{"id":242816,"date":"2022-07-20T13:01:07","date_gmt":"2022-07-20T12:01:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=242816"},"modified":"2022-07-20T13:01:07","modified_gmt":"2022-07-20T12:01:07","slug":"opiniao-nos-250-anos-de-jose-liberato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-nos-250-anos-de-jose-liberato\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Nos 250 anos de Jos\u00e9 Liberato"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Jorge-Castilho.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-206925\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Jorge-Castilho-300x155.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"155\" \/><\/a><\/p>\n<p>Decorre hoje (quarta-feira), pelas 21 horas, no Convento de S\u00e3o Francisco, em Coimbra, um concerto intitulado \u201cPela Liberdade e pela Paz\u201d, a cargo da Orquestra Cl\u00e1ssica do Centro.<br \/>\nTrata-se de uma iniciativa que celebra os 250 anos do nascimento de Jos\u00e9 Liberato Freire de Carvalho, um conimbricense ilustre e antigo estudante nesta cidade, que \u00e9 pouco conhecido pelos seus conterr\u00e2neos actuais.<br \/>\nJos\u00e9 Freire de Carvalho nasceu na Quinta de Montess\u00e3o, S. Martinho do Bispo (Coimbra), a 20 de Julho de 1772 (Liberato foi o nome que ele pr\u00f3prio decidiu adoptar anos mais tarde). Era filho do Doutor Aires Antunes Freire, mordomo da Universidade de Coimbra, e de D. Maria Joaquina Sequeira de Carvalho.<br \/>\nConclu\u00eddos os seus estudos preparat\u00f3rios, em 1787, com apenas 15 anos, ingressou na Ordem dos C\u00f3negos Regrantes de Santo Agostinho, no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde iniciou os estudos de Filosofia e Teologia. Dois anos mais tarde (em 1789) acontecia a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, com os ecos desse movimento de Liberdade, Igualdade e Fraternidade a influenciarem os ideais do jovem estudante. Viria a transferir-se para o Mosteiro de Ref\u00f3ios do Lima, onde concluiu os estudos teol\u00f3gicos em 1795. Ali permaneceu at\u00e9 1800, ano em que foi nomeado professor de L\u00f3gica, Ret\u00f3ria e Eloqu\u00eancia na escola anexa ao Convento de S\u00e3o Vicente de Fora, em Lisboa.<br \/>\nNa capital conviveu com personalidades t\u00e3o diversas como Gomes Freire de Andrade, Bento Pereira do Carmo e Manuel Maria Barbosa du Bocage, vindo a integrar-se nos c\u00edrculos pr\u00f3-liberais e na Ma\u00e7onaria.<br \/>\nComo ele pr\u00f3prio refere em \u201cMem\u00f3rias da minha Vida\u201d (que come\u00e7ou a escrever com quase 81 anos e que \u00e9 uma obra de grande import\u00e2ncia para a Hist\u00f3ria do Liberalismo em Portugal e na Europa): \u201cServi o meu Pa\u00eds com todo o cabedal da minha intelig\u00eancia. Concorri muito para lhe dar liberdade, padeci por ela desterros, pris\u00f5es, emigra\u00e7\u00f5es e trabalhos\u201d.<br \/>\nPerseguido pela Inquisi\u00e7\u00e3o, exilou-se em Inglaterra, a\u00ed abandonando a vida eclesi\u00e1stica e dedicando-se ao jornalismo. Em Londres fundou e dirigiu o jornal O Investigador Portugu\u00eas.<br \/>\nA import\u00e2ncia desta sua actividade est\u00e1 bem documentada num livro intitulado \u201cO Nascimento do Jornalismo Portugu\u00eas Livre \u2013 O jornalismo luso-brasileiro em Londres (1808-1822)\u201d, da autoria do acad\u00e9mico brasileiro Lu\u00eds Francisco Munaro, apresentado em Coimbra no passado m\u00eas de Junho, com interven\u00e7\u00f5es muito interessantes pelos Professores Isabel Vargues, Adelaide Machado, Lu\u00eds Reis Torgal e Vital Moreira.<br \/>\nPara al\u00e9m do concerto desta noite, os 250 anos de Jos\u00e9 Liberato s\u00e3o o tema de exposi\u00e7\u00e3o documental e bibliogr\u00e1fica que ser\u00e1 inaugurada depois de amanh\u00e3 (sexta-feira, dia 22), pelas 16 horas, na Sala D. Jo\u00e3o III do Arquivo da Universidade de Coimbra, focando a sua intensa e variada ac\u00e7\u00e3o enquanto pol\u00edtico, historiador, editor e jornalista.<br \/>\nUma vida muito rica e prof\u00edcua, que bem merece ser divulgada e devidamente apreciada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Opini\u00e3o de Jorge Castilho<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":206925,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[259,100],"class_list":["post-242816","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-jorge-castilho","tag-opiniao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/242816","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=242816"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/242816\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=242816"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=242816"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=242816"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}