{"id":243814,"date":"2022-08-08T11:30:11","date_gmt":"2022-08-08T10:30:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=243814"},"modified":"2022-08-08T11:30:11","modified_gmt":"2022-08-08T10:30:11","slug":"cientistas-estudam-novos-planos-de-emergencia-para-proteger-populacoes-nos-incendios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/cientistas-estudam-novos-planos-de-emergencia-para-proteger-populacoes-nos-incendios\/","title":{"rendered":"Cientistas estudam novos planos de emerg\u00eancia para proteger popula\u00e7\u00f5es nos inc\u00eandios"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Cientistas-UC.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-243815\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Cientistas-UC.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>A \u201caltamente complexa\u201d miss\u00e3o de decidir quando e como retirar as pessoas em risco em caso de inc\u00eandio florestal, que \u201cimplica m\u00faltiplos fatores\u201d, est\u00e1 a ser estudada por cientistas da Universidade de Coimbra (UC), foi hoje anunciado.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">O projeto \u201cEvacuar Floresta \u2013 Decis\u00f5es e Planos de Evacua\u00e7\u00e3o em Cen\u00e1rios de Inc\u00eandio Florestal\u201d, em curso na Faculdade de Ci\u00eancias e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), conta com a colabora\u00e7\u00e3o da Escola Nacional de Bombeiros (ENB) e do Centro de Inova\u00e7\u00e3o e Compet\u00eancias da Floresta (SERQ) e pretende \u201cestudar novos planos de emerg\u00eancia para as comunidades, considerando os mais diversos cen\u00e1rios\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Citada em nota de imprensa enviada hoje \u00e0 ag\u00eancia Lusa, Aldina Santiago, coordenadora do estudo e docente da FCTUC, explicou que o projeto tem como objetivo principal criar um sistema de apoio \u00e0 tomada de decis\u00e3o por parte das entidades competentes \u201cpara a prote\u00e7\u00e3o da comunidade em risco em caso de inc\u00eandio rural e ainda mitigar problemas no contexto de uma evacua\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cPara os inc\u00eandios urbanos j\u00e1 existem planos de evacua\u00e7\u00e3o desenvolvidos, mas o mesmo n\u00e3o acontece nos inc\u00eandios florestais\u201d, enfatizou Aldina Santiago.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Atualmente, sustentou a investigadora da UC, aquilo que existe como suporte \u00e0 tomada de decis\u00e3o \u201c\u00e9 muito reduzido em termos t\u00e9cnicos e cient\u00edficos e depende em muito da sensibilidade do comandante no teatro das opera\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cMuitas das vezes, esta escolha \u00e9 criticada, ou porque \u00e9 feita de forma muito antecipada ou porque \u00e9 feita de forma tardia\u201d, argumentou Aldina Santiago.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Contando com cerca de 270 mil euros de financiamento da Funda\u00e7\u00e3o para a Ci\u00eancia e a Tecnologia, o projeto visa \u201capoiar as entidades governamentais e locais na prote\u00e7\u00e3o das pessoas envolvidas, criando indica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas sobre a forma e mecanismos a utilizar para proteger e tornar mais resiliente cada uma das comunidades, face \u00e0s suas particularidades e desenvolvimento do inc\u00eandio\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A prote\u00e7\u00e3o das pessoas de uma determinada comunidade tem de ser pensada e discutida muito antes dos inc\u00eandios; as poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es t\u00eam de estar acauteladas atrav\u00e9s de planos de emerg\u00eancia e evacua\u00e7\u00e3o; a evacua\u00e7\u00e3o parcial ou, em casos extremos, total, \u00e9 uma dessas solu\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica\u201d, defendeu Aldina Santiago.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A primeira fase do projeto \u2013 iniciada no ver\u00e3o de 2021 e se estende at\u00e9 2023 &#8211; foca-se \u201cna caracteriza\u00e7\u00e3o e estudo do que j\u00e1 existe, no que respeita a estrat\u00e9gias associadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o das pessoas em cen\u00e1rio de inc\u00eandio rural\u201d, n\u00e3o s\u00f3 em Portugal, mas tamb\u00e9m em Espanha, It\u00e1lia, Gr\u00e9cia, Austr\u00e1lia e EUA (Calif\u00f3rnia).