{"id":243037,"date":"2022-07-25T12:08:11","date_gmt":"2022-07-25T11:08:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=243037"},"modified":"2022-07-25T12:08:11","modified_gmt":"2022-07-25T11:08:11","slug":"opiniao-gerir-bem-o-que-sobra-se-faz-favor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-gerir-bem-o-que-sobra-se-faz-favor\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Gerir bem o que sobra se faz favor!"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Christophe-Coimbra-opi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-243039 size-full\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Christophe-Coimbra-opi.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>Chegou o ver\u00e3o. O tempo bom. O tempo da praia, das festividades (desde os grandes festivais de ver\u00e3o \u00e0s t\u00edpicas festas da aldeia). O tempo que chama pelo descanso e pela divers\u00e3o.<br \/>\nDois anos de priva\u00e7\u00e3o quase total de todo o tipo de divers\u00e3o geraram um consequente sentimento que este ano h\u00e1 que retomar os normais h\u00e1bitos deste per\u00edodo do ano e, se poss\u00edvel for, acrescido de uma compensa\u00e7\u00e3o que permita \u201crecuperar o tempo perdido\u201d.<br \/>\nNa actividade industrial, os tempos que vivemos s\u00e3o de retoma, pelo menos para a maioria dos sectores de actividade. Uma retoma que est\u00e1 a exigir uma adapta\u00e7\u00e3o muito r\u00e1pida das empresas no que \u00e0 capacidade produtiva diz respeito (face ao pico da pandemia). Tamb\u00e9m aqui \u00e9 poss\u00edvel dizer que h\u00e1 vontade de \u201crecuperar o tempo perdido\u201d.<br \/>\nUm problema que surge nestas vontades \u00e9 que s\u00e3o pouco compat\u00edveis. Menos compat\u00edveis se tornam quando, paralelamente, surgem outras condicionantes que resultam na mesma consequ\u00eancia: a aus\u00eancia dos colaboradores do local de trabalho. A Covid-19 ainda regista alguns casos que originam isolamentos. As consequ\u00eancias estimadas para o m\u00e9dio prazo da Covid-19 come\u00e7am tamb\u00e9m a dar de sinal de si e as baixas m\u00e9dicas por limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e ps\u00edquicas dos colaboradores \u00e9 tamb\u00e9m mais evidente. A retoma dos servi\u00e7os \u201cnormais\u201d de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o levam a agendamentos (anteriormente suspensos) que, quando multiplicados pelos membros do agregado familiar sobre responsabilidade de um colaborador, facilmente se tornam na necessidade deste se ausentar v\u00e1rios dias ao trabalho. Motivos leg\u00edtimos. Quanto a isso, independentemente dos meus interesses e fun\u00e7\u00f5es, \u00e9 obvio que reconhe\u00e7o a legitimidade das aus\u00eancias por consequ\u00eancia dos assuntos anteriormente referidos. Mais ou menos leg\u00edtimo e em certa medida compreens\u00edvel \u00e9 tamb\u00e9m a normal adapta\u00e7\u00e3o que \u00e9 necess\u00e1rio que se fa\u00e7a no aumento da carga produtiva sobre cada colaborador, agora que a actividade industrial se retoma. O ser humano rapidamente se adapta e a adapta\u00e7\u00e3o em baixa originada pela redu\u00e7\u00e3o da actividade industrial no pico da pandemia, deixou h\u00e1bitos. H\u00e1 agora que os reverter e puxar novamente pela produtividade. Tamb\u00e9m daqui depende o restabelecimento das margens de explora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o havendo ainda dados oficiais dispon\u00edveis que permitam fazer compara\u00e7\u00f5es com per\u00edodos hom\u00f3logos do per\u00edodo pr\u00e9-pandemia, sujeito-me a que de futuro possa ser contrariado no que digo, mas parece-me evidente que os valores hist\u00f3ricos de 5,9 dias de aus\u00eancia ao trabalho por colaborador por ano em 2018 ser\u00e3o (muito) amplamente ultrapassados no ano de 2022. A realidade da minha actividade diz-me isso, na estrutura onde me incluo e na generalidade daquelas com quem nos relacionamos.<br \/>\nLargamente noticiado \u00e9 tamb\u00e9m a escassez de m\u00e3o de obra dispon\u00edvel. Ora, se por um lado aumenta a necessidade produtiva e por outro somamos o per\u00edodo do t\u00edpico gozo de f\u00e9rias, um aumento do absentismo e muita dificuldade em contratar, o que \u00e9 que sobra? Sobram literalmente as sobras, que ser\u00e3o inevitavelmente sacrificadas com acr\u00e9scimo de produ\u00e7\u00e3o e, na maioria dos casos, hor\u00e1rio extra. Alheio a tudo isso est\u00e1 um mercado que quer ser fornecido atempadamente. Consequ\u00eancia directa? Mais trabalho para dividir por menos pessoas. Isso ou perder neg\u00f3cios.<br \/>\nQue haja, ao n\u00edvel da gest\u00e3o, a arte e engenho para fazer com as sobras o suficiente para n\u00e3o perder neg\u00f3cios, sem que as sobras de hoje (devido \u00e0 excessiva sobrecarga) se tornem nos ausentes de amanh\u00e3. Em suma, na realidade com a qual lido, atravessamos o momento mais complicado desde que ocupo fun\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o de recursos humanos\u2026e j\u00e1 l\u00e1 v\u00e3o 15 anos. Melhores dias vir\u00e3o certamente.<br \/>\nA todos os leitores deixo votos de boas f\u00e9rias!<\/p>\n<p>*Por decis\u00e3o pessoal, o autor do texto n\u00e3o escreve segundo o novo Acordo Ortogr\u00e1fico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Opini\u00e3o de Christophe Coimbta<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[594,100],"class_list":["post-243037","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-christophe-coimbra","tag-opiniao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/243037","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=243037"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/243037\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=243037"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=243037"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=243037"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}