{"id":241055,"date":"2022-06-24T10:42:23","date_gmt":"2022-06-24T09:42:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=241055"},"modified":"2022-06-24T10:42:23","modified_gmt":"2022-06-24T09:42:23","slug":"novo-presidente-que-conciliar-conceitos-de-iscac-e-coimbra-business-school","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/novo-presidente-que-conciliar-conceitos-de-iscac-e-coimbra-business-school\/","title":{"rendered":"Novo presidente quer conciliar conceitos de ISCAC e Coimbra Business School"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Alexandre-Silva-AF-7-of-11.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-241056\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Alexandre-Silva-AF-7-of-11.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Alexandre Gomes da Silva chega agora a presidente do Instituto Superior de Contabilidade e Administra\u00e7\u00e3o de Coimbra (ISCAC), mas j\u00e1 com um vasto percurso de quase um quarto de s\u00e9culo nesta institui\u00e7\u00e3o em que tem assumido v\u00e1rios outros cargos?<\/strong><br \/>\nDesde 1999 que sou docente do ISCAC, ap\u00f3s me ter licenciado em Matem\u00e1tica pela Universidade de Coimbra, com mestrado e doutoramento em Estat\u00edstica, este \u00faltimo na Universidade de Reading em Inglaterra.<br \/>\nNesta casa j\u00e1 fui presidente do Conselho Cient\u00edfico, logo em 2004, quando o dr. Pires de Carvalho, presidente do Conselho Diretivo, me convidou para dirigir Rela\u00e7\u00f5es Internacionais. Depois fui coordenador institucional do ECTS, quando est\u00e1vamos em pleno Processo de Bolonha, que s\u00f3 se concluiu em 2007. Nessa sequ\u00eancia adotou-se o nome do ISCAC em ingl\u00eas, numa aposta mais forte nos programas Erasmus, que estavam no in\u00edcio.<br \/>\nTamb\u00e9m fiz parte do Conselho Pedag\u00f3gico e fui membro do Conselho Geral, nos mandatos de Torres Farinha e Rui Antunes; fui presidente do Conselho Cient\u00edfico e fiz parte da direc\u00e7\u00e3o da CBS de 2011 a 2013.<br \/>\nDepois criei o PolLab, que \u00e9 um Centro de Sondagens e Estudos de Mercado, que coordeno, e em 2016 mont\u00e1mos o primeiro mestrado da regi\u00e3o em An\u00e1lise de Dados e Sistema de Apoio \u00e0 Decis\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O ISCAC \u00e9 tamb\u00e9m conhecido como Coimbra Business School. Como \u00e9 poss\u00edvel concliar estes dois conceitos?<\/strong><br \/>\nHoje confundem-se os termos ISCAC e Business School. Eu pretendo que se mantenham as duas marcas, sendo que Coimbra Business School nasceu como escola de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e de cursos n\u00e3o conferentes de grau, pela m\u00e3o do colega Jos\u00e9 Carlos Dias. Come\u00e7ou com quatro p\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es na altura, mas foi crescendo e foi-se tornando l\u00edder na regi\u00e3o. Fui vice-diretor desse departamento do ISCAC em 2011. Depois, em substitui\u00e7\u00e3o da colega Cid\u00e1lia Lopes, estive a dirigir at\u00e9 2013. Hoje a marca tornou-se uma refer\u00eancia e tende-se a confundir com a escola ISCAC, mas essa \u00e9 que comemorou os 100 anos e \u00e9 uma marca que tamb\u00e9m se deve manter.<br \/>\nEssa dupla designa\u00e7\u00e3o n\u00e3o causa confus\u00e3o em certas situa\u00e7\u00f5es?