<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A investigadora indicou que os cientistas observaram que \u201cse antigamente a pol\u00edtica era \u2018ficar em casa e esperar\u2019, atualmente come\u00e7a a optar-se por evacua\u00e7\u00f5es preventivas\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cPortugal come\u00e7a tamb\u00e9m a seguir esta estrat\u00e9gia, ou seja, nos \u00faltimos anos, a estrat\u00e9gia de prote\u00e7\u00e3o tem vindo a alterar, em resultado do paradigma dos inc\u00eandios atuais (inc\u00eandios de grandes propor\u00e7\u00f5es e que facilmente se propagam \u00e0 interface urbano-florestal\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Por outro lado, a equipa de investigadores tem efetuado trabalho no terreno, junto de comunidades nos munic\u00edpios da Lous\u00e3 (Coimbra) e Sert\u00e3 (Castelo Branco), escolhas que \u201cn\u00e3o foram aleat\u00f3rias, foram consideradas as suas especificidades\u201d, disse.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Dando o exemplo do concelho da Lous\u00e3, Aldina Santiago revelou que foram escolhidas as localidades de Cerdeira e Caban\u00f5es, esta uma aldeia \u201cisolada, de dif\u00edcil acesso, com uma popula\u00e7\u00e3o reduzida (menos de 25 pessoas), envelhecida e com algumas limita\u00e7\u00f5es de mobilidade\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A povoa\u00e7\u00e3o, que dista sensivelmente um quil\u00f3metro (km) da Estrada Nacional 342 (via de liga\u00e7\u00e3o entre a Lous\u00e3 e G\u00f3is, e de onde parte uma \u00fanica rua que termina na aldeia), chegou a ser evacuada aquando dos inc\u00eandios de outubro de 2017.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">J\u00e1 Cerdeira, que faz parte da rede de Aldeias do Xisto e se localiza na Serra da Lous\u00e3, a cerca de 1,5 km da Estrada Nacional 236, de liga\u00e7\u00e3o a Castanheira de Pera e \u00e0 sede do munic\u00edpio, \u201c\u00e9 uma localidade com componente tur\u00edstica significativa, com uma popula\u00e7\u00e3o muito vari\u00e1vel, tanto ao longo da semana, como ao longo do ano\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201c\u00c9 dif\u00edcil saber quantas e onde as pessoas est\u00e3o nesta localidade e na sua envolvente; esta incerteza \u00e9 sem d\u00favida um dos fatores que dificulta a prote\u00e7\u00e3o destas pessoas em caso de inc\u00eandio\u201d, sublinhou Aldina Santiago.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Em paralelo, os cientistas est\u00e3o a trabalhar em modelos \u201cque permitem simular a propaga\u00e7\u00e3o do inc\u00eandio e a evacua\u00e7\u00e3o das pessoas\u201d, recorrendo a m\u00e9todos num\u00e9ricos avan\u00e7ados<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cEsperamos vir brevemente a simular os inc\u00eandios ocorridos nas \u00faltimas semanas em Portugal. Cruzando resultados, conseguimos estudar o impacto de poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es, poss\u00edveis alternativas para prote\u00e7\u00e3o\u201d, esclareceu Aldina Santiago.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A investigadora notou que os sistemas de modela\u00e7\u00e3o e simula\u00e7\u00e3o de evacua\u00e7\u00e3o \u201cs\u00e3o ferramentas essenciais para planeamento e tomada de decis\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cDurante a evacua\u00e7\u00e3o e o inc\u00eandio, o comportamento das pessoas tamb\u00e9m \u00e9 um fator determinante (\u2026) sendo a educa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o para esta tem\u00e1tica igualmente determinante para o sucesso deste processo\u201d, frisou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u201caltamente complexa\u201d miss\u00e3o de decidir quando e como retirar as pessoas em risco em caso de inc\u00eandio florestal, que \u201cimplica m\u00faltiplos fatores\u201d, est\u00e1 a ser estudada por cientistas da Universidade de Coimbra (UC), foi hoje anunciado.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":243815,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[39,31],"tags":[1351,3425,686,914],"class_list":["post-243814","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-coimbra-2","category-geral","tag-cientistas","tag-emergencia","tag-estudo","tag-incendios"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/243814","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=243814"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/243814\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=243814"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=243814"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=243814"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}