{"id":238662,"date":"2022-05-16T11:55:38","date_gmt":"2022-05-16T10:55:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=238662"},"modified":"2022-05-16T11:55:38","modified_gmt":"2022-05-16T10:55:38","slug":"opiniao-e-que-tal-falar-de-coisas-serias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-e-que-tal-falar-de-coisas-serias\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: &#8220;E que tal falar de coisas s\u00e9rias?&#8230;&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/RICARDO-CASTANHEIRA-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-206098\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/RICARDO-CASTANHEIRA-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>Li, por estes dias, que a ind\u00fastria qu\u00edmica europeia vive j\u00e1 uma grave crise de trabalhadores qualificados e que, em 2030, representaria um d\u00e9fice de 11% de lugares por preencher. Este receio tem sido partilhado ami\u00fade pelo setor das tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e do conhecimento para os quais existe mais de meio milh\u00e3o \u2013 sim, leu bem! \u2013 de vagas qualificadas por ocupar na Europa.<br \/>\nA acelera\u00e7\u00e3o dos processos de transi\u00e7\u00e3o ambiental e digital \u2013 absolutamente inelut\u00e1veis do ponto de vista pol\u00edtico, regulat\u00f3rio e econ\u00f3mico \u2013 tornou ainda mais evidente a falta de quadros formados nos dom\u00ednios STEM (ci\u00eancia, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica). A esmagadora maioria dos pa\u00edses europeus n\u00e3o conseguiu inverter a tend\u00eancia formativa e seduzir os mais jovens a escolher novos caminhos curriculares, pensados para o futuro. Mais do que uma crise vocacional existe um falhan\u00e7o estrat\u00e9gico da Europa nesta mat\u00e9ria.<br \/>\nQuando olhamos para os n\u00fameros dispon\u00edveis no Eurostat, sobre o perfil dos estudantes no ensino superior europeu, temos uma fotografia bem n\u00edtida da realidade e ficamos a saber que na UE quase um quarto ( 24,6%) de todos os licenciados provem de gest\u00e3o de neg\u00f3cios, administra\u00e7\u00e3o ou direito, com as mulheres claramente maiorit\u00e1rias. O segundo campo de ensino ( 15,2%) era o da engenharia, manufatura e constru\u00e7\u00e3o, com quase 3\/4 dos licenciados do sexo masculino. Depois, temos como a terceira maior \u00e1rea de estudo a sa\u00fade e bem-estar ( 13,7%), onde as mulheres representavam cerca de 3\/4 dos estudantes. Em seguida, viriam as ci\u00eancias da educa\u00e7\u00e3o ( 10,3%); as artes e humanidades ( 9,8%); as ci\u00eancias sociais, jornalismo e informa\u00e7\u00e3o ( 9,2%); e, s\u00f3 depois, bastante abaixo, as ci\u00eancias naturais, a matem\u00e1tica e a estat\u00edstica ( 6,4%), seguidas pelas tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o ( 3,8%). Portanto, os dom\u00ednios STEM s\u00e3o claramente minorit\u00e1rios e sabe-se, tamb\u00e9m, que compostos por uma percentagem relativamente elevada de homens.<br \/>\nMudar esta realidade leva tempo e n\u00e3o se faz apenas por decreto: caber\u00e1 aos governos, sim, tomar medidas, desde logo, com mudan\u00e7as curriculares profundas nos primeiros graus do ensino; as fam\u00edlias tamb\u00e9m ter\u00e3o aqui uma responsabilidade de orienta\u00e7\u00e3o vocacional das crian\u00e7as e de estimulo para outras \u00e1reas do saber; as empresas de investirem na reconvers\u00e3o da atual m\u00e3o-de-obra e nos programas de novos talentos; as universidades reconfigurarem-se para novos modelos de ensino e curr\u00edculos do futuro, etc, etc. Toda uma responsabilidade coletiva que a cada dia que passa nos vai deixando mais para tr\u00e1s. Seria bom falar-se mais sobre isto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Opini\u00e3o de Ricardo Castanheira.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":206098,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[100,6728],"class_list":["post-238662","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-opiniao","tag-ricardocastanheira"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/238662","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=238662"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/238662\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=238662"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=238662"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=238662"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}