<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 um problema, a nossa escola \u00e9 o ISCAC, de que nos orgulhamos pela hist\u00f3ria e passado. Grande parte dos funcion\u00e1rios da autoridade tribut\u00e1ria foram formados no ISCAC, bem como nos restantes ISCAs, que s\u00e3o quatro em todo o pa\u00eds e que t\u00eam um passado muito forte e muito presente, com grandes din\u00e2micas ao n\u00edvel da contabilidade p\u00fablica, da Ordem dos Contabilistas Certificados e da auditoria.<br \/>\nAssim, a Coimbra Business School \u00e9 uma esp\u00e9cie de ponta de lan\u00e7a desta equipa que \u00e9 o ISCAC, ou seja, est\u00e1 talhada para marcar golos decisivos. Tem uma posi\u00e7\u00e3o mais flex\u00edvel, mais adaptada \u00e0s necessidades, seja de quem a procura, seja dos desafios que a regi\u00e3o lhe coloca. Internamente podemos adaptar-nos e criar estruturas de acordo com os projetos que possamos ter em m\u00e3os, al\u00e9m de ser tamb\u00e9m uma boa porta de entrada dos nossos alunos no mercado de trabalho, atrav\u00e9s de projetos e forma\u00e7\u00f5es imediatamente dirigidas ao mercado de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Os tr\u00eas objetivos que sintetizou na sua candidaturas foram uma melhor qualifica\u00e7\u00e3o do corpo docente, certifica\u00e7\u00e3o dos cursos e internacionaliza\u00e7\u00e3o. Como vai atingir estas metas?<\/strong><br \/>\nA qualifica\u00e7\u00e3o do corpo docente tem como objetivo sermos uma refer\u00eancia nacional nas \u00e1reas a que nos propomos. Pretende-se um corpo docente \u2013 como j\u00e1 acontece em alguns casos \u2013 que d\u00e1 pareceres, que est\u00e1 ligado \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o de normas e leis, que responde a solicita\u00e7\u00f5es de c\u00e2maras municipais e outras institui\u00e7\u00f5es e participa em programas nacionais. O reconhecimento pelas pr\u00f3prias ordens profissionais \u00e9 muito importante, naturalmente, assim como a acredita\u00e7\u00e3o de cursos tidos como refer\u00eancia nas \u00e1reas do saber a que nos propomos.<br \/>\nMas queremos ir mais longe: resolver o calcanhar de Aquiles que \u00e9 a baixa produ\u00e7\u00e3o de publica\u00e7\u00f5es e projetos associados a cada ciclo de estudos. Queremos que a acredita\u00e7\u00e3o seja feita na plenitude, com relev\u00e2ncia, atrav\u00e9s das publica\u00e7\u00f5es e projetos de qualidade, que constituam um portef\u00f3lio em que toda a comunidade \u2013 seja a cient\u00edfica, a t\u00e9cnica ou a sociedade em geral \u2013 reconhe\u00e7a a capacidade do ISCAC marcar a atualidade.<\/p>\n<p><strong>Esse des\u00edgnio vai implicar a mobiliza\u00e7\u00e3o dos docentes para mais trabalho de investiga\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\n\u00c9 exatamente isso. Vamos trabalhar na motiva\u00e7\u00e3o e na lideran\u00e7a. Isso passa por definir uma nova estrat\u00e9gia. Nos \u00faltimos anos houve uma aposta na diversifica\u00e7\u00e3o da oferta da forma\u00e7\u00e3o, o que, na altura, at\u00e9 deu os seus resultados. Mas ao diversificar a oferta, tamb\u00e9m os pr\u00f3prios docentes ficaram dispersos por v\u00e1rias \u00e1reas, o que tornou mais dif\u00edcil uma produ\u00e7\u00e3o do saber. Para isso, \u00e9 preciso estar focado, ter menos disciplinas atribu\u00eddas, menor n\u00famero de unidades curriculares, menos teses para orientar e menos alunos.<br \/>\nPortanto, reorganizando e reafectando a org\u00e2nica interna, vamos tentar trabalhar nesse foco, aproveitando a experi\u00eancia, de forma a conferir uma marca de sucesso aos nossos cursos.