{"id":239348,"date":"2022-05-27T11:37:13","date_gmt":"2022-05-27T10:37:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=239348"},"modified":"2022-05-27T11:37:13","modified_gmt":"2022-05-27T10:37:13","slug":"quando-o-povo-esta-feliz-nao-incomoda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/quando-o-povo-esta-feliz-nao-incomoda\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Quando o povo est\u00e1 feliz, n\u00e3o incomoda"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/LUIS-SANTARINO.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-205888\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/LUIS-SANTARINO-300x157.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"157\" \/><\/a><\/p>\n<p>Quando o disparate come\u00e7a em Lisboa rapidamente contagia o pa\u00eds. A n\u00e3o ser que tenhamos a coragem de reafirmar a necessidade de sair da sua esfera de influ\u00eancia.<br \/>\nOs cidad\u00e3os dever\u00e3o ter a oportunidade \u2013 urge \u2013 de tomar o destino da sua regi\u00e3o nas pr\u00f3prias m\u00e3os.<br \/>\nO ambiente e a sua defesa n\u00e3o passam t\u00e3o s\u00f3 pelo abandono das pessoas das cidades. Pela troca da cidade pelo campo. Esse abandono verifica-se e sobretudo, porque as fam\u00edlias s\u00e3o obrigadas a deixar o seu lugar de refer\u00eancia, dada a exorbit\u00e2ncia dos pre\u00e7os, e n\u00e3o s\u00f3 de habita\u00e7\u00e3o, e a dificuldade de viverem com o m\u00ednimo de dignidade.<br \/>\nNo limite, haver\u00e1 um momento em que as cidades se conseguiram do povo!<br \/>\nAp\u00f3s tal des\u00edgnio \u2013 assim sim \u2013 e parecerem locais fantasmag\u00f3ricos, algu\u00e9m se lembrar\u00e1 que ao pre\u00e7o do ouro lhes ir\u00e3o devolver a alegria que antanho tiveram.<br \/>\n\u00c9 um cl\u00e1ssico. A hist\u00f3ria relata-nos bem tais factos\u2026que se repetem!<br \/>\nTenho assistido \u00e0 \u201cdoen\u00e7a\u201d da defesa do ambiente, sem limites aceit\u00e1veis, como se uns fossem fant\u00e1sticos\/fan\u00e1ticos e os outros os dem\u00f3nios.<br \/>\nNas cidades foram-se criando centralidades. Que mudam \u00e0 medida que a moda faz lei.<br \/>\nH\u00e1 \u201cgente\u201d at\u00e9, que prefere viver pior e mais acanhado, trocando uma casa espa\u00e7osa por uma \u201ccoisa pequena e sem jeito\u201d!<br \/>\nAo fim do dia as pessoas desaparecem de cena como se a cortina se tivesse fechado e o escuro tomasse conta da sua vida.<br \/>\nA vida \u00e9 uma repeti\u00e7\u00e3o de gestos, todos calculados, n\u00e3o v\u00e1 faltar os g\u00e1s para aquecer o pequeno almo\u00e7o, a gasolina para abastecer o autom\u00f3vel e eventualmente transportar a criancinha, por vezes bem crescidinho mas que se incomoda de ir a p\u00e9 para a escola que \u00e9 ali mesmo ao lado, apanhar o metro \u2013 onde o h\u00e1 \u2013 para chegar mais barato ao destino, colocar os auriculares para n\u00e3o aturar a m\u00fasica ou v\u00eddeo manhoso do vizinho que no banco \u201cao lado, gargalha como um selvagem, ligar o computador e perceber se tem alguma mensagem a quem dever\u00e1 responder, n\u00e3o v\u00e1 o anormal comprar a outro fornecedor, regressar ao fim do dia a casa para levar as criancinhas ao desporto, \u00e0 m\u00fasica ou a outra actividade qualquer, n\u00e3o v\u00e1 a crian\u00e7a sentar-se a \u201colhar\u201d para as redes sociais, etc, etc, etc que nos transporta para uma vida de desgaste r\u00e1pido.<br \/>\nQuando derem conta, as crian\u00e7as est\u00e3o crescidas, v\u00e3o \u00e0 sua vida, e a velhada vai ficando para tr\u00e1s at\u00e9 chegar a hora!<br \/>\nA vida tem de ser outra, porque as cidades assim nos dever\u00e3o obrigar. Cidades sim, mas tamb\u00e9m vilas e aldeias que, apesar de n\u00e3o \u201clevarem\u201d com a polui\u00e7\u00e3o, nem por isso ter\u00e3o melhor qualidade de vida. Sim, porque muitas vezes, a\u00ed n\u00e3o h\u00e1 vida, porque os poderes se esqueceram que eles existem.<br \/>\nPrecisamos de gente feliz. Rapidamente. Porque quando estamos felizes n\u00e3o incomodamos ningu\u00e9m!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lu\u00eds Santarino. Consultor\/formador<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[453,100],"class_list":["post-239348","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-luis-santarino","tag-opiniao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/239348","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=239348"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/239348\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=239348"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=239348"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=239348"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}