{"id":236583,"date":"2022-04-19T11:29:29","date_gmt":"2022-04-19T10:29:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=236583"},"modified":"2022-04-19T11:29:29","modified_gmt":"2022-04-19T10:29:29","slug":"opiniao-a-mudanca-como-regra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-a-mudanca-como-regra\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: &#8220;A mudan\u00e7a como regra&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Tiago-Estevao-Martins-opi-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-208672\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Tiago-Estevao-Martins-opi-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>Dos anos que temos vivido ficar\u00e1 um dia a mem\u00f3ria de como fomos capazes, enquanto comunidade, de fazer frente ao cen\u00e1rio de profunda incerteza que vivemos. E em fase de discuss\u00e3o do Or\u00e7amento do Estado para 2022 importa perceber onde estamos e para onde nos propomos ir.<br \/>\nVivemos tempos duros. Em menos de uma d\u00e9cada o nosso pa\u00eds ter\u00e1 enfrentado as ondas de choque da crise da d\u00edvida p\u00fablica da zona euro, de uma pandemia e de uma guerra na Europa, em plena crise clim\u00e1tica.<br \/>\nA quantidade de elementos profundamente disruptivos que temos vivido marcam um novo tempo, que se consolida, onde a velocidade das mudan\u00e7as geopol\u00edticas, sociais, econ\u00f3micas e tecnol\u00f3gicas \u00e9 cada vez mais vis\u00edvel.<br \/>\nQuando as mudan\u00e7as se tornam a regra, h\u00e1 que encarar a mudan\u00e7a como parte de uma nova realidade: mais exigente, necessariamente mais \u00e1gil e mais r\u00e1pida.<br \/>\nAdaptar o pa\u00eds a este contexto implica uma vis\u00e3o de fundo, estrutural, capaz de aliar a solidariedade social a um refor\u00e7o efetivo da resposta do Estado, dotando-o de maior capacidade, modernizando-o e diminuindo as suas depend\u00eancias face aos j\u00e1 identificados riscos futuros.<br \/>\nMais que as medidas, isoladamente, o Or\u00e7amento do Estado apresentado para 2022 ter\u00e1 que ser tudo isto: um corpo coeso, capaz de aliar medidas de mitiga\u00e7\u00e3o das ondas de choque da pandemia e da guerra, com o refor\u00e7o de uma orienta\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica da soberania do pa\u00eds.<br \/>\nFace a um contexto inflacionista, que do primeiro Or\u00e7amento do Estado para 2022, apresentado em outubro de 2021, se cifrava nos 0,9% para este, de abril, que aponta para um horizonte de 4%, ser\u00e1 f\u00e1cil intuir que os pr\u00f3ximos tempos se manter\u00e3o incertos.<br \/>\nMesmo com a almofada de 1800 milh\u00f5es de euros que o Or\u00e7amento do Estado prev\u00ea para medidas de mitiga\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os da energia, de apoio \u00e0 redu\u00e7\u00e3o dos custos das empresas ou na agricultura e produ\u00e7\u00e3o, a verdade \u00e9 que ter\u00e3o que come\u00e7ar a ser desenhados caminhos que minimizem a exposi\u00e7\u00e3o a estas fragilidades.<br \/>\nAdaptar os sectores tradicionais \u00e0 mudan\u00e7a que j\u00e1 chegou \u00e9 uma urg\u00eancia. A nossa regi\u00e3o est\u00e1, como o pa\u00eds, a mudar a uma velocidade vertiginosa. Vemo-lo, todos os dias, na exig\u00eancia que os fen\u00f3menos naturais trazem \u00e0 nossa agricultura, na depend\u00eancia energ\u00e9tica de muita da nossa ind\u00fastria, no acesso a recursos naturais como a nossa insuspeita lampreia, ou nas vulnerabilidades a ciberataques da esmagadora maioria das nossas empresas locais.<br \/>\nA nossa regi\u00e3o tem um papel a desempenhar neste esfor\u00e7o conjunto que estes tempos nos trazem. N\u00e3o somos, certamente, imunes ao contexto e teremos pela frente um exigente esfor\u00e7o de adapta\u00e7\u00e3o. Todas as novas realidades comportam dores de crescimento, mas cabe-nos a n\u00f3s a miss\u00e3o de criar vencedores destes novos tempos, sem que para tal permitamos que se crie um ex\u00e9rcito de vencidos.<\/p>\n<p>A minha atividade na semana passada<br \/>\nA passada semana foi marcada pela entrega do Or\u00e7amento do Estado e pela tomada de posse das Comiss\u00f5es Parlamentares. Integrarei esta Legislatura a Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancia, onde desempenharei fun\u00e7\u00f5es como Coordenador do Grupo Parlamentar do PS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Opini\u00e3o de Tiago Estev\u00e3o Martins<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":208672,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[100,7968],"class_list":["post-236583","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-opiniao","tag-tiagoestevaomartins"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/236583","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=236583"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/236583\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=236583"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=236583"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=236583"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}