{"id":241722,"date":"2022-07-04T11:07:32","date_gmt":"2022-07-04T10:07:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=241722"},"modified":"2022-07-04T11:07:32","modified_gmt":"2022-07-04T10:07:32","slug":"smtuc-consomem-28-milhoes-mas-so-geram-cinco-milhoes-de-receita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/smtuc-consomem-28-milhoes-mas-so-geram-cinco-milhoes-de-receita\/","title":{"rendered":"SMTUC consomem 28 milh\u00f5es mas s\u00f3 geram cinco milh\u00f5es de receita"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/V-jose-manule-silva-PR.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-241723\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/V-jose-manule-silva-PR.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>O que j\u00e1 mudou em Coimbra desde a sua posse em 19 de outubro de 2021?<\/strong><\/p>\n<p>(Sorrisos)\u2026 N\u00e3o preparei um rol para aqui descrever aquilo que mudou. Ali\u00e1s, eu acho que se deve \u00e9 perguntar \u00e0s pessoas o que \u00e9 que j\u00e1 sentiram desse processo de mudan\u00e7a. Mud\u00e1mos muita coisa, desde logo a transmiss\u00e3o online das reuni\u00f5es de c\u00e2mara, permitindo que todas as pessoas, em qualquer lado do mundo, possam acompanhar os nossos trabalhos. Mudou o ambiente dentro da c\u00e2mara, onde hoje todos conversam com tranquilidade e isso \u00e9 estimulado. Como paradigma disso mesmo, mudou o di\u00e1logo na pr\u00f3pria cidade. Sinal disso mesmo \u00e9 o facto de n\u00f3s agora recebermos empres\u00e1rios que querem avaliar o interesse de investir em Coimbra em conjunto com as principais institui\u00e7\u00f5es da cidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que Coimbra tem para \u201cvender\u201d a estes empres\u00e1rios?<\/strong><\/p>\n<p>O talento, o saber e o conhecimento. N\u00f3s recebemos os empres\u00e1rios que v\u00eam investir na \u00e1rea dos servi\u00e7os e das novas tecnologias em conjunto com a Universidade, Instituto Polit\u00e9cnico, Instituto Pedro Nunes, Inopol, o nosso Gabinete de Apoio ao Investidor, IEFP e, quando \u00e9 caso disso, o IAPMEI. Recentemente, uma funcion\u00e1ria desta casa, que participa nestas reuni\u00f5es, referiu que se sentia orgulhosa pois nunca se tinham feito reuni\u00f5es assim na C\u00e2mara Municipal de Coimbra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por falar em c\u00e2mara, as coisas, internamente, j\u00e1 est\u00e3o como pretendia?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 um processo de melhoria cont\u00ednua do funcionamento interno da c\u00e2mara, que \u00e9 feito em conjunto com os trabalhadores da autarquia. Sem eles, n\u00e3o conseguimos fazer nada. H\u00e1 um processo de di\u00e1logo interno permanente, de abertura para que todos os funcion\u00e1rios possam vir falar connosco e expor as suas quest\u00f5es. O mesmo acontece com os mun\u00edcipes. Temos feito centenas de reuni\u00f5es nesta sala, onde recebemos quem pede para falar connosco \u2014 associa\u00e7\u00f5es, pessoas, empres\u00e1rios. N\u00e3o sei quantas reuni\u00f5es \u00e9 que se ter\u00e3o feito aqui no quadri\u00e9nio passado, mas se calhar j\u00e1 fizemos agora mais reuni\u00f5es nestes meses do que em todo o quadri\u00e9nio passado nesta sala com pessoas externas \u00e0 c\u00e2mara. Essa constru\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da C\u00e2mara Municipal de Coimbra, em di\u00e1logo e com a ajuda dos funcion\u00e1rios da casa tem trazido bons resultados. Permitiu acelerar procedimentos, definir consensos em termos daquilo que s\u00e3o as posi\u00e7\u00f5es das estruturas da c\u00e2mara e tem-nos permitido conhecer melhor o funcionamento da m\u00e1quina e estarmos agora aptos a preparar a apresenta\u00e7\u00e3o de uma reestrutura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quando \u00e9 que ser\u00e1 conhecida?