<br \/>\nO sucesso pode ser medido pelo n\u00famero de alunos que nos escolhem, e isso \u00e9 uma meta que j\u00e1 atingimos \u2013 preenchendo mesmo o n\u00famero total de vagas na primeira fase h\u00e1 v\u00e1rios anos, j\u00e1 desde a presid\u00eancia do Dr. Manuel Castelo Branco \u2013 mas a verdadeira m\u00e9trica de sucesso \u00e9 libertarmos todas as vagas no final do ciclo de estudos de cada estudante. Isto \u00e9, que todos atinjam o seu diploma no tempo certo, com boas m\u00e9dias e com um bom horizonte de empregabilidade.<br \/>\nIsso \u00e9 que \u00e9 o sucesso. N\u00e3o \u00e9 o contr\u00e1rio: que os alunos entrem, mas que fiquem a marcar passo, ou que desistam, ou terminem o curso em muitos mais anos do que \u00e9 a dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil encontrar esse equil\u00edbrio entre professores motivados para a doc\u00eancia e focados, ao mesmo tempo, na investiga\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nEsse \u00e9 o desafio da dire\u00e7\u00e3o e da organiza\u00e7\u00e3o. Organizar os planos curriculares e aproveitar as sinergias entre cursos que, se calhar, \u00e9 a parte que menos otimizada est\u00e1. \u00c9 um processo que se faz passo a passo.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a dimens\u00e3o atual do corpo docente?<\/strong><br \/>\nTemos 55 docentes doutorados no quadro. A nossa ambi\u00e7\u00e3o seria atingir o dobro deste n\u00famero de doutorados. Para atingir este objetivo, a forma mais r\u00e1pida seria por contrata\u00e7\u00e3o, mas por forma\u00e7\u00e3o dos docentes do quadro, s\u00f3 num prazo nunca inferior a tr\u00eas ou quatro anos. O total de docentes do quadro s\u00e3o cerca de 85, a que acresce um conjunto de cerca de 50 colaboradores externos, todos os semestres.<\/p>\n<p><strong>Como se posiciona o ISCAC no enquadramento do ensino superior em Portugal?<\/strong><br \/>\nH\u00e1 outros tr\u00eas institutos Superiores de Contabilidade e Administra\u00e7\u00e3o: o de Lisboa, associado \u00e0 Universidade de Lisboa; o do Porto, associado \u00e0 Universidade do Porto; e o de Aveiro, associado \u00e0 Universidade de Aveiro. Todos mant\u00eam a sua matriz e continuam a ser muito reconhecidos nas \u00e1reas da contabilidade, auditoria e \u00e1reas conexas. Quanto a n\u00f3s, estamos agora a apostar na transi\u00e7\u00e3o digital, na an\u00e1lise de dados e nos sistemas de informa\u00e7\u00e3o. Nessas \u00e1reas estamos a desbravar caminho, porque n\u00e3o eram \u00e1reas tradicionais do ISCAC, mas estamos a qualificarmo-nos.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 ainda a concorr\u00eancia do ensino universit\u00e1rio?<\/strong><br \/>\n\u00c9 diferente. A nossa matriz resulta do facto de sempre estarmos ligados \u00e0s empresas e \u2013 pelo menos desde que nos torn\u00e1mos ensino superior \u2013 ligados \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de quadros da autoridade tribut\u00e1ria e de gabinetes de contabilidade. Portanto, existimos numa base de responder a necessidades do mercado, seja na forma\u00e7\u00e3o, seja na qualifica\u00e7\u00e3o, sempre muito aplicadas ao tecido empresarial.<\/p>\n<p><strong>Entretanto, a oferta de cursos n\u00e3o p\u00e1ra de crescer?<\/strong><br \/>\n\u00c9 verdade. Foi assim que surgiu a forma\u00e7\u00e3o em Solicitadoria, quando n\u00e3o havia cursos do g\u00e9nero na regi\u00e3o; a forma\u00e7\u00e3o em inform\u00e1tica de Gest\u00e3o, que surgiu muito antes de ser falar em big data ou an\u00e1lise de dados; e o pr\u00f3prio curso de Gest\u00e3o de Empresas que derivou da Contabilidade para a Gest\u00e3o.