{"id":241397,"date":"2022-06-29T12:11:53","date_gmt":"2022-06-29T11:11:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=241397"},"modified":"2022-06-29T12:11:53","modified_gmt":"2022-06-29T11:11:53","slug":"opiniao-para-que-o-carro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-para-que-o-carro\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: &#8220;Para qu\u00ea o carro?&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Joao-Quaresma.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-241399\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Joao-Quaresma.jpg\" alt=\"\" width=\"2500\" height=\"1308\" \/><\/a><\/p>\n<p>A mobilidade, seja ela urbana ou interna entre as v\u00e1rias regi\u00f5es de um Pa\u00eds, \u00e9 um dos principais crit\u00e9rios na an\u00e1lise da qualidade de vida das cidades e dos Pa\u00edses.<br \/>\nUma das cidades que anda constantemente no topo dos rankings de avalia\u00e7\u00e3o de qualidade de vida \u00e9 Viena, capital da \u00c1ustria. Uma cidade onde tive o privil\u00e9gio de viver cerca de 5 anos, onde a mobilidade urbana anda perto da perfei\u00e7\u00e3o, come\u00e7ando pela rede de transportes p\u00fablicos constitu\u00edda pelo metro, metro de superf\u00edcie, el\u00e9tricos, autocarros e comboios suburbanos. Um conjunto de meios de transporte que nos p\u00f5e em qualquer s\u00edtio da cidade num curto espa\u00e7o de tempo. Nos meus primeiros meses a viver na capital austr\u00edaca, ficava incr\u00e9dulo com as queixas das pessoas pelo facto de, por exemplo, um comboio demorar 5 minutos a chegar \u00e0 esta\u00e7\u00e3o. Pensava que era uma piada. Mas n\u00e3o, eram mesmo queixas genu\u00ednas. O problema \u00e9 que, passado um ano, eu tamb\u00e9m me queixava do mesmo, esquecendo-me rapidamente dos tempos de espera dos transportes p\u00fablicos portugueses.<br \/>\nEngane-se quem pensa que os bilhetes s\u00e3o caros. Para residentes, o custo do passe anual que d\u00e1 acesso a todos os transportes urbanos \u00e9 de 365 Euros, ou seja, 1 Euro por dia.<br \/>\nPara al\u00e9m dos transportes p\u00fablicos, h\u00e1 uma oferta generosa de servi\u00e7os partilhados de trotinetes, bicicletas el\u00e9tricas e n\u00e3o el\u00e9tricas para usufruir na extensa rede de ciclovias existente na cidade. Existem ainda servi\u00e7os partilhados de ve\u00edculos , \u00e0 semelhan\u00e7a dos que existem em Lisboa, que s\u00e3o sempre uma alternativa a quem quer matar saudades de conduzir.<br \/>\nViena foi a \u00fanica cidade onde vivi at\u00e9 hoje em que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ter carro. N\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio, como n\u00e3o queremos ter carro. Os custos de ter um carro s\u00e3o altos e n\u00e3o se usufrui dele tantas vezes como se pretende. H\u00e1 constantes dificuldades de estacionamento e acaba -se por utilizar os transportes p\u00fablicos por serem mais r\u00e1pidos e, obviamente, mais baratos. Viver numa cidade onde n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ter carro \u00e9 um luxo. \u00c9 um al\u00edvio n\u00e3o ter que despender um valor absurdo na compra de um carro.<br \/>\nOlhando para Coimbra, a realidade \u00e9 completamente oposta. Apesar de nos \u00faltimos anos o n\u00famero de ciclovias e dos servi\u00e7os partilhados de trotinetes e bicicletas terem aumentado, continua a haver a necessidade de se utilizar o carro para quase tudo. As linhas dos SMTUC servem bem os principais p\u00f3los empregadores (Universidade, Hospitais e C\u00e2mara Municipal), mas deixam muito a desejar em v\u00e1rias zonas da cidade. Resta-nos esperar que a introdu\u00e7\u00e3o do metro ligeiro de superf\u00edcie, como meio de transporte p\u00fablico principal, tenha como consequ\u00eancia uma melhoria substancial na mobilidade em Coimbra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Opini\u00e3o de Jo\u00e3o Quaresma<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":241399,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[8746],"class_list":["post-241397","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-opiniao-de-joao-quaresma"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/241397","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=241397"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/241397\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=241397"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=241397"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=241397"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}