<\/strong><\/p>\n<p>Estamos a trabalhar nisso. \u00c0s vezes, h\u00e1 um ou outro documento que se atrasa, mas queremos levar \u00e0 pr\u00f3xima reuni\u00e3o da C\u00e2mara Municipal para depois ir \u00e0 Assembleia Municipal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 que os funcion\u00e1rios podem esperar dessa mudan\u00e7a?<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 divulgamos uma ou outra medida, como por exemplo a cria\u00e7\u00e3o do Departamento de Ambiente. Vamos criar um gabinete de inclus\u00e3o, porque queremos ser uma c\u00e2mara, uma cidade e um concelho inclusivo. Vamos criar tamb\u00e9m um gabinete relacionado com a gerontologia e o envelhecimento ativo. Estamos a criar uma organiza\u00e7\u00e3o interna da C\u00e2mara que nos permite responder \u00e0s necessidades e \u00e0s expectativas das pessoas com uma estrutura direcionada exatamente para esses problemas. Ao mesmo tempo vamos adaptar a estrutura \u00e0 descentraliza\u00e7\u00e3o. V\u00e3o ser criadas mais divis\u00f5es, departamentos\u2026 V\u00e3o ser criados mais departamentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E departamentos que baixam para divis\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 nos estamos a antecipar demasiado naquilo que vai ser a reforma estrutural. Nesta fase tem que apresentar a proposta de reestrutura\u00e7\u00e3o da estrutura nuclear. A estrutura flex\u00edvel ter\u00e1 que ir apenas noutra fase \u00e0 reuni\u00e3o de c\u00e2mara. H\u00e1 aquilo que n\u00f3s consideramos que s\u00e3o acertos essenciais para melhorar o funcionamento desta m\u00e1quina imensa, com 2.000 funcion\u00e1rios, contando com aqueles que recebemos da descentraliza\u00e7\u00e3o, a que juntam os 500 que trabalham nos SMTUC. Portanto, isto \u00e9 uma casa com 2.500 funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Existem rumores no exterior de que n\u00e3o encontrou a C\u00e2mara t\u00e3o bem financeiramente como vinha a ser dito pelos seus antecessores. H\u00e1 algum fundo de verdade nesta informa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, h\u00e1. N\u00f3s encontramos uma c\u00e2mara com as contas equilibradas e com alguma pequena capacidade de endividamento, que neste momento rondar\u00e1 os 20 milh\u00f5es de euros de endividamento adicional, mas com pouca capacidade de investimento. As despesas aproximam-se das receitas e, portanto, a capacidade de investimento da c\u00e2mara com as suas receitas pr\u00f3prias \u00e9 limitada. Estamos numa fase de transi\u00e7\u00e3o entre quadros comunit\u00e1rios e, portanto, tamb\u00e9m limitados naquilo que \u00e9 poss\u00edvel fazer neste momento, embora j\u00e1 tiv\u00e9ssemos apresentado alguns projetos que n\u00f3s pensamos serem interessantes para a cidade no \u00e2mbito do PT 2030. N\u00e3o \u00e9 por acaso que a c\u00e2mara fechou as contas de 2021 com saldo negativo de 800.000 euros. Isso deve-se aos efeitos da pandemia, mas traduz exatamente o equil\u00edbrio financeiro da c\u00e2mara, mas sem folga e com uma limitada capacidade de endividamento. Em cima disso, sofremos a guerra na Ucr\u00e2nia, que veio descompensar completamente o nosso or\u00e7amento e isso ter\u00e1 um impacto negativo. Esperemos que as coisas n\u00e3o piorem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que tiveram de fazer?