{"id":240558,"date":"2022-06-18T14:00:43","date_gmt":"2022-06-18T13:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=240558"},"modified":"2022-06-18T14:00:43","modified_gmt":"2022-06-18T13:00:43","slug":"turismo-e-uma-oportunidade-unica-para-os-territorios-de-baixa-densidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/turismo-e-uma-oportunidade-unica-para-os-territorios-de-baixa-densidade\/","title":{"rendered":"Turismo \u00e9 uma oportunidade \u00fanica para os territ\u00f3rios de baixa densidade"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_185289\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/pedro-machado.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-185289\" class=\"size-full wp-image-185289\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/pedro-machado.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"628\"\/><\/a><p id=\"caption-attachment-185289\" class=\"wp-caption-text\">DR<\/p><\/div>\n<p>Que balan\u00e7o \u00e9 poss\u00edvel fazer do 8.\u00ba Forum V\u00ea Portugal?<\/p>\n<p>\u00c9 um balan\u00e7o claramente positivo. N\u00e3o s\u00f3 pelo n\u00famero de participantes, com mais de 500 inscritos que marcaram presen\u00e7a, ou pela qualidade dos cerca de 30 oradores dos v\u00e1rios pain\u00e9is, mas fundamentalmente pela import\u00e2ncia dos temas que foram discutidos ao longo dos quatro dias do F\u00f3rum.<br \/>\nEste \u00e9 um F\u00f3rum que todos os participantes consideram muito relevante, uma vez que coloca na agenda central o turismo interno. N\u00e3o nos podemos esquecer que o turismo interno foi a almofada que permitiu mitigar as perdas causadas por dois anos muito dif\u00edceis. Esta edi\u00e7\u00e3o, em Tomar, foi particularmente relevante porque lan\u00e7ou para o debate temas novos, como os comportamentos atuais dos turistas, a emerg\u00eancia de novos produtos tur\u00edsticos, a constru\u00e7\u00e3o da marca Portugal ou a forma como podemos antecipar novas crises. Com estes temas, fomos al\u00e9m dos debates cl\u00e1ssicos do turismo.<br \/>\nDestaco tamb\u00e9m a bolsa de contactos, com reuni\u00f5es B2B entre empresas, que marcou o primeiro dia do F\u00f3rum. Foi muito importante para os operadores tur\u00edsticos e ag\u00eancias de viagens nacionais ficarem a conhecer a oferta tur\u00edstica da regi\u00e3o Centro de Portugal, com especial incid\u00eancia nas sub-regi\u00f5es do M\u00e9dio Tejo e do Oeste. Foi a primeira vez que promovemos estes contactos e o resultado foi muito positivo, com dezenas de reuni\u00f5es a decorrer em simult\u00e2neo.<\/p>\n<p>Dos v\u00e1rios dias da iniciativa, qual \u00e9 a principal conclus\u00e3o que se pode extrair das v\u00e1rias interven\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>Entre as muitas conclus\u00f5es que se podem retirar do F\u00f3rum, h\u00e1 uma premissa que ficou bem clara na mente de todos, durante os quatro dias: a de que n\u00e3o h\u00e1 territ\u00f3rios condenados \u00e0 partida. J\u00e1 n\u00e3o faz sentido o mito de que existem territ\u00f3rios predestinados para o turismo e que h\u00e1 outros em que n\u00e3o vale a pena apostar. A pandemia provou-nos precisamente o contr\u00e1rio, ao mostrar que a diversidade e a singularidade dos nossos territ\u00f3rios s\u00e3o fontes de atra\u00e7\u00e3o para os visitantes. O turismo \u00e9, por isso, uma oportunidade \u00edmpar \u2013 talvez seja mesmo \u201ca\u201d oportunidade \u2013 para os territ\u00f3rios de baixa densidade se desenvolverem.<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o as expetativas da Turismo Centro de Portugal relativamente ao Ver\u00e3o de 2022?