<br \/>\nS\u00e3o cursos que resultam da pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o do tecido empresarial: h\u00e1 40 anos as empresas n\u00e3o tinham licenciados \u00e0 frente; muitas delas eram empresas familiares. Essa realidade mudou e n\u00f3s acompanh\u00e1mos.<br \/>\nJ\u00e1 em ambiente de digitaliza\u00e7\u00e3o, cri\u00e1mos o curso de Marketing, ou o curso de Com\u00e9rcio, ou o mestrado de An\u00e1lise Dados. Esta forma\u00e7\u00e3o tem uma vis\u00e3o diferente dos cursos universit\u00e1rios, que surgem a partir de uma base acad\u00e9mica e cient\u00edfica, sem o enfoque da empregabilidade direta. S\u00e3o princ\u00edpios diferentes, nem melhor, nem pior.<\/p>\n<p><strong>Qual a sua opini\u00e3o sobre a possibilidade das escolas superiores se tornarem ensino universit\u00e1rio, como, ali\u00e1s, defende a dire\u00e7\u00e3o do Polit\u00e9cnico de Coimbra?<\/strong><br \/>\nEstamos completamente alinhados com a presid\u00eancia do Instituto Polit\u00e9cnico. Estamos de corpo e alma nesta institui\u00e7\u00e3o. Sobre essa quest\u00e3o, h\u00e1 v\u00e1rios exemplos noutros pa\u00edses, por exemplo em Inglaterra e EUA, onde as institui\u00e7\u00f5es de ensino superior evolu\u00edram todas no mesmo sentido e hoje temos apenas universidades. Mas elas pr\u00f3prias s\u00e3o de naturezas diferentes. Com a qualifica\u00e7\u00e3o do corpo docente e com o aumento de publica\u00e7\u00f5es e projetos, fica mais t\u00e9nue a diferen\u00e7a entre polit\u00e9cnico e universidade, sendo que j\u00e1 existe uma colabora\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel de centros de investiga\u00e7\u00e3o. Praticamente todos os colegas doutorados pertencem a centros de investiga\u00e7\u00e3o de universidades e, por necessidade, todos os colegas doutorados o s\u00e3o pelas universidades. Por isso h\u00e1 uma grande liga\u00e7\u00e3o e n\u00e3o ser\u00e1 estranho pensar nessa evolu\u00e7\u00e3o natural, embora mantendo espa\u00e7os distintos e com objetivos diferentes.<\/p>\n<p><strong>E quanto \u00e0 possibilidade dos polit\u00e9cnicos conferirem grau de doutoramento?<\/strong><br \/>\nA minha opini\u00e3o \u00e9 que o doutoramento \u00e9 um grau de grande exig\u00eancia, que corresponde a um trabalho de grande rigor e de acordo com crit\u00e9rios cient\u00edficos rigorosos. Portanto, a haver uma acredita\u00e7\u00e3o para doutoramentos, mesmo que seja permitido aos polit\u00e9cnicos, penso que ser\u00e1 atrav\u00e9s de cons\u00f3rcios, a mais longo prazo, entre institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>A internacionaliza\u00e7\u00e3o do ISCAC \u00e9 outro dos seus objetivos?<\/strong><br \/>\nResultando da qualifica\u00e7\u00e3o do corpo docente, julgo que \u00e9 absolutamente fundamental a internacionaliza\u00e7\u00e3o do ISCAC, at\u00e9 porque o conhecimento n\u00e3o tem fronteiras geogr\u00e1ficas, de forma a dar novos mundos ao mundo, como dizia o poeta.<br \/>\nA internacionaliza\u00e7\u00e3o permite-nos sermos ainda mais reconhecidos internacionalmente e que os nossos alunos passem a ter mais portas abertas no estrangeiro, permitindo-lhes mais empregabilidade, assim como recebermos mais alunos estrangeiros.<\/p>\n<p><strong>Nesse ponto h\u00e1 sempre a dificuldade de as aulas serem lecionadas em ingl\u00eas?