<\/strong><\/p>\n<p>Neste momento, j\u00e1 tivemos de usar entre seis a 8 milh\u00f5es de euros que estavam previstos ser usados em alguns projetos mas que n\u00e3o vamos poder aplicar para compensar buracos a outros n\u00edveis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como, por exemplo?<\/strong><\/p>\n<p>Nos SMTUC. Este servi\u00e7o municipalizado gera uma despesa de 28 milh\u00f5es de euros por ano e s\u00f3 tem uma receita pr\u00f3pria de cinco milh\u00f5es. Portanto, manter os servi\u00e7os municipalizados a funcionar \u00e9 um desafio permanente e que exige melhor gest\u00e3o do que aquela que tem havido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Essa foi a surpresa negativa, em termos financeiros, que encontrou ap\u00f3s a sua tomada de posse?<\/strong><\/p>\n<p>Nos SMTUC n\u00e3o vou dizer que foi uma surpresa negativa porque n\u00f3s conhecemos os relat\u00f3rios de contas. Surpresa foi alguma da disfuncionalidade de organiza\u00e7\u00e3o que n\u00f3s n\u00e3o conhec\u00edamos por dentro. J\u00e1 est\u00e1vamos \u00e0 espera dos problemas dos SMTUC e, por isso mesmo, tanto fal\u00e1vamos neles. \u00c9 um dos setores da c\u00e2mara que sofre mais consequ\u00eancias do aumento dos custos da energia e dos materiais. S\u00e3o 111 autocarros a funcionar todos os dias e com muitas limita\u00e7\u00f5es da capacidade de resposta da empresa. N\u00f3s bem tentamos contratar mec\u00e2nicos e n\u00e3o conseguimos porque infelizmente a legisla\u00e7\u00e3o em vigo, e que eliminou as m\u00faltiplas carreiras da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica reduzindo-as a apenas tr\u00eas, transformou os mec\u00e2nicos que s\u00e3o oper\u00e1rios altamente especializados em assistentes operacionais. Portanto, a \u00fanica coisa que lhes podemos oferecer \u00e9 o sal\u00e1rio m\u00ednimo. Ora, se qualquer mec\u00e2nico de m\u00e9dia qualidade ganha muito mais que o sal\u00e1rio m\u00ednimo a trabalhar no setor privado, como \u00e9 que n\u00f3s podemos reparar os autocarros dos SMTUC. S\u00e3o as leis da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica que matam a pr\u00f3pria administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e que n\u00e3o nos permitem contratar mec\u00e2nicos por um pre\u00e7o minimamente concorrencial ou de mercado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por isso tamb\u00e9m n\u00e3o conseguiram resolver o problema dos motoristas?<\/strong><\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o resolvemos o problema dos motoristas, o qual poderia ser resolvido com facilidade pelo governo. Pedimos um parecer ao nosso departamento jur\u00eddico para ver como \u00e9 que n\u00f3s, de alguma forma e sem modifica\u00e7\u00f5es legislativas, podemos reconhecer tamb\u00e9m a especificidade, a import\u00e2ncia, a complexidade e a exig\u00eancia da profiss\u00e3o dos motoristas. A mesma quest\u00e3o aplica-se a outras profiss\u00f5es como, por exemplo, os mec\u00e2nicos. Como \u00e9 que n\u00f3s podemos manter as oficinas a funcionar sem mec\u00e2nicos? E como \u00e9 que podemos reparar os autocarros se n\u00e3o temos mec\u00e2nicos suficientes para isso? Isso cria uma s\u00e9rie de dificuldades em autocarros que s\u00e3o reconhecidamente velhos, na sua maioria, e portanto com avarias regulares, mas que nem sempre conseguimos reparar a tempo de uma forma eficiente. Os SMTUC s\u00e3o uma das nossas principais preocupa\u00e7\u00f5es e ser\u00e3o objeto da nossa aten\u00e7\u00e3o de uma forma muito intensiva e particular. \u00c9 preciso que as pessoas percebam que um servi\u00e7o municipalizado que consome 28 milh\u00f5es, mas que s\u00f3 gera cinco milh\u00f5es, s\u00f3 consegue sobreviver atrav\u00e9s dos impostos das pessoas e de outros setores da vida camar\u00e1ria, aos quais n\u00f3s temos que retirar dinheiro. Este ano j\u00e1 tivemos de o fazer v\u00e1rias vezes al\u00e9m do que estava previsto para manter os SMTUC em funcionamento. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Paralelamente, a c\u00e2mara tem diversas obras em curso. Sabe quantas s\u00e3o as grandes empreitadas em curso na cidade?<\/strong><\/p>\n<p>(Sorriso) N\u00e3o consigo responder, porque teria que pedir a lista e cont\u00e1-las. Mas s\u00e3o muitas. E parte delas relacionadas com a Metro Mondego. Esse \u00e9 outro problema. Nas obras em curso, o aumento dos custos dos materiais obriga \u00e0 revis\u00e3o dos pre\u00e7os em alta e \u00e9 outra fonte de consumo de recursos na C\u00e2mara e que tamb\u00e9m n\u00e3o estava previsto. Portanto, n\u00f3s apresent\u00e1mos um or\u00e7amento que n\u00e3o conseguimos cumprir por causa da guerra na Ucr\u00e2nia. Claro, piores do que n\u00f3s est\u00e3o os ucranianos e n\u00f3s temos que ser solid\u00e1rios e, portanto, n\u00f3s n\u00e3o nos queixamos. Constatamos o facto. A guerra na Ucr\u00e2nia impede-nos de cumprir o or\u00e7amento e as Grandes Op\u00e7\u00f5es do Plano (GOP) que apresent\u00e1mos ao executivo camar\u00e1rio e \u00e0 Assembleia Municipal. Ao mesmo tempo impede-nos, naturalmente, at\u00e9 de cumprir algumas expectativas que t\u00ednhamos para as freguesias, porque tivemos que desviar o dinheiro para pagar os aumentos do custo da energia, dos combust\u00edveis e dos materiais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Isso foi devidamente explicado \u00e0s freguesias?<\/strong><\/p>\n<p>Claro que sim. Sempre que conversamos com as freguesias, explicamos. Ali\u00e1s, as pr\u00f3prias freguesias sentem-no, porque estas revis\u00f5es que estamos a fazer dos contratos administrativos com as juntas obrigam as freguesias a prescindir de obras, tal como n\u00f3s estamos a fazer na c\u00e2mara, para concentrar o financiamento em uma ou duas obras e, desta forma, fazer a obra. O aumento do custo das obras anda em cerca de 50 por cento. \u00c9 um impacto brutal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Neste momento, est\u00e3o em curso obras importantes como, por exemplo, na marginal da margem direita e no Parque Manuel Braga. J\u00e1 h\u00e1 uma previs\u00e3o temporal para o fim destas obras?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s esperamos que, ainda durante o ver\u00e3o, seja poss\u00edvel abrir pelo menos uma parte do Parque Manuel Braga. Quanto \u00e0s obras da Avenida Aeminium, v\u00e3o-se prolongar porque tivemos de nos coordenar com a \u00c1guas do Centro Litoral. Uma situa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o havia no mandato anterior, como tamb\u00e9m n\u00e3o havia com nenhuma outra entidade. Naquele local, \u00e9 premente avan\u00e7ar urgentemente com a obra da adutora da Avenida Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es. Trata-se de um equipamento que est\u00e1 em risco e que nunca sofreu obras de manuten\u00e7\u00e3o. Infelizmente, n\u00e3o foram previstas as obras em coordena\u00e7\u00e3o com a interven\u00e7\u00e3o naquela zona. Enfim, n\u00e3o se v\u00e3o fazer em simult\u00e2neo, mas esta interven\u00e7\u00e3o impede-nos de acabar as obras da avenida para que se possam iniciar as obras da \u00c1guas do Centro Litoral. Depois, temos que esperar que decorram as obras da nova adutora para podermos repavimentar a Avenida Aeminium. Apesar de tudo, esta situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m nos deu a oportunidade de tomar a decis\u00e3o de pedonalizar a Avenida Aeminium. Essa proposta foi aprovada por unanimidade na C\u00e2mara Municipal, alterando um projecto que vinha do passado e que desta forma permite uma maior liga\u00e7\u00e3o ao Rio Mondego e devolver as margens do rio Mondego \u00e0 frui\u00e7\u00e3o das pessoas. N\u00e3o temos d\u00favida nenhuma que vai nascer uma nova vida na Avenida Aeminium.