<\/p>\n<p>A perspetiva para o ver\u00e3o \u00e9 francamente otimista, motivada pelos dados que j\u00e1 temos do Observat\u00f3rio do Turismo Sustent\u00e1vel do Centro de Portugal e dos n\u00fameros mais recentes do INE, al\u00e9m do contacto direto que promovemos com os empres\u00e1rios da atividade tur\u00edstica. Os empres\u00e1rios aguardam um ver\u00e3o de 2022 muito superior ao que se previa inicialmente, com condi\u00e7\u00f5es para ultrapassar o registo de 2019, que foi o melhor de sempre at\u00e9 \u00e0 data. Temos muitas unidades de restaura\u00e7\u00e3o e alojamento na regi\u00e3o em que os resultados dos primeiros cinco meses de 2022 superaram a m\u00e9dia do rendimento que tiveram em 2019, pelo que tudo indica que ser\u00e1 um ver\u00e3o memor\u00e1vel para o turismo da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Ficou preocupado com os resultados do inqu\u00e9rito da AHP sobre as taxas de ocupa\u00e7\u00e3o no pr\u00f3ximo ver\u00e3o e que colocam a regi\u00e3o Centro com uma taxa mais baixa de ocupa\u00e7\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com as outras regi\u00f5es?<\/p>\n<p>Fiquei surpreendido, porque os resultados desse inqu\u00e9rito n\u00e3o batem certo com os dados dispon\u00edveis at\u00e9 agora do INE, que d\u00e3o conta de uma subida generalizada da ocupa\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. Os nossos dados internos tamb\u00e9m apontam num sentido contr\u00e1rio \u00e0quele que a AHP tornou p\u00fablico. Embora n\u00e3o conhe\u00e7a a ficha t\u00e9cnica do trabalho que foi apresentado, acredito que a monitoriza\u00e7\u00e3o da AHP poder\u00e1 ter como base unidades de alojamento que n\u00e3o representam a m\u00e9dia dos estabelecimentos hoteleiros do Centro de Portugal. Logo, os resultados n\u00e3o ser\u00e3o representativos de toda a regi\u00e3o. Mas isto n\u00e3o invalida que melhorar as taxas de ocupa\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio n\u00e3o deva ser uma prioridade. Todos queremos que assim seja.<\/p>\n<p>O mercado nacional vai voltar a ser o principal mobilizador econ\u00f3mico da regi\u00e3o?<\/p>\n<p>Tradicionalmente, o mercado nacional \u00e9 a principal fonte de turistas para a regi\u00e3o, representando mais de metade do mercado tur\u00edstico do Centro de Portugal. Apesar de nos anos que antecederam a pandemia os visitantes estrangeiros registarem um peso crescente, tanto em n\u00famero de dormidas como nas receitas, a verdade \u00e9 que os portugueses escolhem este territ\u00f3rio como destino priorit\u00e1rio para f\u00e9rias e fins de semana. Em abril de 2022, comparativamente a abril de 2019, tivemos um aumento de 50 mil dormidas s\u00f3 do mercado nacional, o que significa que h\u00e1 uma tend\u00eancia crescente para fideliza\u00e7\u00e3o do mercado nacional. Por esse motivo, os efeitos da pandemia no Centro de Portugal tiveram menos impacto na atividade tur\u00edstica do que em outras regi\u00f5es, mais dependentes de visitantes estrangeiros. Acreditamos que este ano o mercado nacional vai continuar a ser o mais importante, mas n\u00e3o na mesma propor\u00e7\u00e3o. Os estrangeiros est\u00e3o a regressar e a tend\u00eancia \u00e9 para que o desn\u00edvel entre visitantes nacionais e estrangeiros se esbata nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Que impacto pode ter a Guerra na Ucr\u00e2nia no Ver\u00e3o de 2022?<\/p>\n<p>Os efeitos de uma guerra s\u00e3o sempre imprevis\u00edveis. No entanto, como estamos na outra extremidade da Europa, a procura tur\u00edstica do Centro de Portugal n\u00e3o tem uma rela\u00e7\u00e3o direta com esta guerra. Quando muito, haver\u00e1 visitantes que optam por esta regi\u00e3o em detrimento de destinos do leste europeu. Mas o impacto ser\u00e1 pouco significativo, quase residual.<br \/>\nQuem escolhe o Centro de Portugal como destino de f\u00e9rias, f\u00e1-lo independentemente da guerra na Ucr\u00e2nia. Escolhe o Centro de Portugal pelas caracter\u00edsticas intr\u00ednsecas deste territ\u00f3rio, que est\u00e3o em linha com as tend\u00eancias da procura: o Turismo Ativo, o Turismo de Natureza, Sa\u00fade e Bem-Estar, o Turismo Cultural, o Ecoturismo, o Enoturismo e o Turismo Religioso, entre muitos outros produtos tur\u00edsticos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente da Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, faz balan\u00e7o positivo da 8.\u00aa edi\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum V\u00ea Portugal. 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