<\/strong><br \/>\nIsso \u00e9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o que se resolve com organiza\u00e7\u00e3o. No passado opt\u00e1mos por uma estrat\u00e9gia de diversifica\u00e7\u00e3o na liga\u00e7\u00e3o \u00e0 rede ERASMUS. Por isso somos procurados por alunos de pa\u00edses e naturezas muito distintas, o que resulta em muitos alunos de Erasmus, mas s\u00f3 com um ou dois a fazer cada cadeira, onde todos os restantes s\u00e3o portugueses. Assim, \u00e9 dif\u00edcil dar aulas em ingl\u00eas s\u00f3 para aquele aluno. A solu\u00e7\u00e3o \u00e9 apresentar um card\u00e1pio em ingl\u00eas de algumas das nossas 520 unidades curriculares e divulg\u00e1-lo pelos nossos parceiros. Assim, os alunos que vierem j\u00e1 t\u00eam a garantia dessa forma\u00e7\u00e3o. Temos muitos docentes, tal como eu, que fizeram a sua forma\u00e7\u00e3o no estrangeiro, com facilidade em dar a forma\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas.<\/p>\n<p><strong>O subfinanciamento do ensino superior \u00e9 um problema de d\u00e9cadas. Tamb\u00e9m se faz sentir no ISCAC?<\/strong><br \/>\nO financiamento condiciona sempre a gest\u00e3o, e em todas as \u00e1reas. \u00c9 quase um lugar comum dizer que o or\u00e7amento condiciona sempre todas as atividades, mas eu penso que estamos numa escola onde poder\u00e1 ser razoavelmente f\u00e1cil conseguir multiplicar as fontes de rendimento.<br \/>\nObviamente que lutarei sempre por um maior or\u00e7amento que venha do Polit\u00e9cnico, mas temos que ter alguma criatividade e inova\u00e7\u00e3o, como j\u00e1 tivemos no passado, e conseguir atrair para a escola o investimento de alguns parceiros e sponsors, que ter\u00e3o uma mais-valia em estarem associados a n\u00f3s e \u00e0s nossas forma\u00e7\u00f5es. Temos que fazer por isso e eu, quando me candidatei, j\u00e1 sabia o or\u00e7amento que tinha.<\/p>\n<p><strong>As instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o razoavelmente recentes mas ainda d\u00e3o resposta ao crescimentio do ISCAC?<\/strong><br \/>\nDesde a constru\u00e7\u00e3o deste edif\u00edcio onde estamos, h\u00e1 25 anos, que est\u00e1 prevista a constru\u00e7\u00e3o de um outro edif\u00edcio ao lado. Todas as presid\u00eancias t\u00eam estado envolvidas na exig\u00eancia desse novo edif\u00edcio, mas ainda n\u00e3o foi poss\u00edvel. Agora \u00e9 premente, \u00e9 obrigat\u00f3rio, at\u00e9 porque temos, como sempre tivemos, aulas em regime p\u00f3s-laboral, incluindo mestrados em regime p\u00f3s-laboral.<br \/>\nNessas alturas temos um grande conflito de espa\u00e7os e, portanto, precisamos urgentemente de mais espa\u00e7o. A abertura para este objetivo revelada pelo prof. Jorge Conde, como presidente do Polit\u00e9cnico, permite-nos ter esperan\u00e7a em resolver esta quest\u00e3o, e vamos trabalhar em conjunto, para que o novo edif\u00edcio se torne uma realidade durante este mandato. Vamos tentar uma candidatura ao PRR.<\/p>\n<p><strong>Como se posiciona o ISCAC na cidade?<\/strong><br \/>\nTemos um compromisso com Coimbra. Acho que temos agora um presidente da c\u00e2mara a fim de trabalhar com a marca da cidade que \u00e9 o ensino superior. Penso que o Polit\u00e9cnico e o ISCAC, neste caso particular, devem contribuir para esta marca da cidade\/escola, daquilo que se chama universidades c\u00edvicas na afirma\u00e7\u00e3o de Coimbra, em Portugal e no mundo.