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 que os mun\u00edcipes podem esperar, por exemplo, das obras na margem direita do rio Mondego e no Parque Dr. Manuel Braga?<\/strong><\/p>\n<p>As pessoas podem esperar um cal\u00e7ad\u00e3o. Um cal\u00e7ad\u00e3o ao longo do rio Mondego, na sua margem direita, at\u00e9 ao Choupal, que certamente ser\u00e1 aproveitado para algumas esplanadas, para zonas de lazer, para a liga\u00e7\u00e3o ao rio. Isso vai atrair tamb\u00e9m mais pessoas a esta zona da cidade, que v\u00e3o naturalmente tamb\u00e9m atravessar a Baixa, e, portanto, v\u00e3o tamb\u00e9m aumentar o n\u00famero de pessoas a circular na Baixa. E isso \u00e9 positivo, \u00e9 um dos nossos objetivos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 alguma parte da marginal direita que possa reabrir ao p\u00fablico mais rapidamente?<\/strong><\/p>\n<p>A obra est\u00e1 a avan\u00e7ar a bom ritmo e esperamos que reabra o mais rapidamente poss\u00edvel. Penso que h\u00e1 uma fase que est\u00e1 mais adiantada, mas o resto da marginal n\u00e3o pode ser terminada exatamente para permitir as obras de instala\u00e7\u00e3o da nova adutora. Foi uma das diverg\u00eancias que tivemos com a oposi\u00e7\u00e3o, porque queriam que alcatro\u00e1ssemos tudo, para depois a \u00c1guas do Centro Litoral vir partir, e n\u00f3s ach\u00e1mos que isso seria perder ainda mais tempo e gastar dinheiro ao er\u00e1rio p\u00fablico. Portanto, vamos acelerar o processo n\u00e3o terminando as obras naquela zona da avenida Aeminium, para que a obra da \u00c1guas do Centro Litoral possa come\u00e7ar de imediato.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>As obras para instala\u00e7\u00e3o do MetroBus v\u00e3o exigir muita paci\u00eancia aos cidad\u00e3os de Coimbra?<\/strong><\/p>\n<p>V\u00e3o. \u00c9 agora que os cidad\u00e3os e cidad\u00e3s v\u00e3o come\u00e7ar a sofrer com as obras do metro, porque v\u00e3o exigir desvios e perturbar o tr\u00e2nsito at\u00e9 as obras serem completadas. \u00c9 um outro problema com que n\u00f3s nos confrontamos: nem sempre \u00e9 poss\u00edvel cumprir prazos por dificuldade de acesso aos materiais e \u00e0 m\u00e3o-de-obra. Por isso eu digo sempre que n\u00f3s precisamos de muita imigra\u00e7\u00e3o, com \u201ci\u201d. Aquelas vozes que criticam a imigra\u00e7\u00e3o com \u201ci\u201d deviam calar-se para sempre, porque n\u00f3s precisamos dela. N\u00f3s temos uma crise demogr\u00e1fica em Portugal, uma crise de disponibilidade de m\u00e3o de obra, portanto precisamos de importar m\u00e3o de obra, precisamos de imigrantes, precisamos de fam\u00edlias de imigrantes que se fixem em Portugal e possam aumentar a melhorar a demografia portuguesa. Enfim, n\u00f3s esperamos que os prazos possam ser cumpridos, mas se n\u00e3o forem, tamb\u00e9m n\u00e3o nos podemos admirar com isso, porque as dificuldades de pessoal e de acesso ao material atrasam as obras. Portanto, o sofrimento pode-se prolongar um pouco mais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Esse sofrimento ser\u00e1 compensado?