{"id":236123,"date":"2022-04-12T11:05:37","date_gmt":"2022-04-12T10:05:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=236123"},"modified":"2022-04-12T11:05:37","modified_gmt":"2022-04-12T10:05:37","slug":"ocupacao-britanica-das-malvinas-continua-a-magoar-os-argentinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/ocupacao-britanica-das-malvinas-continua-a-magoar-os-argentinos\/","title":{"rendered":"Ocupa\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica das Malvinas continua a magoar os argentinos"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_236125\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-236125\" class=\"size-full wp-image-236125\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/guerra-malvinas-DR.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"682\" \/><p id=\"caption-attachment-236125\" class=\"wp-caption-text\">Foto de ANL\/REX\/Shutterstock<\/p><\/div>\n<p>O 2 de Abril deste ano marca o 40.\u00ba anivers\u00e1rio do in\u00edcio da Guerra das Malvinas, entre a Gr\u00e3-Bretanha e a Argentina, que pretendia recuperar a soberania sobre aquelas ilhas colonizadas pelos brit\u00e2nicos. A guerra durou 74 dias e terminou com a derrota da Argentina, o que se transformou, at\u00e9 hoje, numa ferida aberta no cora\u00e7\u00e3o do povo argentino.<\/p>\n<p>&#8220;Os brit\u00e2nicos ainda controlam as Malvinas. H\u00e1 quase 190 anos que reivindicamos a soberania sobre aquele territ\u00f3rio. A guerra nas Malvinas atingiu duramente toda a Am\u00e9rica Latina\u201d \u2013 afirmou o Presidente da Federa\u00e7\u00e3o Nacional de Veteranos da Argentina, Ram\u00f3n L\u00f3pez, de 59 anos, acrescentando: \u201cEstes pa\u00edses imperialistas praticam hegemonia e n\u00e3o t\u00eam qualquer preocupa\u00e7\u00e3o com os povos e a soberania de outros pa\u00edses&#8221;.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o secret\u00e1rio da referida Federa\u00e7\u00e3o, Juan Carlos Sosa, de 60 anos: \u201cEles preocupam-se \u00e9 com conquistar ou ocupar as terras que s\u00e3o importantes para eles\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Quarenta anos depois, o governo e o povo argentino n\u00e3o cessaram de exigir a soberania sobre a ilha e o regresso da Gr\u00e3-Bretanha \u00e0 mesa de negocia\u00e7\u00f5es. V\u00e1rios pa\u00edses, incluindo a China, tamb\u00e9m apoiaram inequivocamente a exig\u00eancia do lado argentino do pleno exerc\u00edcio da soberania sobre as Malvinas e instaram o lado brit\u00e2nico a cumprir as resolu\u00e7\u00f5es relevantes da ONU e a retomar as negocia\u00e7\u00f5es o mais rapidamente poss\u00edvel, para resolver a disputa pacificamente.<\/p>\n<p>Em 1816, quando a Argentina conquistou a independ\u00eancia do dom\u00ednio colonial espanhol, herdou a soberania sobre as Malvinas. Mas em 1833, os brit\u00e2nicos, que estavam empenhados na expans\u00e3o colonial na Am\u00e9rica do Sul, ocuparam a ilha \u00e0 for\u00e7a. Em 1965, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolu\u00e7\u00e3o para incluir as Malvinas na categoria de &#8220;descoloniza\u00e7\u00e3o&#8221;, exortando a negocia\u00e7\u00f5es bilaterais entre a Gr\u00e3-Bretanha e a Argentina para resolverem a disputa de soberania. O Comit\u00e9 Especial para a Descoloniza\u00e7\u00e3o da Assembleia Geral da ONU aprovou mais de 30 resolu\u00e7\u00f5es exortando o Governo brit\u00e2nico a negociar um acordo com a Argentina, mas os brit\u00e2nicos recusaram a faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>O que \u00e9 desconcertante \u00e9 que a Gr\u00e3-Bretanha tem continuado a mover-se para consolidar a sua ocupa\u00e7\u00e3o das Malvinas. Por exemplo, em Janeiro deste ano, a Argentina tomou conhecimento de que a Gr\u00e3-Bretanha tinha destacado armas antia\u00e9reas para a ilha e denunciou-a como &#8220;mais uma demonstra\u00e7\u00e3o injustificada de for\u00e7a&#8221;, expressando a sua mais forte oposi\u00e7\u00e3o e acrescentando: \u201cEsta \u00e9 uma clara viola\u00e7\u00e3o das resolu\u00e7\u00f5es da ONU e \u00e9 mais uma forma de \u2018esfregar sal nas feridas\u2019 do povo argentino\u201d.<\/p>\n<p>A recusa de negociar, a utiliza\u00e7\u00e3o de armas e a realiza\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcios militares, mostram que o lado brit\u00e2nico est\u00e1 &#8220;ainda preso na era colonial&#8221; e n\u00e3o tem qualquer considera\u00e7\u00e3o pela soberania dos pa\u00edses em desenvolvimento. O Secret\u00e1rio de Estado dos Neg\u00f3cios Estrangeiros da Argentina apontou a incoer\u00eancia brit\u00e2nica: o Reino Unido viola a soberania argentina nas Malvinas, ao mesmo tempo que apela ao respeito pela soberania dos pa\u00edses europeus noutras mat\u00e9rias, numa manifesta\u00e7\u00e3o clara da sua duplicidade de crit\u00e9rios. E defendeu que n\u00e3o se trata de uma quest\u00e3o apenas argentina, mas tamb\u00e9m regional e at\u00e9 global, sublinhando que todos deveriam \u201crejeitar o colonialismo ainda praticado pela Gr\u00e3-Bretanha em territ\u00f3rio argentino\u201d.<\/p>\n<p>E acrescentou: \u201cO tempo para o colonialismo fazer o que lhe apetece j\u00e1 passou h\u00e1 muito. O lado brit\u00e2nico deveria emergir do seu sonho colonial, cumprir as resolu\u00e7\u00f5es da ONU, iniciar o di\u00e1logo e as negocia\u00e7\u00f5es com a Argentina, e resolver a disputa sobre a ilha pacificamente, em vez de se tornar uma \u2018contra-corrente\u2019 \u00e0 tend\u00eancia da multi-polaridade. Nas rela\u00e7\u00f5es internacionais democratizadas de hoje, as Malvinas n\u00e3o podem tornar-se numa dor permanente para a Argentina!\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Os brit\u00e2nicos ainda controlam as Malvinas. H\u00e1 quase 190 anos que reivindicamos a soberania sobre aquele territ\u00f3rio. 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