{"id":243385,"date":"2022-07-30T11:48:16","date_gmt":"2022-07-30T10:48:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=243385"},"modified":"2022-07-30T11:48:16","modified_gmt":"2022-07-30T10:48:16","slug":"opiniao-ceilao-sei-la","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-ceilao-sei-la\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Ceil\u00e3o, sei l\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/2020\/12\/opiniao-podiamos-ter-feito-muito-diferente\/diogo-cabrita-opi\/\" rel=\"attachment wp-att-207228\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-207228\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/DIOGO-CABRITA-opi.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>O problema dum estado insano \u00e9 a sua infuncionalidade. Quando se levantam problemas com a justi\u00e7a, a hierarquia, a seguran\u00e7a, a sa\u00fade, a educa\u00e7\u00e3o, os cidad\u00e3os primeiro n\u00e3o entendem, depois zangam-se, por fim cumprem a justi\u00e7a sozinhos \u2013 e isso \u00e9 a selva! O lugar onde a pol\u00edcia recebe mais den\u00fancias do que as que consegue investigar, as listas de doentes s\u00e3o maiores do que as equipas para as resolver, os professores n\u00e3o v\u00e3o para as cidades onde j\u00e1 n\u00e3o conseguem pagar alojamento, alguns advogados ensinam nigerianos a usar esquemas de emigra\u00e7\u00e3o e ref\u00fagio \u00e0 conta da guerra da Ucr\u00e2ncia, esse estado caduca, entra em incumprimento. Se um cidad\u00e3o faz uma queixa de viol\u00eancia sem resolu\u00e7\u00e3o, um pol\u00edcia \u00e9 desrespeitado nas suas fun\u00e7\u00f5es, um enfermeiro \u00e9 maltratado, o cliente insulta os trabalhadores, a vida fica pior. Um pa\u00eds onde a corrup\u00e7\u00e3o compensa, o compadrio \u00e9 descarado, a aus\u00eancia de fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 persistente, converte-se num Sri Lanca (ou melhor, num Ceil\u00e3o que foi assim que os portugueses o batizaram em 1505 ) e nesse pa\u00eds \u00e9 dif\u00edcil viver. O Ceil\u00e3o \u00e9 um processo portugu\u00eas, um caminho de desconstru\u00e7\u00e3o que sobe a escada da corrup\u00e7\u00e3o, da falta de justi\u00e7a, da aus\u00eancia de policiamento e que termina na rua. O low cost pol\u00edtico seguiu-se ao low cost do turismo e ambos levam a um mundo pior. Roma, Paris, Lisboa s\u00e3o cidades violadas onde gente \u00e0s paletes se fotografa frente aos monumentos, se amontoa para repetir banalidades, viaja porque \u00e9 giro, passeia sem qualquer sustenta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica ou interesse. H\u00e1 quem coma a mesma fast food (comidas prontas, produtos processados de cadeias internacionais) em todos os pa\u00edses, sem qualquer curiosidade local. O carreiro de milh\u00f5es levou ao aluguer tempor\u00e1rio de casas, ao neg\u00f3cio de render ao dia em vez de contratar ao m\u00eas e hoje n\u00e3o se pode viver em Lisboa. N\u00e3o podendo viver em Lisboa n\u00e3o se pode trabalhar l\u00e1 e por isso h\u00e1 menos m\u00e9dicos, menos professores, menos muitas coisas.<br \/>\nO estado insano \u00e9 o produto das decis\u00f5es criadas sobre convic\u00e7\u00f5es e n\u00e3o sobre dados claros e reprodut\u00edveis. A destrui\u00e7\u00e3o de Loures (Beatriz \u00c2ngelo), Hospital de Vila Franca , Hospital de Braga, Hospital de S. Sebasti\u00e3o s\u00e3o quatro bons exemplos do que s\u00e3o convic\u00e7\u00f5es caras, com consequ\u00eancias na vida dos cidad\u00e3os. A decis\u00e3o de revers\u00e3o da TAP j\u00e1 nos custou quatro mil milh\u00f5es e continua a subir. O estado let\u00e1rgico das pol\u00edcias, e portanto da nossa defesa e seguran\u00e7a como cidad\u00e3os, deve-se ao insulto, \u00e0 decis\u00e3o err\u00e1tica, ao dedo acusador contra a autoridade, mais uma convic\u00e7\u00e3o com custos no aumento do crime e da indignidade.<br \/>\nPortugal precisa de gente mais consistente na pol\u00edtica, precisa de bons pol\u00edticos e sobretudo de gente que aporte a essa estrutura bom senso, sustentabilidade, decis\u00f5es estruturadas e caminhos claros para um estado mais barato, mais eficiente. As escolhas t\u00eam de ser feitas. As minhas seriam estas: 1. Portugal se tem secas persistentes deve pensar em construir dessaliniza\u00e7\u00e3o hoje. 2. Se carecemos de energia sustent\u00e1vel e barata temos de dar passos para o nuclear hoje. Podemos obviamente evoluir com os outros nas energias renov\u00e1veis e no hidrog\u00e9nio mas as necessidades at\u00e9 2035 s\u00e3o de prover agora, sem nos endividar mais e colocar os cidad\u00e3os na pen\u00faria. 3. Carecemos de destruir os centros hospitalares que est\u00e3o h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada a desconstruir o servi\u00e7o nacional de sa\u00fade. 4. Carecemos de reverter a decis\u00e3o da energia e colocar Portugal dono da sua \u00e1gua, das suas barragens, da sua electricidade. 5. Precisamos de uma pol\u00edcia presente, dissuasora, e precisamos de recolocar valores nacionais e de defesa que as guerras recentes bem comprovam a quem abrir os olhos: servi\u00e7o militar para todos.<br \/>\nH\u00e1 v\u00e1rias destas realidades que eu j\u00e1 fui contra e outras tive muitas d\u00favidas, mas a vida \u00e9 din\u00e2mica, a ci\u00eancia evolui e hoje parece-me que para vivermos melhor, para pagarmos menos impostos, ter um estado mais funcional, temos de fazer mudan\u00e7as radicais. Melhores sal\u00e1rios, menos tempo de trabalho, sustentam-se em menos impostos e melhores escolhas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diogo Cabrita<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":207228,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31],"tags":[548,100],"class_list":["post-243385","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","tag-diogo-cabrita","tag-opiniao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/243385","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=243385"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/243385\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=243385"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=243385"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=243385"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}