<\/strong><\/p>\n<p>Quando tivermos o MetroBus vai ser compensado, quando tivermos o metro aberto e a funcionar sempre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>As Festas da Cidade s\u00e3o o mote para os pr\u00f3ximos dias. Uma das novidades \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o da Feira do Livro na Pra\u00e7a do Com\u00e9rcio. E j\u00e1 anunciou que o certame continuar\u00e1 l\u00e1 pelo menos nos pr\u00f3ximos anos. Porqu\u00ea esta decis\u00e3o? Tem a ver com as obras no Parque Dr. Manuel Braga, mas tamb\u00e9m com dar uma nova vida \u00e0quela zona da cidade?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. A Baixa de Coimbra chegou ao estado a que chegou, e que todos podem apreciar, por desinvestimento e inexist\u00eancia tamb\u00e9m da C\u00e2mara Municipal de Coimbra. Criaram-se uma s\u00e9rie de dificuldades e de problemas na Baixa, que obviamente n\u00f3s n\u00e3o conseguimos resolver de repente, mas definimos como estrat\u00e9gia, e faz parte do nosso \u201cPlano Marshall\u201d &#8211; \u201cPlano Marshall\u201d que em termos financeiros tamb\u00e9m j\u00e1 apresent\u00e1mos Portugal 2030 &#8211; mas faz parte desse plano global levar mais vida, mais eventos \u00e0 Baixa, nomeadamente \u00e0 Pra\u00e7a do Com\u00e9rcio, que \u00e9 a pra\u00e7a mais bonita da nossa cidade e que estava abandonada. Enfim, n\u00e3o vamos dizer que n\u00e3o acontecia l\u00e1 nada, acontecia alguma coisa, mas n\u00e3o o suficiente para dar uma vida nova \u00e0 Baixa. Portanto, n\u00f3s vamos concentrar o maior n\u00famero de eventos poss\u00edvel nesta zona, que \u00e9 uma das zonas mais degradadas da cidade e que precisa deste impulso para ser reconstru\u00edda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>V\u00e3o continuar os projetos para a Baixa?<\/strong><\/p>\n<p>Por isso, tamb\u00e9m candidat\u00e1mos a Baixa ao programa Bairros Digitais, e estamos dispon\u00edveis para trabalhar em di\u00e1logo com as pessoas que est\u00e3o instaladas na Baixa. Foi nos apresentado um projeto extremamente interessante, que era o Projeto Santiago, de uma sucess\u00e3o de eventos que n\u00e3o eram da organiza\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara, mas em que a C\u00e2mara colaboraria e ajudaria a tornar poss\u00edvel. Mas como a C\u00e2mara j\u00e1 tinha a sua organiza\u00e7\u00e3o e elas coincidiam, acabou por se matar o Projeto Santiago, que tem a ver com as Escadas de Santiago. Ora, n\u00f3s vamos obviamente infletir a estrat\u00e9gia, e j\u00e1 com o novo chefe da Divis\u00e3o de Cultura e Promo\u00e7\u00e3o Tur\u00edstica vamos trabalhar em conjunto com as pessoas da Baixa para colaborar nos eventos que eles pr\u00f3prios queiram organizar e para complementamos com os eventos da C\u00e2mara. Portanto, vamos acabar com estas sobreposi\u00e7\u00f5es que inibem e colidem e impedem iniciativas da sociedade civil. Porque n\u00e3o pode ser a C\u00e2mara a querer fazer tudo, a C\u00e2mara deve colaborar com a sociedade e n\u00e3o impor-se \u00e0 sociedade em sentido negativo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quer acabar com aquela ideia de que se realiza tudo em dois ou tr\u00eas fins de semana e depois nos outros n\u00e3o h\u00e1 nada?<\/strong><\/p>\n<p>Exactamente, queremos manter uma atividade cont\u00ednua e regular na Baixa. E se a Feira do Livro neste formato correr bem &#8211; esperamos que possa correr bem, a Rua Adelino Veiga j\u00e1 est\u00e1 diferente e \u00e9 uma consequ\u00eancia da Feira do Livro \u2013 e nos disserem que a Pra\u00e7a do Com\u00e9rcio j\u00e1 est\u00e1 cheia, podemos faz\u00ea-la para o Largo do Romal, para o Terreiro da Erva, para o Largo do Pa\u00e7o do Conde, e com sinal\u00e9tica que leva as pessoas a circular pela Baixa entre as v\u00e1rias zonas onde esteja a Feira do Livro. N\u00f3s queremos estimular, n\u00e3o s\u00f3 a afirmar, a Feira do Livro na sua nova modalidade