<br \/>\nJ\u00e1 tive conversas nesse sentido com o presidente da c\u00e2mara, e a autarquia que \u00e9 mais recetiva a estas ideias, o que, ali\u00e1s, se constata pelas escolhas dos respons\u00e1veis para os diversos organismos, numa simbiose com o ensino superior. Penso que devemos promover mais Coimbra e Coimbra promover mais ensino superior<br \/>\nQuais s\u00e3o, em resumo, as for\u00e7as do ISCAC?<br \/>\n\u00c9 a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. O facto de se ter sempre sabido reinventar, em momentos mais f\u00e1ceis, ou mais dif\u00edceis, mas sempre conseguindo encontrar o seu caminho, adaptando-se com grande rapidez \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es do mercado. Ou seja, \u00e9 uma escola sempre jovem e \u00e9 a\u00ed que eu vou buscar a motiva\u00e7\u00e3o para esta nova fase, com a colabora\u00e7\u00e3o do corpo docente e n\u00e3o docente, que sempre souberam estar \u00e0 altura, de que a recente fase da pandemia \u00e9 um bom exemplo.<\/p>\n<p><strong>&#8230;e a maior fraqueza&#8230;<\/strong><br \/>\nA maior fraqueza \u00e9 ter um corpo docente quantitativamente deficit\u00e1rio. As pessoas que se reformaram n\u00e3o foram substitu\u00eddas, mesmo com o n\u00famero de alunos sempre a crescer. Portanto, estamos neste momento com um n\u00famero de funcion\u00e1rios, docentes e n\u00e3o docentes, muito inferior ao que seria desej\u00e1vel. Somos a escola do Polit\u00e9cnico em que o r\u00e1cio entre o n\u00famero de alunos por docente e por funcion\u00e1rio \u00e9 o mais elevado. Temos um docente por cada 48 alunos e um funcion\u00e1rio para 95 alunos, quando nas outras escolas \u00e9 quase metade.<\/p>\n<p><strong>&#8230;e a maior amea\u00e7a&#8230;<\/strong><br \/>\nA grande amea\u00e7a \u00e9 a concorr\u00eancia nacional e internacional que chegou com a globaliza\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s do online e concretamente do Zoom. S\u00e3o ferramentas que colocam na secret\u00e1ria de cada um as mais variadas forma\u00e7\u00f5es, vindas de todo o lado. Da\u00ed que tamb\u00e9m seja necess\u00e1ria a qualifica\u00e7\u00e3o, certifica\u00e7\u00e3o e transi\u00e7\u00e3o digital, de forma a estamos na linha da frente e sermos diferenciadores. A isto acresce a estrutura demogr\u00e1fica com a redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>&#8230;e quais s\u00e3o as oportunidades&#8230;<\/strong><br \/>\nAs oportunidades s\u00e3o a transi\u00e7\u00e3o digital aplicada aos cursos, com an\u00e1lise de dados, porque todas as profiss\u00f5es v\u00e3o ter que estar preparadas para este ambiente digital. Estamos todos alinhados na linha de partida, mas bem posicionados para essa corrida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista a Alexandre Silva, Presidente do ISCAC<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":241056,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[39,31],"tags":[8893,672,740],"class_list":["post-241055","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-coimbra-2","category-geral","tag-alexandresilva","tag-entrevista","tag-iscac"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/241055","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=241055"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/241055\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=241055"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=241055"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=241055"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}