1veis o desfecho deste cen\u00e1rio e muito menos os impactos econ\u00f3micos e sociais que ter\u00e1. Do mesmo modo, as atividades empresariais est\u00e3o a sofrer um abalo \u00edmpar e a enfrentar desafios novos, exigindo das empresas o melhor das suas compet\u00eancias e da sua agilidade.<br \/>\nAinda assim, h\u00e1 alguns aspetos interessantes que merecem ser destacados e que se podem transformar em oportunidades. Desde logo, na sequ\u00eancia da crise nas cadeias de investimento que vem desde a pandemia, os impactos desta invas\u00e3o nos pre\u00e7os das energias e das mat\u00e9rias-primas criaram nos mercados uma expectativa geral e um clima de aceita\u00e7\u00e3o para uma subida geral de pre\u00e7os. Esta \u00e9 uma excelente oportunidade para muitas empresas e alguns sectores para promoverem uma atualiza\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os que h\u00e1 muito tempo n\u00e3o conseguiam. E este clima de aceita\u00e7\u00e3o vai para al\u00e9m do consumidor final e estende-se ao longo das cadeias de abastecimento. Claro que estamos j\u00e1 a assistir a um cen\u00e1rio de infla\u00e7\u00e3o generalizada, que desperta in\u00fameras preocupa\u00e7\u00f5es, mas que, tamb\u00e9m, faz surgir algumas oportunidades e pode gerar algum dinamismo.<br \/>\nEm paralelo, os sectores mais dependentes das energias, est\u00e3o a sofrer j\u00e1 um impacto substancial. Ainda assim, tratando-se de um cen\u00e1rio que, \u00e0 escala global, est\u00e1 a apanhar todas as empresas por igual, isto vai criar a oportunidade para as empresas melhorarem o seu desempenho energ\u00e9tico e ambiental. Digamos que as empresas v\u00e3o ter um tempo para redesenharem as suas estrat\u00e9gias tecnol\u00f3gicas e energ\u00e9ticas, de forma a fazer face \u00e0 necessidade de cumprir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) da agenda 2030.<br \/>\nEntretanto, o mundo assistir\u00e1 a um redesenho das cadeias log\u00edsticas, que diminua as depend\u00eancias dos grandes espa\u00e7os econ\u00f3micos como a Europa e Estados Unidos, de pa\u00edses e regi\u00f5es menos est\u00e1veis ou menos previs\u00edveis. Este des\u00edgnio j\u00e1 estava em curso, no que respeita \u00e0 depend\u00eancia da China e do Oriente e agora, continuar\u00e1, com a diversifica\u00e7\u00e3o das fontes de abastecimento de energias. Tamb\u00e9m aqui surgem novas e importantes oportunidades de neg\u00f3cio e de desenvolvimento, particularmente para pa\u00edses como Portugal que ainda est\u00e3o na transi\u00e7\u00e3o de mercados de subcontrata\u00e7\u00e3o para economias mais maduras.<br \/>\nN\u00e3o esque\u00e7amos ainda que a Europa, nos pr\u00f3ximos anos, ter\u00e1 que adotar pol\u00edticas mais expansionistas para ajudar a evitar o colapso das suas economias e para assegurar o esfor\u00e7a armamentista de que se fala. Em paralelo, a Europa ter\u00e1 que assegurar uma ajuda substancial \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o da Ucr\u00e2nia, e tamb\u00e9m por aqui vamos assistir a um dinamismo importante, que poder\u00e1 resultar de uma obra t\u00e3o gigantesca como a reconstru\u00e7\u00e3o daquele enorme pa\u00eds, parcialmente em ru\u00ednas.<br \/>\nAs empresas portuguesas n\u00e3o s\u00e3o, na verdade, conhecidas pela sua capacidade de antecipa\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gicas. Mas, a sua agilidade \u00e9 reconhecida assim como a sua capacidade para fazer face a situa\u00e7\u00f5es disruptivas. Parece por isso que este novo quadro oferece um conjunto de riscos importantes, mas \u00e9 muito mais interessante olhar para todas as oportunidades que este cen\u00e1rio pode trazer. Na verdade, o grande des\u00edgnio do momento \u00e9 parar esta invas\u00e3o absurda e hedionda e devolver a paz e a esperan\u00e7a ao povo ucraniano. A economia sobreviver\u00e1 e saber\u00e1 encontrar o caminho da prosperidade.<\/p>\n<p><strong>(Pode ler a opini\u00e3o na edi\u00e7\u00e3o impressa e digital)\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Opini\u00e3o de Arnaldo Coelho<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":207318,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[404,100,5329],"class_list":["post-235430","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-guerra","tag-opiniao","tag-russia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/235430","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=235430"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/235430\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=235430"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=235430"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=235430"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}