dedicada ao livro e \u00e0 leitura especificamente, como acontece noutras cidades do pa\u00eds, mas tamb\u00e9m potenciar o seu crescimento nas v\u00e1rias zonas da Baixa. Essa \u00e9 grande caracter\u00edstica e mais valia da Baixa, exatamente as suas ruinhas e os seus largos. Se n\u00f3s levarmos mais pessoas a vir \u00e0 Baixa, as pessoas v\u00e3o ver tamb\u00e9m a Baixa de outra maneira e v\u00e3o-se habituar a fazer este circuito e a perceber desde logo que n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o dif\u00edcil chegar \u00e0 Baixa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E o estacionamento?<\/strong><\/p>\n<p>A Baixa \u00e9 dos s\u00edtios onde h\u00e1 mais estacionamento na cidade de Coimbra. Claro que tem estacionamento pago, mas temos um parque com 500 lugares gratuitos no Convento de S\u00e3o Francisco, que est\u00e1 a cinco minutos da Baixa. As pessoas n\u00e3o podem querer certamente levar o carro para Baixa, at\u00e9 porque n\u00e3o cabem l\u00e1, isso \u00e9 imposs\u00edvel. \u00c9 evidente que o MetroBus tamb\u00e9m ir\u00e1 trazer um novo movimento \u00e0 Baixa em termos de transportes p\u00fablicos, com as respetivas paragens. Portanto, achamos que com esta estrat\u00e9gia, a que tamb\u00e9m quer\u00edamos dar um impulso financeiro, n\u00f3s vamos promover a recupera\u00e7\u00e3o da Baixa e no futuro a Baixa ter\u00e1 outro valor para a cidade e para as pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Numa altura em que as coisas est\u00e3o mais caras, a C\u00e2mara conseguiu reduzir o or\u00e7amento das Festas da Cidade, mantendo um cartaz de espet\u00e1culos gratuito para os conimbricenses.<\/strong><\/p>\n<p>Sim, isso representa, obviamente, n\u00e3o s\u00f3 um esfor\u00e7o de rigor, de gest\u00e3o e programa\u00e7\u00e3o e, naturalmente, um esfor\u00e7o de rigor financeiro. Faz parte da nossa natureza tentar fazer o m\u00e1ximo com o m\u00ednimo poss\u00edvel. Essa \u00e9 a base da economia, tentar fazer tudo com nada, ou seja, usar os recursos da melhor forma poss\u00edvel, sabendo que os recursos s\u00e3o finitos. Portanto, n\u00e3o podemos despejar um cami\u00e3o de dinheiro nas Festas da Cidade. Temos de manter, e eu acho que at\u00e9 melhor\u00e1mos &#8211; mas n\u00e3o sou a pessoa certa para fazer essas compara\u00e7\u00f5es &#8211; o cartaz das Festas da Cidade e, de facto, reduzimos significativamente os custos, e \u00e9 este o caminho que queremos percorrer na C\u00e2mara de Coimbra, para fazer mais com menos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os espet\u00e1culos s\u00e3o gratuitos. Isso \u00e9 uma forma de atrair as pessoas, envolver as pessoas com a cidade?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9, n\u00f3s pensamos que vir\u00e3o muitas dezenas de milhares de pessoas \u00e0 cidade. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 ao cartaz musical, \u00e9 tamb\u00e9m \u00e0 feira popular t\u00edpica que se realiza na margem esquerda, s\u00e3o as provas desportivas, nomeadamente o Campeonato Mundial de Enduro em Souselas, ou seja, n\u00f3s vemos o concelho como um todo. \u00c9 a Feira do Livro, s\u00e3o as festas religiosas, ou seja, n\u00f3s vamos ter 10 dias de muita diversidade cultural e de eventos que trar\u00e3o, acredito, mais de uma centena de milhares de pessoas a Coimbra. E \u00e9 isso que traz vida e traz economia e promove o desenvolvimento do concelho e da cidade, naturalmente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>No Dia da Cidade, 4 de Julho, h\u00e1 uma cerim\u00f3nia marcada na zona da Feira do Livro, na Pra\u00e7a do Com\u00e9rcio, que inclui algumas distin\u00e7\u00f5es. Quais foram os crit\u00e9rios de escolha das pessoas que s\u00e3o homenageadas?