{"id":241116,"date":"2022-06-25T10:22:38","date_gmt":"2022-06-25T09:22:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=241116"},"modified":"2022-06-25T10:22:38","modified_gmt":"2022-06-25T09:22:38","slug":"alunos-brasileiros-em-coimbra-sao-de-uma-classe-cada-vez-mais-alta-associacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/alunos-brasileiros-em-coimbra-sao-de-uma-classe-cada-vez-mais-alta-associacao\/","title":{"rendered":"Alunos brasileiros em Coimbra s\u00e3o de uma classe &#8220;cada vez mais alta&#8221; &#8211; associa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_229681\" style=\"width: 1290px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/2022\/01\/equipa-da-universidade-de-coimbra-faz-estudo-que-testa-viabilidade-do-uso-de-dioxido-de-carbono-na-extracao-de-energia-geotermica\/universidadecoimbra\/\" rel=\"attachment wp-att-229681\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-229681\" class=\"size-full wp-image-229681\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/universidadecoimbra.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-229681\" class=\"wp-caption-text\">FOTO DR<\/p><\/div>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">O presidente da <strong>Associa\u00e7\u00e3o de Pesquisadores e Estudantes Brasileiros em Coimbra<\/strong> (<strong>APEB<\/strong>) disse hoje que os alunos do Brasil na Universidade de Coimbra s\u00e3o de uma classe social &#8220;cada vez mais alta&#8221;, pelos custos cambiais e pela propina internacional.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">&#8220;\u00c9 claro que o p\u00fablico brasileiro que consegue vir estudar na <strong>Universidade de Coimbra<\/strong> \u00e9 um p\u00fablico de classe m\u00e9dia alta e cada vez mais alta com o passar do tempo, por conta diferen\u00e7a do c\u00e2mbio e tudo o mais. Ent\u00e3o o povo que sofreu com o colonialismo [no Brasil] n\u00e3o tem acesso a essa institui\u00e7\u00e3o aqui&#8221;, afirmou Felippe Vaz, numa entrevista \u00e0 Lusa, a prop\u00f3sito dos 200 anos da independ\u00eancia do Brasil e da liga\u00e7\u00e3o daquele estabelecimento do ensino superior portugu\u00eas \u00e0 efem\u00e9ride.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">Por isso, &#8220;o n\u00famero de estudantes negros em Coimbra \u00e9 m\u00ednimo&#8221;, apontou. &#8220;Ent\u00e3o, existe ainda um caminho a ser trabalhado&#8221;, referiu aquele respons\u00e1vel.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">Mas, &#8220;n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 aqui. Tamb\u00e9m no Brasil. Se voc\u00ea pega a foto dos formandos de um curso de medicina, por exemplo, v\u00ea que maioritariamente s\u00e3o brancos&#8221;, refor\u00e7ou.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">Em Coimbra, acresce aos custos cambiais o da propina internacional, a \u201cprincipal reclama\u00e7\u00e3o\u201d dos estudantes brasileiros, e, por consequ\u00eancia da associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">Segundo Fellippe Vaz, aquela propina, que custa 7.000 euros, tem um valor muito elevado, pelo que \u00e9 um problema que a associa\u00e7\u00e3o tem vindo a discutir com a universidade, mas que ainda n\u00e3o est\u00e1 resolvido.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">Segundo o presidente da APEB, a universidade tem manifestado abertura para o di\u00e1logo sobre este assunto, mas at\u00e9 que este se resolva, a propina &#8220;deixa o estudo cada vez mais elitista, levando um p\u00fablico que vem para c\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 pela sua capacidade acad\u00e9mica, mas pelo poder financeiro&#8221;, defendeu.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">Apesar disto, considerou que na maioria dos casos as coisas correm bem com os estudantes brasileiros, embora sempre &#8220;com uma grande diferen\u00e7a entre o sonho e a realidade&#8221;. Uma realidade universit\u00e1ria que esperavam de maior proximidade com os professores, porque, no Brasil &#8220;est\u00e3o habituados a ter um contacto mais pr\u00f3ximo com o professor&#8221;.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">Quanto \u00e0 rela\u00e7\u00e3o Portugal-Brasil, Felippe Vaz considerou que &#8220;\u00e9 muito positiva, muito pac\u00edfica e de coopera\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">\u201cO acordo e coopera\u00e7\u00e3o de estudo entre o Brasil e Portugal \u00e9 um grande exemplo disso, dessa interculturalidade entre os estudantes. E isso \u00e9 muito positivo&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">Mas num olhar sobre a hist\u00f3ria, considerou que nas rela\u00e7\u00f5es entre os dois pa\u00edses \u00e9 preciso analisar &#8220;situa\u00e7\u00f5es problem\u00e1ticas do passado em rela\u00e7\u00e3o ao colonialismo ou \u00e0 explora\u00e7\u00e3o&#8221;, defendendo que \u00e9 preciso &#8220;caminhar para a frente vendo como se pode melhorar a perspetiva daqueles que passaram por isso\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">\u201cEu acho que isso tem acontecido em passos pequenos, mas tem acontecido, e a aproxima\u00e7\u00e3o entre o Brasil e Portugal, nos \u00faltimos anos, tem sido um grande exemplo disso&#8221;.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\" data-uw-styling-context=\"true\">&#8220;A gente v\u00ea que h\u00e1 essa vontade de trabalhar em conjunto, porque no fundo somos na\u00e7\u00f5es muito unidas historicamente. Ent\u00e3o a gente espera que isso se promova por muitos anos para a frente&#8221;, acrescentou, referindo que as comemora\u00e7\u00f5es do bicenten\u00e1rio podem \u201creaproximar ainda mais\u201d os dois pa\u00edses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;\u00c9 claro que o p\u00fablico brasileiro que consegue vir estudar na Universidade de Coimbra \u00e9 um p\u00fablico de classe m\u00e9dia alta e cada vez mais alta com o passar do tempo, por conta diferen\u00e7a do c\u00e2mbio e tudo o mais. Ent\u00e3o o povo que sofreu com o colonialismo [no Brasil] n\u00e3o tem acesso a essa institui\u00e7\u00e3o aqui&#8221;, afirmou Felippe Vaz<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":229681,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[39,31],"tags":[8916,916],"class_list":["post-241116","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-coimbra-2","category-geral","tag-apeb","tag-universidade-de-coimbra"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/241116","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=241116"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/241116\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=241116"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=241116"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=241116"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}