<\/strong><\/p>\n<p>O crit\u00e9rio \u00e9 sempre um bocado difuso, porque, al\u00e9m dessas sete, eu diria que h\u00e1 dezenas de pessoas que mereciam uma homenagem semelhante. Mas temos que fazer op\u00e7\u00f5es e a op\u00e7\u00e3o nem sequer tem crit\u00e9rios muito objetivos, porque h\u00e1 circunst\u00e2ncias em que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel tra\u00e7ar uma fronteira objetiva e dizer este \u00e9 melhor que aquele e merece mais. N\u00e3o, mas obviamente que t\u00ednhamos que fazer uma sele\u00e7\u00e3o. N\u00f3s quisemos homenagear pol\u00edticos, empres\u00e1rios, cientistas e trabalhadores da C\u00e2mara Municipal, recuperando todas as medalhas que est\u00e3o previstas no regulamento de atribui\u00e7\u00e3o destes reconhecimentos, que est\u00e1 em vigor na C\u00e2mara Municipal. Uma das lacunas que n\u00f3s sent\u00edamos no passado era a aus\u00eancia de reconhecimento do esfor\u00e7o dos funcion\u00e1rios da C\u00e2mara Municipal, do seu esfor\u00e7o, dedica\u00e7\u00e3o e qualidade, e a\u00ed o crit\u00e9rio foi come\u00e7ar por algu\u00e9m que eu n\u00e3o conheci pessoalmente mas que todas as pessoas d\u00e3o como uma grande refer\u00eancia de qualidade, de dedica\u00e7\u00e3o e capacidade de trabalho. E que tamb\u00e9m morreu tragicamente por doen\u00e7a prolongada, n\u00e3o no exerc\u00edcio das suas fun\u00e7\u00f5es, porque j\u00e1 n\u00e3o estava capaz, mas levou a sua dedica\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 \u00faltima, quando j\u00e1 n\u00e3o podia mais reformou-se e em menos de um ano infelizmente morreu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00c9 um reconhecimento a essas pessoas?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 que reconhecer os m\u00e9ritos dessas pessoas, que s\u00e3o uma refer\u00eancia para os funcion\u00e1rios desta c\u00e2mara, e ao mesmo tempo reconhecer esse esfor\u00e7o, qualidade e dedica\u00e7\u00e3o de muitos funcion\u00e1rios desta C\u00e2mara, que permitem que a m\u00e1quina v\u00e1 funcionando. E pretendemos continuar nessa linha desse reconhecimento, de uma forma transversal, dos m\u00e9ritos da sociedade coimbr\u00e3. Por isso \u00e9 com particular satisfa\u00e7\u00e3o que registo a homenagem a um pequeno grande empres\u00e1rio que come\u00e7ou a trabalhar aos 12 anos como um pobre e que se fez um empres\u00e1rio que construiu uma empresa de m\u00e9dia dimens\u00e3o, com grande m\u00e9rito, com reconhecimento da sua qualidade. No fundo, eu poderia dizer \u00e9 o sonho de Coimbra, parafraseando o sonho americano, algu\u00e9m que n\u00e3o tem nada, come\u00e7a a trabalhar aos 12 anos e transforma-se num empres\u00e1rio de sucesso. E n\u00f3s temos de reconhecer esse m\u00e9rito de uma pessoa que certamente a esmagadora maioria das pessoas do concelho n\u00e3o conhecem, mas que \u00e9 merecedor desse reconhecimento. E como ele h\u00e1 mais e em pr\u00f3ximas oportunidades iremos certamente estender esse reconhecimento. Portanto, \u00e9 um agradecimento formal da cidade \u00e0s pessoas que contribu\u00edram para fazer de Coimbra aquilo que ela \u00e9 hoje, e que teriam potencial para fazer ainda mais se houvesse condi\u00e7\u00f5es para isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente da c\u00e2mara de Coimbra, Jos\u00e9 Manuel Silva, reconheceu que manter os SMTUC \u00e9 um desafio permanente e que j\u00e1 obrigou a autarquia a ter de prescindir de alguns investimentos previstos para que o servi\u00e7o continue a funcionar. 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